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Olá!
Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação".
Esta semana, quero fazer uma mini pausa para celebrar duas coisas: coisa “número A”, como dizia um amigo meu, é que este é o episódio número 50. Mal posso acreditar que já vamos no episódio 50. Claramente, o tempo voa, e o tempo voou em matéria “podcastiana”. A coisa “número B” que temos para celebrar é que este episódio faz um ano!
Neste episódio mencionamos:
Level Up, formação da mentora de negócios Nayla Norryh
Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias.
Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras.
Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não.
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Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
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E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik
Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação.
Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”.
Esta semana, quero fazer uma mini pausa para celebrar duas coisas: coisa “número A”, como dizia um amigo meu, é que este é o episódio número 50. Mal posso acreditar que já vamos no episódio 50. Claramente, o tempo voa, e o tempo voou em matéria “podcastiana”.
A coisa “número B” que temos para celebrar é que este episódio faz um ano! Mais uma coisa que me custa a encaixar e a assimilar, mas é mesmo assim. Há um ano e uns pozinhos atrás, na Primavera de 2025, estava a fazer uma formação maravilhosa dada pela minha mentora de negócios favorita, a Nayla Norryh, e nessa formação, que se chama Level Up e cujo link vou pôr nas notas de episódio, tivemos o maravilhoso módulo de comunicação.
Neste módulo, a Nayla frisa a importância de ter um canal central de comunicação que não dependa de terceiros. Ou melhor, que não dependa tanto de terceiros, como é o caso de uma conta de Instagram, em que estamos sempre à mercê do algoritmo e onde muita gente já viu a sua conta ser bloqueada ou mesmo atacada por hackers.
Voltando então à ideia do canal central, para mim era óbvio que o meu podcast seria em formato áudio. Podem estar a perguntar-se porquê, mais a mais quando sabemos que o vídeo está em alta, que os podcasts em vídeo crescem mais, que o YouTube distribui mais o conteúdo dos criadores do que outras plataformas, etc etc. Mas para mim o áudio é algo muito especial. Ouço podcasts em áudio há muito tempo, e adoro o formato intimista. Ouço podcasts quando faço tarefas em que não preciso de produzir discurso, por exemplo, quando estou a desenhar ou a fazer ilustrações. E ouço podcasts quando vou nos transportes públicos, a caminhar pela rua ou a fazer os meus treinos de corrida. A ouvir podcasts, sinto que estou numa realidade paralela, uma redoma em que estou só eu e a pessoa que me está a segredar ao ouvido. E eu adoro essa sensação de ter alguém a segredar-me ao ouvido, mais ainda quando ouço conversas interessantes ou temas em que aprendo imenso.
E por isso, criar um podcast áudio foi uma evidência, foi quase uma não-decisão.
E, sabem? Escrever estes episódios é das tarefas que mais adoro fazer no meu negócio. Fazem-me lembrar do prazer que tinha, há atrasado, de escrever posts no meu blog “Entre Lisboa e Buenos Aires”. Se não sabem do que falo, o “Entre”, como carinhosamente lhe chamava, foi um blog que criei na plataforma blogger nos idos de 2006, quando estava a viver entre Lisboa e Buenos Aires, e depois me mudei definitivamente para lá.
Viver numa cidade diferente já dá matéria prima mais que suficiente para escrever um blog, e eu aproveitei-a com um prazer enorme. Não sabia, mas descobri que adorava estar atenta ao que me rodeava e às coisas que aconteciam à minha frente e transformar essas vivências, grandes e pequenas, mas sobretudo as pequenas, em crónicas que partilhava com o mundo.
Nesse tempo dourado dos blogs, em que o que as pessoas escreviam era quase um diário íntimo, era um prazer conhecer outras pessoas através daquilo que escreviam, entrar um pouco no seu mundo e desfrutar de ir viajando por outras cabeças e outras paisagens.
Neste último ano, em que os meus posts de blog têm uma versão áudio – esta que vocês estão a escutar – tenho sentido esse mesmo prazer dos blogs de antigamente. E, sobretudo, tenho aprendido muito.
É curioso que o facto de estar a aprender e de continuar a aprender muito com a escrita regular deste podcast me venha surpreender. É que, bem vistas as coisas, eu já tenho outras actividades regulares – como o diário gráfico – em que noto a evolução só pela repetição.
Ainda assim, fico surpreendida com os efeitos inesperados deste exercício de criar e escrever episódios para estas “Confissões”. Primeiro, noto que a repetição me traz maior capacidade de observação. Estou mais atenta à matéria prima de que é feito um podcast. Por exemplo: noutro dia, estava eu a fazer umas ilustrações para um concurso, dei por mim zero angustiada e a desfrutar muitíssimo do processo criativo. Isto, para mim, é uma relativa novidade, porque se recuar uns anos até à criação do “Livro do Não”, que publiquei em 2024, lembro-me bem do sofrimento que foi tomar algumas decisões criativas. Quando percebi que estava a desfrutar do processo, pensei: “tenho de escrever um episódio sobre isto.” E, como tal, fiquem atentas ao episódio 51, que será precisamente sobre esse tema.
Outro benefício que noto e que muito valorizo é que esta repetição me tem ajudado a encontrar e a afinar o vocabulário para vos contar sobre o meu trabalho, a minha missão e como isso se traduz nas formações que dou. Há um ano atrás, falava da minha missão como a de acompanhar mulheres conscientes que desejam voltar a conectar-se com a sua criatividade interior. O que, segundo o especialista de marketing que vive cá em casa, poderia alienar as mulheres que não se consideram criativas.
(Faço aqui um pequeno parêntesis para dizer que acho que somos todas criativas, mesmo as mulheres que não se consideram criativas, porque acredito que todas somos capazes de relacionar duas informações díspares de uma maneira nova. Para mim, isso é a criatividade. Por vezes, esta junção de dois pedaços de informação tem uma manifestação artística; muitas vezes, não tem manifestação artística, mas nem por isso é menos criativa. Fecho parêntesis.)
Retomando: há um ano, falava do fio condutor que une todas as minhas propostas formativas como praticar a reconexão com a criatividade que já temos dentro de nós. Hoje em dia, vejo que o trabalho é um pouco mais amplo: por um lado, recuperamos a conexão com a nossa criança interior – que é a guardiã da nossa criatividade e dos nossos sonhos e desejos mais profundos – mas também modulamos a relação com o nosso crítico interno, que é uma parte de nós que nos quer proteger mas que, se lhe fizermos demasiado caso, acaba por nos limitar, e inclusivamente obstaculizar essa relação que queremos manter em banda larga com a criança interior.
Apesar de ter estado sempre a falar da mesma coisa – da reconexão com a criança interior – tenho a sensação de que fica mais fácil compreender os benefícios das minhas formações usando esta imagem das diferentes partes, em vez de falar directamente sobre criatividade.
Para além de ir afinando a comunicação, penso que o mais importante benefício da escrita regular deste podcast é perceber que estamos sempre, sempre a evoluir. E a escrita destes episódios é um micro-movimento nessa desejada evolução, ao mesmo tempo que é uma pausa consciente para fazer o balanço de onde estou. E acho que isso faz parte da sua magia: ser pausa e movimento ao mesmo tempo.
Para a minha cabeça, sempre formatada para ver o que falta, este é um exercício maravilhoso de olhar para trás e ver o que já andei. Mas também gosto de olhar para o futuro: não é tanto pensar no que falta fazer (falta tanta coisa, felizmente, senão a vida não teria o mesmo interesse), mas sim pensar de que forma me irei surpreender daqui a um ano, quando olhar para trás e vir todo o caminho que, entretanto, percorri.
Antes de terminar este episódio, quero deixar-te um pedido e uma palavra de agradecimento. Este podcast é um exercício meu de comunicação contigo, e se não houver ninguém desse lado, é um exercício de comunicação vazio. E por isso faço-te o pedido: partilha o episódio com alguém do teu círculo a quem achas que possa interessar este processo de reconexão com a criança interior e de modulação da voz do crítico interno. Se puderes, põe estrelas (muitas estrelas!) na app de podcasts, deixa um comentário nos episódios e partilha-os nas redes sociais. Assim, estarás a dizer aos muitos algoritmos que este podcast fala de temas que são relevantes, e assim poderemos chegar a mais mulheres que desejam melhorar a sua relação com o crítico interno e reconectar-se em banda larga com a sua criança interior.
E antes de terminar, quero agradecer-te: por estares desse lado, por ouvires as minhas confissões e por as partilhares com as tuas pessoas. Este podcast só cresce com a tua ajuda e só faz sentido contigo desse lado.
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.