Category: Ilustração

Try the air Embroidery Club – free!

airembroideryclub-making-of-Fevereiro
An animated view of the making of our February 2016 project at the air Embroidery Club.

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Hi everyone, this week I decided to shake things up a bit here.

To be very transparent, I’ve been working hard to grow the air Embroidery Club. This is a project I truly, deeply believe in, because it not only challenges me to learn and create new things (and, hopefully, other members, too), it creates a lovely community where experiences and techniques are shared and new friendships are forged.

At its inception, I thought that the Club would be a good way to share with others what I’m passionate about: the power of creating beauty around you with your own hands; slowing down and carving time to be with one’s own thoughts; the enjoyment of the process and the gratification given by the final product. And mostly: taking care of yourself and your well-being through beauty and calm.

But now, two and half years later, I see that it’s so much more than that: it’s about sharing inspiration and experiences; it’s about feeling empowered to try new (to us) techniques, to connecting dots in a new way. It’s about meaningful connection in this online world.

Because I would like to share this with all of you, I want to invite you to join the air Embroidery Club free for the first month. At the end of the first month, you get to decide whether you join for six months (60€+VAT) or twelve months (100€+VAT) or not. How about that?

Start your free trial today.

P.S. Above you can see last February’s embroidery in the making.

*

Olá, olá! Esta semana trago-vos algo de diferente… deixem-me explicar. 🙂

Para ser transparente convosco, tenho feito grandes esforços no intuito de fazer crescer o Clube de Bordado air. Este é um projecto em que acredito, porque não só me leva a experimentar e aprender coisas novas (e aos outros membros, espero, também), como também cria uma comunidade onde a partilha de várias experiências e técnicas nos enriquece a todos.

No início, pensei que o Clube seria uma boa forma de partilhar as minhas paixões convosco, a saber: o poder de criar beleza à nossa volta, com as nossas próprias mãos; abrandar o ritmo frenético dos nossos dias para, com um bordado nas mãos, nos sentarmos com agulha, fio e os nossos pensamentos; a alegria do processo e a gratificação de chegar ao produto final. Mas sobretudo, o poder de cuidarmos do nosso bem-estar através de intencionalmente criar beleza e calma à nossa volta.

Dois anos e meio volvidos, noto que o Clube traz muito mais que isso: traz partilha de experiências, de técnicas e de conhecimentos; traz uma sensação de satisfação ao experimentarmos coisas que antes não pensávamos poder fazer, relacionando diferentes elementos de formas novas para nós. Mas, sobretudo, o Clube promove um ambiente de amizade entre os membros, unidos pela sua paixão comum.

Quero poder partilhar isto com todos vocês, e por isso faço aqui o convite para se juntarem ao Clube de Bordado air de forma gratuita durante o primeiro mês. No final do primeiro mês, poderá decidir se quer aderir durante seis meses (60€+IVA) ou doze meses (100€+IVA), ou não. Que tal?

Experimente o Clube de Bordado grátis no primeiro mês!

P.S. Acima, uma animação com o “making of” do bordado de Fevereiro passado.  

The “Lisbon Series”, a series of embroideries at the air Embroidery Club

Just now, in my neighborhood. #Lisbon #lisboa

Necessity is the mother of invention: I couldn't see through this fabric so this is what I came up with. Not the most convenient #embroidery choice but it appears to be working! #airembroideryclub #airembroideryecourse

This is what my #embroidery project for the #airembroideryclub looks like after stitching for a while. It's weird, but appears to be working.

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Who knew (I didn’t) that these sketches I’ve been filling my sketchbook with would become a series? I didn’t see it coming, but I’m glad I noticed a trend in my embroidery projects and decided to act on it.

Last January at the air Embroidery Club we stitched a sketch I made (and adapted for embroidery) just outside my studio. It’s not a fancy monument, or one of our beautiful city’s ex-libris. Quite the contrary: it’s a simple, everyday life scene, one depicting what makes living here such a pleasure. It was made right outside of my studio: we have a little square with a garden, two kiosks (I know, we’re spoiled!) with a few tables and chairs for people to have their “bica” (espresso) and read the paper. Read more

From sketch to embroidery: the process

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Earlier today, #asketchaday in #Lisboa

If there’s something I like seeing in an artist’s work is the behind the scenes process. I love seeing the making of a finished piece, because it not only adds layers of meaning to a finished piece, it also unveils the steps, the doubts, the leaps, from inception to finished object.

And because I love seeing the steps, I also share the steps behind my own projects. And here, today, you can see how a sketch I made will become March’s embroidery at the air Embroidery Club.

When I start thinking about a suitable design for the air Embroidery Club, I look for a story that can be told in a small area, that of the embroidery hoop. Not all sketches are suitable, as some of them tell only a small part of a story (maybe a tiny detail, too little to make sense in an embroidered piece). So I browse my sketchbooks looking for candidates.

This month, I picked a sketch I made a few weeks ago in a beautiful place near my studio, the Miradouro de São Pedro de Alcântara. From here you get to see a beautiful panorama of my city, with the castle and the river in the background. When I made the sketch, I quickly captured some visitors that came and went, and even a naughty pigeon who wanted to be part of the group.

When I start embroidering the sketch, I make decisions about which strokes are important and which are “noise” when it comes to embroidery. Some of the pen strokes that help understand the context of the scene become “noise” when embroidered. I remove those strokes to get a “cleaner” embroidery template.

I share the process, the doubts and the leaps over on my Instagram account. Until I get to the finished piece, which I photograph and add to the final pdf embroidery template active members of the air Embroidery Club receive.

The final embroidered pieces become different things: this one is being worked on a cushion cover from ikea I’m filling with embroidered sketches of Lisbon. It will become a Lisbon-themed cushion. (I have several embroidered pieces waiting to see the light of day, maybe being shown in an art show and sold to new, loving homes, but this one will become a one-off mosaic of Lisbon scenes.)

You can see the final piece when I finish it on Instagram , Facebook, or directly in your inbox on March 1, when you joing the air Embroidery Club.

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Some useful info and links:

  • We have two new knitting workshop dates: February 27 (this Saturday) and March 5 (next Saturday). There are a few spots left so please join us if you are here in Lisbon. More info here.
  • I’ve been asked if there will be knitting workshops in week days: I’m more than happy to organize for groups of 4 people. Let me know in the comments or by e-mail.
  • I love sharing bits of my days over on Instagram and Facebook.
  • If you want to learn embroidery, sign up for my free embroidery e-course. If you wish to get a fresh embroidery template every month, and join a group of really nice and supportive people, join the air Embroidery Club today.

That’s all for today! Have a great weekend – and happy stitching!

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Committing another #Lisbon sketch to fabric. #asketchaday

Se há coisa que gosto de ver no trabalho dos artistas é o “making of”, o processo por detrás do produto acabado. Gosto, mas gosto mesmo. Porque quando vemos o produto acabado, vemos uma coisa terminada. Intuímos o trabalho que ali está, mas sem certezas. Achamos que a versão final foi sempre linda e perfeita, imaculada. No fundo, concentramo-nos no objecto final, e não no processo que o viu nascer. E eu adoro o processo, isto porque passo tanto tempo no processo, que se não o amasse seria certamente mais infeliz.

É por isso que gosto de ir partilhando o percurso entre a génese de uma ideia e o objecto final. E aqui, hoje, mostro-vos o desenho inicial, que estou de momento a bordar e a preparar para ser o projecto de Março no Clube de Bordado air.

Quando penso num projecto para o Clube de Bordado, penso em algo que possa ser representado numa dimensão pequena, e que no fundo conte uma história dentro da área do bastidor. Nem todos os desenhos servem esse propósito. Daqui, vou espreitar os desenhos que tenho nos meus caderninhos, ver quais se poderiam adequar.

Este mês, fui buscar um desenho que fiz há umas semanas no miradouro de São Pedro de Alcântara, uma perspectiva da vista e dos visitantes que se foram acercando para a observar. Ao bordar, vou percebendo que elementos posso retirar do desenho: a verdade é que há vários traços que ajudam a contar uma história no desenho, mas que no bordado só adicionam “ruído”. Esses detalhes saem.

À medida que vou bordando, vou registando o processo e partilhando fotos, dúvidas e reflexões na minha conta no Instagram. Até que chegamos ao produto final, que fotografo para constar na receita de bordado, em pdf, que os membros activos do Clube recebem.

Quanto aos bordados finais, esses, têm fins diferentes. Este que aqui vêem está a ser feito numa fronha de almofada de sofá que comprei no ikea, que estou a encher de desenhos lisboetas. Em vez de ir parar a um tecido solto, que depois acaba por ficar guardado no armário (tenho tantos à espera de uma exposição, ou de serem vendidos para irem para novas casas), estas fronhas ficam sentadas no meu sofá, onde as posso ver todos os dias.

Quanto ao bordado final – vejam no Instagram, Facebook, ou juntem-se ao Clube de Bordado para receberem a respectiva receita, muitas mais fotos do processo e instruções passo-a-passo no próximo dia 1.

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Algumas informações úteis:

  • Temos duas novas datas de workshop de tricot: dias 27 de Fevereiro (depois de amanhã) e 5 de Março. Ainda há vagas! Mais informações e inscrições aqui.
  • Perguntaram-me por workshops de tricot durante a semana: até ao momento ainda não houve, mas poderá vir a haver. Se houver interesse, digam-me por favor nos comentários ou por e-mail.
  • Gosto muito de partilhar fotos dos bastidores dos trabalhos e do meu dia-a-dia no Instagram. Encontram-me aqui. Ou aqui, no Facebook.
  • Se quiserem aprender a bordar, podem fazê-lo no meu curso de bordado gratuito. Se quiserem receber uma receita de bordado por mês, todos os meses, e aderir a um grupo muito fofinho de gente que borda por esse mundo fora, façam-se membros do Clube.

E é tudo por hoje! Bom fim-de-semana para todos!

No jornal Expresso

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air-Principe Real no Expresso-do desenho ao bordado-1

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A few weeks ago (last year?!), I was featured in an article that came out in Jornal Expresso’s magazine. For those of you who aren’t familiar with this newspaper, this is the most important national weekly, one that is regarded as being the source of good quality information, opinion and culture. This post could end right here – and maybe I should act all cool and professional about this! – but this was such an amazing experience I thought it would be fun to share more of how the interview was like for me. It was my first time being interviewed for a national newspaper, and it still feels very exciting today.

Back in August I was approached by a friend who put me in touch with a journalist who was looking for people who like sketching on the streets. The journalist was writing a guide of cool places to draw in both Lisbon and Porto, and – of course! – I said I’d be delighted to talk to her.

We fixed an appointment and got together just outside my studio, in a garden filled with old trees. It was a beautiful summer morning, just perfect to be out on the street, sketching. When the photographer arrived, they asked if I could choose a spot and start sketching, and the photographer took lots of pictures while I was standing, sketching, holding sketchbook just so so that he could capture both the view and the sketch. It was a lot of fun, but let me tell you – I now have a newfound appreciation for photographic models!

When the sketch was ready and the photographer had all the pictures he would need, the journalist, Katya, and I started a conversation. I know it was an interview and of course Katya wanted to gather information for the article she was writing, but I have to tell you that she was so nice and easy going that it felt much more like a conversation with a friend than an interview for an article running on a national newspaper.

In the end, the images featured were not of the sketch I made. But all in all this was a lovely morning and a wonderful experience for me. How exciting is it to be mentioned in a national newspaper? Very exciting, I have to say!

(Read the article in Portuguese: cover, page 1, page 2.)

The sketch I made for this interview, pictured above, became a project for the air Embroidery ClubLearn more and join here.

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air-Principe Real no Expresso-1

air-Principe Real no Expresso-do desenho ao bordado-2

Há umas semanas atrás (hmmm… no ano passado, já?), o meu trabalho foi mencionado num artigo na revista E do jornal Expresso. Este post poderia ficar por aqui – e se calhar até deveria manter uma pose algo distante e muito profissional, mas a verdade é que foi uma experiência tão gira que achei que seria interessante partilhá-la aqui. Foi a primeira vez que o meu trabalho foi mencionado num jornal tão importante, e como tal ainda hoje fico muito contente de cada vez que penso nisso.

No Verão passado, em Agosto, fui abordada por um amigo que me pôs em contacto com uma jornalista, a Katya Delimbeuf, que estava a escrever um roteiro de desenho, em Lisboa e no Porto, para a revista do Expresso. Perguntaram-me se estaria disponível para conversar e desenhar – e claro que estava! Combinámos encontro aqui na praça mesmo em frente ao atelier e foi numa manhã de verão que nos encontrámos. Quando o fotógrafo chegou, pediram-me que desenhasse uma vista à minha escolha, e eu assim fiz. O fotógrafo captou então algumas imagens, pedindo-me alguma “ajuda” para conseguir fazer composições em que aparecessem a vista e o desenho da vista, no meu caderno. Foi uma experiência nova e muito gira para mim, que me fez ganhar uma nova apreciação por quem trabalha como modelo fotográfico (não é fácil!).

Quando o desenho ficou pronto e o fotógrafo entendeu que tinha todo o material de que precisava, passámos então à entrevista. Bem sei que a Katya precisava de recolher informação para escrever o seu artigo, mas pôs-me tão à vontade que mais pareceu uma conversa entre amigas!

No artigo final, as fotografias não são dos meus desenhos, mas ainda assim esta foi uma experiência muito gira! Oxalá se repita…

(Ler o artigo: capa, primeira página, segunda página.)

O desenho que fiz para esta entrevista, no topo, transformou-se em bordado para o Clube de Bordado air. Para saber mais e aderir, clique aqui.

October

Someone is probably bungee jumping as I type. #Macau #rrgoeast #macautower

During our trip to Asia I tried to draw as much as possible on my #sketchbook. Not a lot is possible when there are so many things to revisit, see, do, but sometimes it's wonderful to just slow down and appreciate the panorama. #Macau #macautower #rrgoeas

Here it is! It's October's project for the #airembroideryclub, based on a #sketch made from my friend @mar_photography_impressions 's balcony in #Macau. You can see the first bridge on the left and #macautower on the right. Join the club to stitch this pr

 

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It’s hard to believe that it’s October already. Time flies and all those clichés about it being like sand escaping our fingers… well, they’re true. We’re three months away from the end of 2015, Summer arrived, been and went (at least that’s what the calendar says). Were it not for the Embroidery Club‘s projects, I wouldn’t even notice that it was October already. (Well, the Embroidery Club and taxes, really, because VAT happens every three months).

But it’s not about taxes I want to write about today. It’s October’s air Embroidery Club project. Every time I look at this embroidery I recall how much I enjoyed my trip back to Macau last April. It was so, so good! It was so good to go back, this time around with my husband and daughter, and also my parents, and revisit the three different zones where we lived when we were there, eat the delicacies I learned to love, remember episodes of my life as a teenager. I’m sure Alice will recall nothing of this trip, but to me it was so important to have her there with me.

One evening, seating on my friend Inês’s balcony, I made a sketch of the view, similar to the one we had in our second home there. While I sketched, light turned to dusk and then to darkness, quickly as it usually does in the tropics, and that’s how I retained this image. Months later, I thought about turning this sketch into an embroidery and sharing it with the members of the Embroidery Club. The most striking image was the lights coming on in the buildings in the horizon, the air turning slightly cooler, but still heavy with humidity. That’s what I recalled when stitching it, revisiting the landscape of my youth populated with new elements that pay testimony to the growth Macau has witnessed.

Embroidery gives me the time to think, to remember, to feel again, and that is very, very good.

*

So happy that my work requires me to step away from the computer. #airembroideryclub #embroidery #illustration

 

The back of the #embroidery I finished earlier today, based on a #sketch I made from my friend @mar_photography_impressions 's balcony in #macau, when we visited last spring. It's October's project for the #airembroideryclub and you can stitch it too if y

Seems fitting to be working on my #airembroideryclub project while listening to @marieforleo and @elizabeth_gilbert_writer talk about #bigmagic. Can't wait to read it! #embroidery #embroideryisforeveryone


É difícil acreditar que já estamos em Outubro. O tempo passa por mim a voar, e todos os clichés sobre o tempo ser como areia a escapar-se por entre os dedos são, ou parecem ser, verdadeiros. Estamos a três meses do fim do ano, o Verão chegou, esteve e já se foi (pelo menos no calendário), e não fossem os projectos do Clube de Bordado se calhar nem dava conta que tinha chegado um novo mês (bom, os projectos do Clube de Bordado e o calendário dos impostos, vá, que isso também é um desagradável lembrete de que há que preencher a declaração de IVA e também fazer o respectivo pagamento).

Mas hoje não é sobre impostos que quero falar, mas sim do projecto de Outubro do Clube de Bordado. Cada vez que olho para este bordado me lembro de como gostei, mesmo!, de voltar a visitar Macau em Abril passado. Que bom, que bom que foi! Foi tão bom voltar a Macau, desta vez com o marido e a filhota, e também os pais, e rever os prédios onde vivi, os lugares aonde ia, as iguarias que lá aprendi a apreciar. Foi bom rever amigos, ver como vivem neste Macau que tem mais vinte anos do que quando de lá saí. Foi uma viagem realmente emocionante para mim, e apesar de saber que a Alice de nada se vai lembrar, foi emocionante levá-la comigo neste regresso.

Um dia, sentada na varanda da casa da minha amiga Inês, que generosamente nos recebeu, fiz um desenho da vista linda da Baía da Praia Grande, uma vista muito parecida com aquela que tínhamos na segunda casa em que morámos quando lá vivemos. Enquanto desenhava, a noite tropical caiu em menos de nada, chegou o lusco-fusco e as luzes começaram a acender-se.

Meses mais tarde, pensei em converter esse desenho num bordado e partilhá-lo com os membros do Clube, e só me lembrava dessa atmosfera de noite a cair, luzes a acender, o ar um pouco menos quente, mas ainda carregado de humidade. E foi disso que me lembrei enquanto ia bordando a paisagem, uma paisagem da minha juventude, revisitada e cheia de elementos novos, que testemunham o grande crescimento de que Macau foi palco.

O bordado dá-me tempo para pensar, para relembrar, para voltar a sentir, e isso é muito bom.

Behind the scenes

Uh-oh...

Uh oh... #embroidery #mishaps
 

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Hello, hello!

A short update on the fundraiser in memory of our son Daniel: we have hit – and smashed! – our goal of reaching 2000€, so we are now aiming at 3000€. Thank you, thank you for donating and sharing the link! Please keep doing it so that more people can see it! Copy and paste https://www.airdesignstudio.com/daniel in an email, tweet, or your next facebook status update. Thank you!

Today I want to give you a peek behind the scenes of next month’s air Embroidery Club project.

As you may know, over at the Embroidery Club I send a different embroidery template to the members. So every month, when I’m preparing the following month’s project, I strive to suggest something different, incorporating a new stitch or a new technique. We have covered a lot of ground since we started, and let me tell you that I have learned a LOT since starting, not only because of the research and experimentation that goes into each project, but mostly because of all the feedback and input from the lovely members (thank you!!).

This month, my experiment is to embroider on a real garment, one that I own. I’ve had this idea for a long time but had a lack of courage to put it into action. What if it doesn’t look good? What if I ruin a otherwise perfectly looking piece of clothing? You know how the little voice goes.

This time, though, I tore this pink colored, linen tunic while putting it on. It was a big tear, impossible to conceal; but it was also a clean one, on one sleeve, so I could use up the rest of the fabric sometime, someday, who knows. So I diligently put it away.

Fast forward to a few weeks ago, when I was starting to plan June’s air Embroidery Club project, and was rummaging my supplies closet. I saw this pink linen and thought about cutting up the fabric, but then it hit me: I could embroider a garment – and use it!

The embroidery is based on my delicate flowers pattern, one that I designed a few years ago, and it is almost done. There is still a bit of sewing (or seam ripping…?) to have a wearable tunic, but I’m happy how everything is turning out. I used backstitch on the stem (I could have used stem stitch, right?), chain stitch on the petals and a little french knot on the center of each flower. I can’t wait to finish it and… wear it? Wear it! A new-old garment!

Thinking that embellishing and altering some neglected pieces in your wardrobe may be fun? Join the air Embroidery Club and share the fun!

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There's a new post over on the blog. My heartfelt thank you to all of you who are helping with our fundraiser in memory of our son. I'm using #embroidery to calm me down and bring focus. #airembroideryclub

Olá, olá!

Antes de mais, uma actualização em relação à campanha de angariação de fundos em memória do nosso bebé Daniel: em apenas cinco dias alcançámos (e ultrapassámos!) o nosso objectivo de 2000€, por isso agora colocámos uma nova meta de 3000€. Obrigada, obrigada a todos pelo vosso apoio! Por favor continuem a partilhar o link: basta copiar e colar https://www.airdesignstudio.com/daniel num email para os vossos amigos, num tweet ou no vosso próximo post no facebook. Quanto mais gente puder ver e doar dinheiro, mais crianças vamos poder ajudar, através da Operação Nariz Vermelho. Obrigada!

Feita a actualização, hoje quero mostrar um pouco do processo por trás do projecto de Junho do Clube de Bordado air.

Talvez já saibam que no início de cada mês os membros do Clube recebem uma receita de bordado diferente. Por isso, sempre que preparo a receita do mês seguinte, procuro incorporar alguma novidade, seja um ponto diferente, seja uma técnica nova. Desde o início do Clube que já percorremos um longo caminho, não só graças a toda a pesquisa, mas sobretudo por tudo o que os diferentes membros me ensinam! Obrigada!

Este mês, a experiência, para mim, é bordar uma peça de roupa. Esta era uma ideia que já tinha há muito tempo, mas que sempre tive medo de pôr em prática: e se sai mal e acabo por estragar a roupa? A vozinha fininha e venenosa que vive dentro da minha cabeça tenta sempre fazer-se ouvir.

Desta vez, aconteceu-me encontrar no meu armário de tecidos uma túnica de linho cor de rosa, que usei verões e verões a fio, até que um dia do verão passado ouvi um “craaaaac” ao vesti-la. Fiz-lhe um rasgão enorme na zona da axila! Já não dava para usar, nem para dar, então foi diligentemente arrumada para um dia (de simultâneos eclipses solar e lunar) usar o tecido para fazer qualquer coisa.

Pois bem, há umas semanas atrás andava eu à procura de um tecido adequado para fazer este bordado quando me deparei com esta túnica. O meu primeiro pensamento foi cortá-la, e só depois percebi que a poderia bordar, cortar as mangas e obter uma peça de roupa nova-velha! (Ou velha-nova?) Foi o meu momento lampadinha em cima da cabeça, não gozem, não?

Se estiver a pensar em “novificar” roupa antiga, junte-se hoje mesmo ao Clube de Bordado air e partilhe connosco as suas aventuras.

Join our community and get your free illustration. Seja o primeiro a saber as novidades e receba uma ilustração gratuita!

Embroidery and vulnerability

#embroidery for next month's #airembroideryclub project. So many things to say about this one. And so many French knots.

This may seem strange, but this project (available May 1st for air Embroidery Club members) was one that made me feel vulnerable and challenge my own usual way of embroidering. It is based on a pattern I designed a while ago, and if you look at it, you will see that what you have is leaves against a white background. If I were to ask you what was on that background, what would you say? That there was nothing, maybe. Or just space.

In this project, I thought a lot about the prompt my painting teacher back in Buenos Aires used to give us: to build the shape from the space that surrounds it. It sounds a bit like art-y mumbo jumbo, but it does make sense when you don’t think about it, and instead just act on it.

I love drawing and drawing has been my background for a very long time. I love lines, traveling lines on a surface, lines moving just so not only to show us the shape (the human body, for instance, or a building, or a flower), but also to show us the shape in an expressive way.

But how would I represent the space that surrounds the shape, and not the shape itself? The space was air, nothing to grab on to, nothing I could put down on my canvas with a line. That’s when I started using larger and flatter brushes, brushes that offer not a lot of detail but cover large areas. And that’s how I conquered my fear of letting go of lines.

Fast forward a few years to today. I haven’t painted in a while, and, as you know, I have been embracing embroidery as a creative and artistic medium, so the same challenge makes sense here too: how can I represent the space surrounding the shape? With satin stitch, for instance. But what if I want to take a larger detour and work with “handmade pixels”? That’s when french knots came in. They look and feel like little grains of sand, tiny bits of information, which, through repetition, have different meanings.

When I first looked at the design to be embroidered, my impulse would make me start covering the lines with backstitch, just like using a pen to trace them on paper. But then I forced myself to go against it, and threw myself into the challenge of adding mass to the air surrounding the shape. The very same air that is “nothing”, a “white background”. Let me tell you: the process was scary. What made me stick to it was the vision that I had, not what I was seeing on the hoop in my hands.

When I was done applying (many, many) french knots to what once was just a “white background”, and now was the heavily populated space around the leaves on the foreground, I felt tempted to add some defining stitches to the leaves as well. As if they needed something, because they happened to be the foreground, the shape.

I tried a few stitches, feather stitch, backstitch… and no. They looked good on one leaf, but not on all leaves. They would defeat the purpose (my purpose) of embroidering the space and not the shape. So I cut all the stitches and pronounced my experiment done. I’m happy about it, about the result, about having had the creative courage to follow my vision and to resist the temptation of my own usual path.

And now I invite you to come along this journey. Join the air Embroidery Club today: you’ll receive this pattern on May 1st, plus April’s embroidery pattern, free, because I know that once you join the Club you simply can’t wait to start stitching!

And a bit of unrelated news: my family and I are taking two weeks off, starting this weekend. I’m super excited about it, as it involves – yet again! – lots of emotions and memories of my childhood. If you want to follow along, sign up for the news (and access all the freebies I have for you). I will be sending some photo updates from the trip, directly to your email inbox. Yay!

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French knots in May's #embroidery for the #airembroideryclub. Thinking of #spring and enjoying the view over #lisbon #lisboa

Pode parecer estranho, mas o projecto de Maio (disponível no próximo dia 1 para os membros do Clube de Bordado air) foi um desafio que me fez sentir bastante vulnerável em termos criativos. Baseia-se num padrão que desenhei há algum tempo atrás, e se olhar com atenção, o que vai ver é um conjunto de folhas contra um fundo branco. Se lhe perguntar o que há naquele fundo, que me diria? Nada, talvez.

Este projecto fez-me pensar muito no exercício que o professor de pintura, lá em Buenos Aires, nos propunha: chegar à forma através do espaço. Soa estranho, é certo, mas é fácil de entender uma vez que se desiste de pensar no assunto e, em vez disso, se tenta pintar dessa forma.

Eu adoro desenho, adoro desenhar. Adoro linhas que viajam num papel, se movem de tal forma que não só representam uma forma (o corpo humano, por exemplo), como o fazem de maneira expressiva.

Mas como representar o espaço, e não a forma, usando linhas? O espaço tem ar, não dá para agarrar, como fixá-lo na minha tela com linhas? Foi aí que comecei a usar trinchas nos meus trabalhos. Não permitem muito detalhe mas cobrem áreas grandes. E assim conquistei o meu medo de deixar partir as linhas.

Há algum tempo que não pinto; de há algum tempo para cá, tenho abraçado o bordado como meio expressivo de eleição, de maneira que o mesmo desafio também faz sentido aqui: como representar o espaço? Com um ponto de enchimento, por exemplo. Mas e se quiser percorrer uma via ainda mais experimental (para mim) e usar algo como um “pixel manual”? Aí entraram os nós franceses. Têm um aspecto de grãos de areia. Tal como os bits de informação, colocados de forma diferente comunicam significados diferentes.

Quando terminei de transferir o desenho para o meu tecido, o meu primeiro impulso foi o de começar a bordar sobre as linhas com o ponto atrás, tal como se fosse uma caneta a desenhar sobre papel. Mas esforcei-me por combater esse impulso e atirei-me ao desafio de dar massa ao ar em volta das folhas, fazendo nó francês atrás de nó francês. O mesmo fundo que não era mais que espaço em branco passou a ser aquele que dá a informação que falta à forma. Mas não vou mentir: o processo foi um pouco assustador, e o que me fez manter-me na minha missão foi a visão de como eu imaginava que iria ficar o trabalho, uma vez terminado, e não aquilo que estava a ver à minha frente, no bastidor que tinha nas mãos.

Quando terminei de bordar os (muitos) nós franceses, ainda senti a tentação de bordar as nervuras das folhas, dar-lhes um pouco de informação… pois é assim que as formas que estão em primeiro plano costumam ser representadas. Tentei aplicar ponto de espinha, ponto atrás… e não fiquei satisfeita. Até gostava de ver numa folha, mas não em todas, e isso acabaria por contrariar a minha visão inicial de representar a forma pelo espaço que a rodeia. E por isso retirei todos esses pontos e dei a minha experiência como terminada. Estou feliz com o processo – de tentativa, erro, tentativa, medo, tentativa – e com o resultado também. Estou satisfeita por ter tido a coragem criativa de desafiar tudo o que é normal na minha forma de trabalhar.

E agora convido-o a si, caríssimo leitor, a aceitar este desafio e a juntar-se ao Clube de Bordado. Esta receita estará no seu email no dia 1 de Maio. Mas antes disso, e para que não tenha de esperar, envio-lhe o projecto de Abril, gratuitamente, pois sei que quem quer bordar não tem vontade de esperar duas semanas até que chegue o dia.

E agora, nada que ver: estamos prestes a ir de férias durante duas semanas, viva! Estou muito contente por ir passear para as bandas onde cresci. Para seguir esta aventura, basta assinar a newsletter (e ganha acesso a todos os conteúdos gratuitos que tenho para si). Vou enviar actualizações fotográficas da viagem directamente para a sua caixa de correio. Viva!!

The Embroidery Club is one!

the air Embroidery Club turns one!

…and how this baby has grown!

It’s the perfect excuse to host a new giveaway, as it has been a long time since the last.

So… this is how it goes: use the form below to enter for a chance to win a one year free membership to the air Embroidery Club (45€ value). You can enter by choosing one or more of the options below. The more you choose, the better your chances of winning!

a Rafflecopter giveaway

Thanks for playing along and celebrating this special anniversary with me!

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O Clube de Bordado já fez um ano! E por isso vamos celebrar com um sorteio de um ano inteiro de Clube de Bordado gratuito (prémio com um valor de 45€)!

Basta usar o formulário:

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E usar uma ou mais opções; quantas mais, maior a chance de ganhar!

Obrigada por se juntarem a mim nesta celebração!

October’s zine in progress

making-of-airing-from-lisbon

October marks the seventh month-versary of our move back to Lisbon. It’s hard to think back objectively on the time that has passed: was it long ago? Or yesterday? It feels like it was yesterday, on the one hand; but, then again, so many things happened.

We traveled in March, received our sea-shipped furniture in May, felt at home in August. It’s October, Autumn is here; I’m now feeling the desire to cozy up indoors with my knitting needles – or pencil and paper! – and just enjoy work with a cup of tea.

Last week I showed you my studio and today I’m sharing a bit of the process of working on my zine.

I usually start by folding a sheet of paper in four, just like the zine. I jot down some ideas and start to write and distribute copy on the different “pages” to set pace and tone. Then I imagine what I’d like to use as illustration and start sketching!

When I’m happy with the sketch, I grab my favorite pen – or brush – and start inking.

This is where I am today as I’m writing to you. I’m documenting the process over on Instagram. You can check out my feedair_billy is my username – or search the hashtag #airingfromlisbon.

One of the changes I implemented over the summer was to change the accessibility of the zine. Although it is still free, current issues are only available to email subscribers.  It is thanks to you and your help spreading the word that I can keep illustrating, embroidering and knitting.

Speaking of which, tomorrow we will be meeting here in the studio for the first knitting workshop. I’m planning to add a new date for November. Want to join us? Let me know!

Have a great weekend!

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Outubro marca o sétimo mesiversário da nossa mudança para Lisboa. É difícil pensar de forma objectiva sobre o tempo que passou: passou rápido? Depressa? Por um lado, parece que chegámos ontem mesmo; por outro, aconteceram tantas coisas entretanto…

Chegámos em Março, recebemos a mudança, que veio por mar, em Maio. Em Agosto sentimo-nos finalmente em casa. Agora que o Outono chegou a Lisboa, sinto vontade de voltar para o interior, beber um chá e sentar-me a desenhar, bordar ou tricotar.

Há dias mostrei-vos um pouco do meu atelier; hoje mostro-vos um pouco do meu trabalho. De momento, estou a trabalhar na edição de Outubro da minha zine, “airing from Lisbon”. Normalmente começo por dobrar uma folha em quatro, tal como a zine se apresenta, e anoto ideias. Vou mudando o texto de umas “páginas” para as outras até chegar à versão que mais me agrada, e depois passo aos esboços.

O passo seguinte é fazer a ilustração numa folha nova, primeiro a lápis e depois – como vêem acima – a caneta.

E é neste ponto que me encontro actualmente. Se quiserem acompanhar o processo, estou a documentá-lo com mais detalhe no Instagram: air_billy é o meu nome e estas imagens estão todas identificadas com a hashtag #airingfromlisbon.

Uma das mudanças implementadas durante o Verão foi no que diz respeito à acessibilidade da zine. Apesar de ser ainda gratuita, só está acessível aos leitores da newsletter. Se ainda não assina, basta clicar aqui! É graças ao vosso apoio que eu posso continuar a fazer o que gosto: ilustrações, bordado e tricot.

Por falar em tricot, amanhã é o nosso workshop! Em breve haverá nova data para Novembro – quem quer vir?

Bom fim-de-semana!

 

A zine de Janeiro está aí

We're in Panama, issue 32

Ei-la, a zine de Janeiro! Desta feita, uma amostra ilustrada dos posts viajantes que aqui hão-de chegar em momento oportuno. A zine fala da nossa viagem a terras do norte, onde passámos um Natal e um ano novo cheio de fresquete, roupa tricotada à mão e chazinho à beira da lareira. A não perder!

Para quem tiver vontade, aqui está o link para assinarem a minha newsletter. Assinem, assinem, prometo não bombardear caixas de correio: sai uma por mês; de vez em quando sai outra, a meio do mês, com os bastidores de um projecto em curso – diz quem assina que gosta muito de ler.

Almofada do Hugo

Almofada do Hugo

Almofada do Hugo

Almofada do Hugo

O Hugo é um bebé fofo que existe na minha vida panamenha e que fez precisamente um ano em Dezembro passado. Pensei e pensei que lhe iria fazer como presente e cheguei a esta conclusão, uma almofada.

Quem acompanhou o meu desafio de Setembro passado é capaz de reconhecer o padrão dos carros, inspirado num dos muitos engarrafamentos monumentais que aqui acontecem – e que me apanhou dentro de um carro, a tentar circular pela cidade.

Como só tinha uma amostra do tecido, fiz-lhe uma moldura com um amarelo torrado e uma parte de trás em laranja bem saturado, onde bordei em fio de algodão azul escuro o nome do aniversariante.

Contou-me a mãe dele que o presente foi apreciado – e usado!

(tia, ainda que honorária, feliz)

Para quem quiser, o tecido está à venda aqui.

Colóquio "As Cumplicidades do Bairro"

As Cumplicidades do Bairro

Queria aqui partilhar convosco o colóquio que a minha amiga F. está a organizar. Chama-se “As Cumplicidades do Bairro” e terá lugar no dia 22 de Janeiro, no Departamento de Arquitectura da UAL, em Lisboa.

O cartaz, ilustração e design, foi feito por mim.

Para informações e inscrições, é este o mail.