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Olá!
Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação".
Esta semana quero falar contigo, sim, contigo que estás em piloto automático há demasiado tempo. Em primeiro lugar quero dizer-te uma coisa: não estás sozinha.
O piloto automático é uma estratégia óptima e muito válida para lidar com períodos de muita intensidade na vida.
Neste episódio mencionamos:
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Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
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E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik
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Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”.
Esta semana quero falar contigo, sim, contigo que estás em piloto automático há demasiado tempo. Em primeiro lugar quero dizer-te uma coisa: não estás sozinha.
O piloto automático é uma estratégia óptima e muito válida para lidar com períodos de muita intensidade na vida. Às vezes, parece que acontece tudo ao mesmo tempo. No meu caso, confesso-te que 2023 foi um destes anos: à minha volta tive muitas pessoas muito queridas doentes; uma delas, a minha prima, acabou por morrer de cancro. Mas nesse ano também morreu uma tia minha, um antigo colega de liceu, e aqui no bairro, deixem-me que vos diga, foram várias as pessoas que morreram em 2023, entre elas os nossos vizinhos da porta da frente. Não exagero se vos disser que foi um ano muitíssimo duro, não só pelas muitas mortes como também pelo peso das várias doenças. Enfim, foi um ano francamente difícil. Nesse ano, o piloto automático entrou em acção mais que uma vez, não vou negar.
Não se trata de preguiça nem de falta de vontade. Muitas vezes, é uma questão de “serviços mínimos”. Quando a nossa energia é requisitada para gerir crises, cuidar dos outros, responder às urgências, é natural que a pessoa perca o fio à sua própria meada, e que se esqueça de como voltar ao centro.
O piloto automático é útil, claro. O problema é quando se vai mantendo, e mantendo, e mantendo… e a vida vai ficando mais igual a si própria, mais a preto a branco. A vida passa a ser uma coisa que nos acontece, em vez de ser uma coisa que vivemos plenamente.
Nestas alturas, ao mesmo tempo que nos desligamos dessa vida a cores, acontece um outro fenómeno: o crítico interno ganha espaço. É curiosa a actuação do crítico interno, porque, reparem, ele vive para nos proteger a nós de todo e qualquer risco. Apesar da nobre missão, o problema está na execução que o crítico faz dessa missão: qualquer pequena coisa é vista pelo crítico como arriscada, e como não sabe fazer de outra maneira, tenta impedir-nos de a fazer com as palavras mais ácidas e por vezes tirânicas que conhece. Quando estamos em piloto automático, as palavras do crítico interno ganham um peso que noutras circunstâncias talvez nem tivessem, e vão fechando cada vez mais o nosso mundo. Vamos acreditando que o que o crítico nos diz é a realidade, sem percebermos de que não o é. O crítico interno passa a ter um poder demasiado grande sobre nós e transforma-se numa postura habitual em relação a nós próprias: sempre que tentamos dar um passo, o crítico fala, quando não grita, vá, e o pior é que nós acreditamos no que diz e começamos a limitar-nos a nós mesmas.
Claro, num ambiente destes, em que o crítico assume um papel de protagonista, vêm também os sentimentos de culpa quando queremos tratar de nós, quando nos queremos dedicar ao ócio, ao descanso ou simplesmente fazer algo por nós e pelo nosso bem-estar. O crítico, claro, não descansa: “como assim, descansar, quando a cozinha está este caos que estamos a ver?” ou “como assim, ir dormir uma sesta quando tens tanta roupa suja por tratar?”. Acho que já todas ouvimos variações destas muito pouco lindas e extremamente poderosas frases do nosso crítico interno. E sabem o que é pior? É que muitas vezes lhe fazemos caso e vamos mesmo tratar da roupa, ou da loiça, ou de outra qualquer tarefa que não é de todo mais prioritária que cuidar de nós. E a culpa, minha nossa, a culpa que sentimos quando de facto escolhemos descansar? São muitos anos a absorvermos por todos os lados que as nossas necessidades vêm apenas quando todas as necessidades de todas as outras pessoas à nossa volta já estão atendidas. Ai vida… a nossa cabeça pode ser um inferno!
Enfim, tudo isto conduz a quê, querida ouvinte que me ouves e pensas, “espera aí, esta sou eu…”? Isto conduz-nos ao esgotamento. Às vezes é em forma de burn out, outras vezes é um esgotamento físico, outras vezes dá depressão, outras, incapacidade quase de tomar decisões, enfim, eu posso dizer-vos que em mim se revela como um cansaço que não se resolve com dormir bem e, novidade do último ano, tonturas. Mas há quem faça depressões profundas, há quem se sinta completamente sozinha, sem saber para que lado se virar. Nós sabemos que precisamos de mudar alguma coisa, mas não sabemos nem o quê, nem o como. E, pior de tudo, sentimo-nos sozinhas, isoladas neste estado de aperto.
E não: não é normal estarmos assim tão cansadas, em piloto automático, e também não, não estás sozinha.
Na semana que vem, abrimos as inscrições para um treino áudio gratuito que quero muito partilhar contigo porque, sabes, não estás sozinha e lá vais encontrar não só um mapa para sair deste estado, para passar do piloto automático a uma presença mais consciente na tua vida, como também vais encontrar tantas outras mulheres que se sentem também assim. Antes deste treino, é possível que te sintas isolada, ou que até tenhas dificuldade de pôr o que sentes em palavras. E, se o consegues fazer, pode ser que tenhas alguma vergonha de o fazer.
Mas a comunidade que criamos com cada treino encontra força na partilha, encontra segurança no círculo que a rodeia. Com muita calma e tranquilidade, vamos dando pequenos passos para sairmos da vida assim meio a preto e branco, em que os anos se sucedem e nós nem damos bem pelo tempo passar, ocupadas que estamos a atender a todas as solicitações que temos.
Gosto muito de dar esta formação áudio porque é uma maneira de eu própria reforçar o meu regresso ao meu centro, e também é lindo ver isto paulatinamente a acontecer com as participantes. As suas partilhas na nossa comunidade reforçam muito a minha convicção de que somos uma população bastante desatendida, mas à qual se lhe exige tudo.
E por isso quero deixar-te aqui o convite para que venhas juntar-te a nós no treino áudio gratuito. As inscrições abrem no dia 14 de Setembro de 2026 e são para mulheres cansadas de tratar dos outros todos antes de tratarem de si. O que iremos fazer, nesta formação gratuita, é começar a cultivar espaços de bem-estar e de partilha, que funcionarão como bolsas de oxigénio para quem, como tantas de nós, está tão esgotada. Queremos sair do piloto automático e saber como traçar o nosso próprio mapa para uma vida muito mais plena, muito mais a cores e muito, mas muito mais feliz. Talvez não consigamos abrandar o tempo, mas aprenderemos a usá-lo a nosso favor, para nos cuidarmos, para criarmos verdadeiros espaços de conexão com um círculo seguro, onde nos sentiremos cuidadas por nós e por todas.
Na primeira edição do programa de grupo Conectar para Liderar(-me), uma das participantes usou a expressão “curiosidade e benevolência” para falar da maneira como começava a olhar para si própria, depois de muito tempo a olhar para si através dos olhos – e da voz – do crítico interno.
Essa curiosidade e essa benevolência vão ser os nossos guias na nossa viagem mais importante, a viagem a nós mesmas, e vão ser os filtros que teremos para cada uma das práticas, para cada um dos exercícios que fizermos.
Usar uns óculos de curiosidade e benevolência quando nos olhamos e nos vemos verdadeiramente, vai transformar a maneira como nos relacionamos connosco próprias e com o mundo que nos rodeia. E, para muitas de nós, tudo começou no momento em que decidimos dar o passo de nos inscrevermos no treino áudio gratuito, cujas inscrições abrem já no dia 14.
Fica atenta à tua caixa de correio para seres a primeira a inscrever-te, até porque, e com muita pena minha, os lugares são limitados, e eu quero muito que possas lá estar, se for o momento certo para ti. Se ainda não recebes os meus emails, vou deixar nas notas deste episódio o link onde os poderás subscrever, para que sejas sempre a primeira a saber de toda e qualquer novidade. Vemo-nos lá!
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
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E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.