Category: Panamá

Rosa Roseira II

It's alive!

:)

In full bloom. :)

Quem diria que de uma singela rosa sairia uma série de fotografias. #rosa #panamá

Sei que me repito e que já viram esta rosa em botão. Mas gostei tanto de fazer esta sequência que tenho de a partilhar aqui.

(Nota: as fotos foram tiradas mais ou menos à mesma hora de quatro dias consecutivos.)

Retratos

I'll be embroidering this fabulous portrait my 7yo niece made of us. :)

And this is me. :)

Uma artista linda cujo nome não vou revelar (nem, de forma nenhuma, não insistam!, a relação de parentesco que nos une) fez, durante as férias em Portugal, retratos nossos. Passarão para a posteridade em forma de bordado, nas fronhas que comprámos para renovar as almofadas do sofá.

O retratado, com barba na cara e uma t-shirt do Flash Gordon, e a retratada, com os seus sinalinhos em cima dos lábios, estão contentes, contentes por terem mais uma peça da dita artista.

(Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, não se nota nada, nadinha!, que sou uma tia babada, pois não?)

Rosa Roseira

It's alive!

De volta ao Panamá, dedico-me a reatar a amizade com as plantas e flores da varanda que, durante a minha ausência, ficaram muitíssimo bem entregues ao cuidado de amigos-jardineiros de várias idades (e estaturas).

As espécies que requerem rega diária ficaram dentro do duche, com aguinha nos pés. A intensidade da luz é mais baixa que no quotidiano, mas a rega é constante. Daí que muitas delas venham rejuvenescidas desse spa, nascido de um erro de construção, que impede que a água do duche escorra ralo abaixo e forme uma bonita piscina.

Esta roseira, por exemplo, estava muito triste quando me fui embora; quando voltei, estava verdinha e viçosa. Depois de uns dias no exterior, já tem um botão a nascer.

E a minha faceta de jardineira amadora vibra de alegria.

Que ausência!

We're in Panama, issue 26

Foi uma ausência prolongada, esta. Tão prolongada que nem deu para partilhar aqui a zine de Julho. Como mais vale tarde que nunca, aqui está ela. Já a de Agosto… essa vem a caminho! Mais histórias para breve.

Dois anos de zine!

We´re in Panama, issue 25

Ei-la, a zine comemorativa do segundo segundo aniversário de “We´re in Panama!”. Quem diria? Dois anos! Leiam-na aqui, partilhem-na no facebook e não se esqueçam de participar no jogo. Mandem-me as vossas fotografias a lerem a zine até ao dia 1 de Agosto. O vencedor receberá uma surpresa na volta do correio – à moda antiga! E quem não gosta de receber uma encomenda postal? (Eu gosto, e quem me quiser mandar cartas, já sabe: Apartado 0831-00385, República de Panamá) E com isto… já estamos em Julho!

Há feiras e feiras

Esta semana, aqui na Cidade do Panamá, decorre uma feira da legalização promovida pelos serviços de migração, para proporcionar uma oportunidade de regularização àqueles que se encontram em situação irregular. Normalmente são pessoas de países circundantes, da América Central, que emigram para o Panamá, onde a divisa de facto é o dólar.

(Cumpre aqui abrir um parêntesis para explicar que uma das negociatas dos tempos do canal implicou que a moeda nacional, o Balboa, fosse sempre equivalente ao dólar, e que o papel moeda que circula seja o dólar. Cá no Panamá há emissão de moeda metálica, com tamanhos e valores iguais aos da moeda metálica dos Estados Unidos. Fecha parêntesis e segue.)

A miragem do dólar permite, portanto, a muitos destes emigrantes terem salários com os quais não poderiam sonhar se estivessem nos seus países de origem. Muitas vezes com uma educação ao nível do ensino primário, estas pessoas vêm fazer trabalho doméstico ou de “nanas”, tornando-se muitas vezes nas educadoras das crianças de muitas das famílias locais e radicadas no Panamá.

Estes imigrantes são alvos fáceis: de posição muito humilde e com muito poucos recursos para lutar pelos seus direitos, acabam por rapidamente exceder a validade dos seus vistos de entrada no país e ficar em situação clandestina.

Na rua, por incrível que nos possa aparecer, há polícias a pedir a identificação aos transeuntes (curiosamente, não aos extraordinariamente mal educados condutores, que muitas vezes nem encartados são), o que acaba por colocar estas pessoas numa situação ainda mais vulnerável.

Mas o Panamá precisa destes emigrantes e por isso, apesar de não lhes fazer a vida muito fácil, organiza feiras de legalização periódicas. E aqui chegamos ao presente.

Começou na segunda-feira passada mais uma feira da legalização. Para terem uma ideia, uma empregada doméstica cá tem um salário de 300 dólares, mais coisa menos coisa, e o investimento para terem a sua situação regularizada – por apenas dois anos! – é equivalente a mais de quatro salários. Sabem o que isso significa? Que não tendo acesso a crédito, precisam de um patrão que aceda a adiantar o dinheiro para que possam sonhar com andar pela rua tranquilas.

Mas as dificuldades não acabam aqui: também precisam de um patrão que as liberte uma semana inteira, já que a feira é tão desorganizada que as pessoas fazem filas desde Domingo, dormem lá, tiram senhas, esperam, revezam-se para poderem ir comer ou à casa de banho. Hoje, sexta-feira, e já passados quatro dias inteiros, dizem que talvez amanhã, sábado, pela uma da tarde, estejam despachados.

Que dizer? O panorama é este, e as pessoas que recorrem a estas feiras estão numa situação tão vulnerável que não ousam queixar-se. O que querem é sair de lá com o tão desejado carimbo no passaporte, para poderem estar tranquilas. Por apenas dois anos.

Ovelhas há muitas

My #knitting is this big. Chamamos-lhe Ovelha Avó.

Desde Janeiro que estou a tricotar esta ovelha, digo, este cobertor. Ao início, era apenas meia dúzia de pontos na agulha circular. Depois começou a crescer e entrou na sua fase espanta-espíritos.

A metamorfose foi-se dando, paulatina: de nuvem passou a pequeno animal, e daí a ovelha, que foi crescendo e crescendo, à medida que fui tirando mais uma meada à caixa, a dobei e a fui somando aos milhares de malhas que o cobertor já tinha. A sua construção é circular, do centro para a extremidade; por isso, só acaba quando uma mulher quiser (ou nele se afogar), com uma borda, que também é tricotada. E estou nisso, na borda tricotada, depois de achar que dois metros e meio de diâmetro já requer uma cama nova – e um Inverno.

Enquanto testava malhas para a borda, perguntei ao Príncipe que achava e se não lhe parecia demasiado avó. Ele olhou para mim como quem estabelece o óbvio, levantou o indicador e apontou para a massa branca no meu colo: “isso tudo é a Ovelha Avó“.

Ficou baptizada.

¡Viva México!

"We´re in Panama!", issue 24

Está no ar o número 24 da zine!

Este mês, o tema é o México, essa cidade e esse país de que tanto, tanto, tanto gostei. A inspiração foi tanta que desta feita tinha muitos, muitos desenhos que não pude incluir por falta de espaço.

E também: no mês que vem celebramos os dois anos de publicação zinesca ininterrupta! Incrível, não acham? Estou a arquitectar um plano celebrativo que se estenderá, naturalmente, aos meus caríssimos leitores. Em breve darei notícias.

Boas leituras e bom fim-de-semana!

Mais panamices

Hoje, no elevador, confirmei que muitas pessoas no meu edifício não sabem como usar os botões da chamada de elevador. Cada patamar tem dois: um com uma seta para cima; outro com uma seta para baixo. Funcionam de uma forma bastante básica: quando uma pessoa se dirige a um andar acima daquele onde está, carrega na seta para cima; quando, por seu turno, se dirige a um andar abaixo daquele onde se encontra, carrega na seta para baixo. Elementar? Diria que sim.

Mas no Panamá as coisas são diferentes e a doutrina vigente neste edifício é um pouco alternativa: quem chama um elevador para ir para um piso acima daquele onde está carrega na seta para baixo (ou seja, de chamada para descer). Porquê? Porque o elevador precisa de descer (do andar onde ficou estacionado até ao andar onde a pessoa se encontra) para depois poder finalmente subir.

E não há forma de convencer as pessoas de que se carrega na seta para cima quando se quer subir e na seta para baixo quando se quer descer. Na cabeça delas, isso só afasta o elevador e torna a espera mais longa. Não têm a menor noção de que obrigam o elevador a paragens desnecessárias durante uma viagem no sentido contrário àquele que desejam, o que prolonga ainda mais a espera de todos.

Haja paciência.

Vem aí a bela da chuvada. #panamá

De manhã, tudo indicava que aí vinha uma enorme chuvada. Mas o São Pedro  tinha outros planos, andava ocupado com qualquer outra coisa, de maneira que nos presenteou com um fantástico dia de sol e bons pedaços de céu azul, para matar a saudade.

E nem uma gota de chuva!

E o fim da tarde foi feito de pôr-do-sol dourado e cor-de-rosa. É aproveitar, minha gente, e celebrar; dias assim são uma dádiva.

In progress. For the first time, co-authored verses in French. #embroidery #babyblanket #abbrigate

Como talvez tenham percebido pelo post anterior, estivemos com obras em casa. Acabaram ontem, e hoje vieram retirar parte das máquinas. À boa maneira panamenha, o senhor foi lá abaixo levar a máquina principal, e voltaria logo para vir buscar o resto do material. Como quem vai comprar cigarros, nunca mais voltou. E não é inédito o “esquecimento” de material em casas de clientes.

De situações semelhantes foram feitas as duas últimas semanas, e por isso – e para me abstrair um pouco – deixo aqui uma fotografia duma manta que estou a bordar. É um presente para um amigo distante (no tempo e no espaço), em conjunto com outra amiga, e pela primeira vez tem versos em português e em francês. Uma manta bilingue, portanto. abbrigate*, claro.

Portugalizo-me

Fly London

Aqui há umas semanas, a Raquel Félix iniciou um muito interessante projecto de valorização das marcas portuguesas e da nossa apreciação das mesmas, tanto dentro como fora de portas. Lançou o blog Portugalize.me e muito amavelmente convidou-me para contribuir semanalmente. Este é o mais recente post que lá escrevi e a ilustração também é minha – quem me conhece, sabe o amor que tenho por estas sandálias!

Leiam e subscrevam!