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October at the air Embroidery Club

October at the air Embroidery Club

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Hi everyone!

October is here! Last Saturday, members of the air Embroidery Club received the template for this project in their inboxes. I took lots of pictures of the process wanting to make a stop motion animation to show you all a bit more about it.

You may notice that the colors are not those I usually go for when planning a new embroidery. Well, even the floss is different, as I used linen instead of the usual pearl cotton no. 8 from DMC.

There’s a story to this, as you may imagine! Last April, I visited All You Knit is Love in Barcelona. This is a local yarn shop ran by two really nice people. While shopping, I talked and talked (and talked) to one of the owners, who was helpful and knowledgeable and introduced me to the idea of knitting with linen. Curious? Meet Purlwise, their exclusive line of linen for knitting.

I bought myself two skeins of Purlwise linen, along with two skeins of Knitwise (their 100% alpaca yarn). And came home to Lisbon. I started knitting a cardigan for my daughter while hoping the yarn would be enough – and as you may guess, it wasn’t.

So I went on to order more yarn. I waited (impatiently) for the mail to arrive and when it did… it had a few goodies for me! Two mini skeins of Purlwise linen in these beautiful colors you see here.

I loved stitching with these. This yarn has four strands; I picked two apart and used them double. While I was stitching, I watched all the videos the ladies over at Clube do Bordado made – and adopted many of their techniques. I’m now a huge fan of theirs! (Clube do Bordado is a collective of women artists from Brazil who express themselves through embroidery. They publish video tutorials periodically and they’re great fun to watch.)

This project encases many things for me: new materials (linen instead of cotton), new friendships (thanks Jen for sending these mini skeins!), new techniques (thank you, ladies at Clube do Bordado!), new colors in my palette. In a nutshell, it means new, renewal, opening myself to what is new in life.

And for many of you the arrival of Fall may mean less sunlight, or colder weather. But to me? It means new beginnings, a renewal, a sort of going back indoors, and inwards, and having time to being with myself and finding out where I want to go.

Hope you have a wonderful Fall – or Spring, if you’re down south! Hope you’ll want to embrace something new and join us over at the air Embroidery Club.

*
Purlwise linen mini skeins - love them!

Purlwise linen mini skeins ready to start stitching!

Olá a todos! (e eu que pensava que vinha aqui ao site partilhar um pequeno vídeo do “making of” do projecto de Outubro no Clube de Bordado air – vai daí escrevo um testamento…)

Outubro já cá está! No Sábado passado, os membros do Clube de Bordado air receberam o seu projecto deste mês. Enquanto o preparava, tirei muuuuitas fotografias, para poder fazer uma pequena animação a documentar o processo.

Em primeiro lugar, os leitores mais atentos poderão notar que há algo de diferente neste projecto! A começar pelas cores, que não são as que habitualmente uso nos meus bordados. Nem mesmo o fio é o mesmo: em vez do Cotton Perlé da DMC usei um linho especial que uma nova amiga me ofereceu.

Claro que há uma história por trás, como já devem imaginar… e nem vou esperar mais um instante para vo-la contar. Em Abril passado, visitei a loja de fios para tricot All You Knit is Love, em Barcelona. Para além da loja ser linda, os donos são ainda mais encantadores. No local estava um deles, com quem falei (e falei) e que me tentou a experimentar tricotar com linho. Mostrou-me a game de linhos que têm, chamada Purlwise, com uma gama de cores muito ampla.

Trouxe duas meadas de Purlwise, bem como duas meadas de Knitwise (um fio 100% alpaca). Assim que cheguei, comecei logo um casaco em alpaca para a minha filha, enquanto torcia os dedos para que o fio fosse suficiente – não foi, claro.

Daí que tive de encomendar mais alpaca, para ser enviada pelo correio, e procedi a montar guarda à minha caixa de correio, qual perdigueiro. No dia em que chegou, foi com muita alegria que descobri duas mini meadas de Purlwise dentro da encomenda, nestas cores lindas que aqui vêem.

Foi um prazer bordar com este fio. Composto por 4 fios mais finos, separei-os dois a dois e usei-os dobrados. Enquanto bordava, vi avidamente os vídeos das meninas di Clube do Bordado – e adoptei algumas das suas técnicas. Fiquei fã!! (O Clube do Bordado é um colectivo de artistas brasileiras que usam o bordado como meio de expressão. Publicam vídeos com lições passo-a-passo de várias técnicas de bordado, que para além de pedagógicos são também muito divertidos.)

Este projecto representa para mim o abraçar de várias coisas novas na minha vida: novos materiais (linho, em vez do habitual fio de algodão que costumo usar), novas técnicas (obrigada, meninas do Clube de Bordado), novas cores na minha paleta. Resumindo, este projecto representa algo de novo, de renovação, de fazer espaço, dentro de mim, para o que há de novo na minha vida.

E se para muitos de vocês a chegada do Outono pode significar menos luz solar, ou mais frio, para mim o Outono é um novo início, um regresso a um tempo mais introspectivo em que posso decidir que quero experimentar de novo na minha vida.

Espero que tenham um excelente Outono – ou Primavera, se estiverem no Sul! Se quiserem abraçar um novo desafio, espero-vos no  Clube de Bordado air.

Try the air Embroidery Club – free!

airembroideryclub-making-of-Fevereiro
An animated view of the making of our February 2016 project at the air Embroidery Club.

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Hi everyone, this week I decided to shake things up a bit here.

To be very transparent, I’ve been working hard to grow the air Embroidery Club. This is a project I truly, deeply believe in, because it not only challenges me to learn and create new things (and, hopefully, other members, too), it creates a lovely community where experiences and techniques are shared and new friendships are forged.

At its inception, I thought that the Club would be a good way to share with others what I’m passionate about: the power of creating beauty around you with your own hands; slowing down and carving time to be with one’s own thoughts; the enjoyment of the process and the gratification given by the final product. And mostly: taking care of yourself and your well-being through beauty and calm.

But now, two and half years later, I see that it’s so much more than that: it’s about sharing inspiration and experiences; it’s about feeling empowered to try new (to us) techniques, to connecting dots in a new way. It’s about meaningful connection in this online world.

Because I would like to share this with all of you, I want to invite you to join the air Embroidery Club free for the first month. At the end of the first month, you get to decide whether you join for six months (60€+VAT) or twelve months (100€+VAT) or not. How about that?

Start your free trial today.

P.S. Above you can see last February’s embroidery in the making.

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Olá, olá! Esta semana trago-vos algo de diferente… deixem-me explicar. 🙂

Para ser transparente convosco, tenho feito grandes esforços no intuito de fazer crescer o Clube de Bordado air. Este é um projecto em que acredito, porque não só me leva a experimentar e aprender coisas novas (e aos outros membros, espero, também), como também cria uma comunidade onde a partilha de várias experiências e técnicas nos enriquece a todos.

No início, pensei que o Clube seria uma boa forma de partilhar as minhas paixões convosco, a saber: o poder de criar beleza à nossa volta, com as nossas próprias mãos; abrandar o ritmo frenético dos nossos dias para, com um bordado nas mãos, nos sentarmos com agulha, fio e os nossos pensamentos; a alegria do processo e a gratificação de chegar ao produto final. Mas sobretudo, o poder de cuidarmos do nosso bem-estar através de intencionalmente criar beleza e calma à nossa volta.

Dois anos e meio volvidos, noto que o Clube traz muito mais que isso: traz partilha de experiências, de técnicas e de conhecimentos; traz uma sensação de satisfação ao experimentarmos coisas que antes não pensávamos poder fazer, relacionando diferentes elementos de formas novas para nós. Mas, sobretudo, o Clube promove um ambiente de amizade entre os membros, unidos pela sua paixão comum.

Quero poder partilhar isto com todos vocês, e por isso faço aqui o convite para se juntarem ao Clube de Bordado air de forma gratuita durante o primeiro mês. No final do primeiro mês, poderá decidir se quer aderir durante seis meses (60€+IVA) ou doze meses (100€+IVA), ou não. Que tal?

Experimente o Clube de Bordado grátis no primeiro mês!

P.S. Acima, uma animação com o “making of” do bordado de Fevereiro passado.  

The “Lisbon Series”, a series of embroideries at the air Embroidery Club

Just now, in my neighborhood. #Lisbon #lisboa

Necessity is the mother of invention: I couldn't see through this fabric so this is what I came up with. Not the most convenient #embroidery choice but it appears to be working! #airembroideryclub #airembroideryecourse

This is what my #embroidery project for the #airembroideryclub looks like after stitching for a while. It's weird, but appears to be working.

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Who knew (I didn’t) that these sketches I’ve been filling my sketchbook with would become a series? I didn’t see it coming, but I’m glad I noticed a trend in my embroidery projects and decided to act on it.

Last January at the air Embroidery Club we stitched a sketch I made (and adapted for embroidery) just outside my studio. It’s not a fancy monument, or one of our beautiful city’s ex-libris. Quite the contrary: it’s a simple, everyday life scene, one depicting what makes living here such a pleasure. It was made right outside of my studio: we have a little square with a garden, two kiosks (I know, we’re spoiled!) with a few tables and chairs for people to have their “bica” (espresso) and read the paper. Read more

From sketch to embroidery: the process

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Earlier today, #asketchaday in #Lisboa

If there’s something I like seeing in an artist’s work is the behind the scenes process. I love seeing the making of a finished piece, because it not only adds layers of meaning to a finished piece, it also unveils the steps, the doubts, the leaps, from inception to finished object.

And because I love seeing the steps, I also share the steps behind my own projects. And here, today, you can see how a sketch I made will become March’s embroidery at the air Embroidery Club.

When I start thinking about a suitable design for the air Embroidery Club, I look for a story that can be told in a small area, that of the embroidery hoop. Not all sketches are suitable, as some of them tell only a small part of a story (maybe a tiny detail, too little to make sense in an embroidered piece). So I browse my sketchbooks looking for candidates.

This month, I picked a sketch I made a few weeks ago in a beautiful place near my studio, the Miradouro de São Pedro de Alcântara. From here you get to see a beautiful panorama of my city, with the castle and the river in the background. When I made the sketch, I quickly captured some visitors that came and went, and even a naughty pigeon who wanted to be part of the group.

When I start embroidering the sketch, I make decisions about which strokes are important and which are “noise” when it comes to embroidery. Some of the pen strokes that help understand the context of the scene become “noise” when embroidered. I remove those strokes to get a “cleaner” embroidery template.

I share the process, the doubts and the leaps over on my Instagram account. Until I get to the finished piece, which I photograph and add to the final pdf embroidery template active members of the air Embroidery Club receive.

The final embroidered pieces become different things: this one is being worked on a cushion cover from ikea I’m filling with embroidered sketches of Lisbon. It will become a Lisbon-themed cushion. (I have several embroidered pieces waiting to see the light of day, maybe being shown in an art show and sold to new, loving homes, but this one will become a one-off mosaic of Lisbon scenes.)

You can see the final piece when I finish it on Instagram , Facebook, or directly in your inbox on March 1, when you joing the air Embroidery Club.

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Some useful info and links:

  • We have two new knitting workshop dates: February 27 (this Saturday) and March 5 (next Saturday). There are a few spots left so please join us if you are here in Lisbon. More info here.
  • I’ve been asked if there will be knitting workshops in week days: I’m more than happy to organize for groups of 4 people. Let me know in the comments or by e-mail.
  • I love sharing bits of my days over on Instagram and Facebook.
  • If you want to learn embroidery, sign up for my free embroidery e-course. If you wish to get a fresh embroidery template every month, and join a group of really nice and supportive people, join the air Embroidery Club today.

That’s all for today! Have a great weekend – and happy stitching!

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Committing another #Lisbon sketch to fabric. #asketchaday

Se há coisa que gosto de ver no trabalho dos artistas é o “making of”, o processo por detrás do produto acabado. Gosto, mas gosto mesmo. Porque quando vemos o produto acabado, vemos uma coisa terminada. Intuímos o trabalho que ali está, mas sem certezas. Achamos que a versão final foi sempre linda e perfeita, imaculada. No fundo, concentramo-nos no objecto final, e não no processo que o viu nascer. E eu adoro o processo, isto porque passo tanto tempo no processo, que se não o amasse seria certamente mais infeliz.

É por isso que gosto de ir partilhando o percurso entre a génese de uma ideia e o objecto final. E aqui, hoje, mostro-vos o desenho inicial, que estou de momento a bordar e a preparar para ser o projecto de Março no Clube de Bordado air.

Quando penso num projecto para o Clube de Bordado, penso em algo que possa ser representado numa dimensão pequena, e que no fundo conte uma história dentro da área do bastidor. Nem todos os desenhos servem esse propósito. Daqui, vou espreitar os desenhos que tenho nos meus caderninhos, ver quais se poderiam adequar.

Este mês, fui buscar um desenho que fiz há umas semanas no miradouro de São Pedro de Alcântara, uma perspectiva da vista e dos visitantes que se foram acercando para a observar. Ao bordar, vou percebendo que elementos posso retirar do desenho: a verdade é que há vários traços que ajudam a contar uma história no desenho, mas que no bordado só adicionam “ruído”. Esses detalhes saem.

À medida que vou bordando, vou registando o processo e partilhando fotos, dúvidas e reflexões na minha conta no Instagram. Até que chegamos ao produto final, que fotografo para constar na receita de bordado, em pdf, que os membros activos do Clube recebem.

Quanto aos bordados finais, esses, têm fins diferentes. Este que aqui vêem está a ser feito numa fronha de almofada de sofá que comprei no ikea, que estou a encher de desenhos lisboetas. Em vez de ir parar a um tecido solto, que depois acaba por ficar guardado no armário (tenho tantos à espera de uma exposição, ou de serem vendidos para irem para novas casas), estas fronhas ficam sentadas no meu sofá, onde as posso ver todos os dias.

Quanto ao bordado final – vejam no Instagram, Facebook, ou juntem-se ao Clube de Bordado para receberem a respectiva receita, muitas mais fotos do processo e instruções passo-a-passo no próximo dia 1.

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Algumas informações úteis:

  • Temos duas novas datas de workshop de tricot: dias 27 de Fevereiro (depois de amanhã) e 5 de Março. Ainda há vagas! Mais informações e inscrições aqui.
  • Perguntaram-me por workshops de tricot durante a semana: até ao momento ainda não houve, mas poderá vir a haver. Se houver interesse, digam-me por favor nos comentários ou por e-mail.
  • Gosto muito de partilhar fotos dos bastidores dos trabalhos e do meu dia-a-dia no Instagram. Encontram-me aqui. Ou aqui, no Facebook.
  • Se quiserem aprender a bordar, podem fazê-lo no meu curso de bordado gratuito. Se quiserem receber uma receita de bordado por mês, todos os meses, e aderir a um grupo muito fofinho de gente que borda por esse mundo fora, façam-se membros do Clube.

E é tudo por hoje! Bom fim-de-semana para todos!

No jornal Expresso

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air-Principe Real no Expresso-do desenho ao bordado-1

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A few weeks ago (last year?!), I was featured in an article that came out in Jornal Expresso’s magazine. For those of you who aren’t familiar with this newspaper, this is the most important national weekly, one that is regarded as being the source of good quality information, opinion and culture. This post could end right here – and maybe I should act all cool and professional about this! – but this was such an amazing experience I thought it would be fun to share more of how the interview was like for me. It was my first time being interviewed for a national newspaper, and it still feels very exciting today.

Back in August I was approached by a friend who put me in touch with a journalist who was looking for people who like sketching on the streets. The journalist was writing a guide of cool places to draw in both Lisbon and Porto, and – of course! – I said I’d be delighted to talk to her.

We fixed an appointment and got together just outside my studio, in a garden filled with old trees. It was a beautiful summer morning, just perfect to be out on the street, sketching. When the photographer arrived, they asked if I could choose a spot and start sketching, and the photographer took lots of pictures while I was standing, sketching, holding sketchbook just so so that he could capture both the view and the sketch. It was a lot of fun, but let me tell you – I now have a newfound appreciation for photographic models!

When the sketch was ready and the photographer had all the pictures he would need, the journalist, Katya, and I started a conversation. I know it was an interview and of course Katya wanted to gather information for the article she was writing, but I have to tell you that she was so nice and easy going that it felt much more like a conversation with a friend than an interview for an article running on a national newspaper.

In the end, the images featured were not of the sketch I made. But all in all this was a lovely morning and a wonderful experience for me. How exciting is it to be mentioned in a national newspaper? Very exciting, I have to say!

(Read the article in Portuguese: cover, page 1, page 2.)

The sketch I made for this interview, pictured above, became a project for the air Embroidery ClubLearn more and join here.

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air-Principe Real no Expresso-1

air-Principe Real no Expresso-do desenho ao bordado-2

Há umas semanas atrás (hmmm… no ano passado, já?), o meu trabalho foi mencionado num artigo na revista E do jornal Expresso. Este post poderia ficar por aqui – e se calhar até deveria manter uma pose algo distante e muito profissional, mas a verdade é que foi uma experiência tão gira que achei que seria interessante partilhá-la aqui. Foi a primeira vez que o meu trabalho foi mencionado num jornal tão importante, e como tal ainda hoje fico muito contente de cada vez que penso nisso.

No Verão passado, em Agosto, fui abordada por um amigo que me pôs em contacto com uma jornalista, a Katya Delimbeuf, que estava a escrever um roteiro de desenho, em Lisboa e no Porto, para a revista do Expresso. Perguntaram-me se estaria disponível para conversar e desenhar – e claro que estava! Combinámos encontro aqui na praça mesmo em frente ao atelier e foi numa manhã de verão que nos encontrámos. Quando o fotógrafo chegou, pediram-me que desenhasse uma vista à minha escolha, e eu assim fiz. O fotógrafo captou então algumas imagens, pedindo-me alguma “ajuda” para conseguir fazer composições em que aparecessem a vista e o desenho da vista, no meu caderno. Foi uma experiência nova e muito gira para mim, que me fez ganhar uma nova apreciação por quem trabalha como modelo fotográfico (não é fácil!).

Quando o desenho ficou pronto e o fotógrafo entendeu que tinha todo o material de que precisava, passámos então à entrevista. Bem sei que a Katya precisava de recolher informação para escrever o seu artigo, mas pôs-me tão à vontade que mais pareceu uma conversa entre amigas!

No artigo final, as fotografias não são dos meus desenhos, mas ainda assim esta foi uma experiência muito gira! Oxalá se repita…

(Ler o artigo: capa, primeira página, segunda página.)

O desenho que fiz para esta entrevista, no topo, transformou-se em bordado para o Clube de Bordado air. Para saber mais e aderir, clique aqui.

October

Someone is probably bungee jumping as I type. #Macau #rrgoeast #macautower

During our trip to Asia I tried to draw as much as possible on my #sketchbook. Not a lot is possible when there are so many things to revisit, see, do, but sometimes it's wonderful to just slow down and appreciate the panorama. #Macau #macautower #rrgoeas

Here it is! It's October's project for the #airembroideryclub, based on a #sketch made from my friend @mar_photography_impressions 's balcony in #Macau. You can see the first bridge on the left and #macautower on the right. Join the club to stitch this pr

 

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It’s hard to believe that it’s October already. Time flies and all those clichés about it being like sand escaping our fingers… well, they’re true. We’re three months away from the end of 2015, Summer arrived, been and went (at least that’s what the calendar says). Were it not for the Embroidery Club‘s projects, I wouldn’t even notice that it was October already. (Well, the Embroidery Club and taxes, really, because VAT happens every three months).

But it’s not about taxes I want to write about today. It’s October’s air Embroidery Club project. Every time I look at this embroidery I recall how much I enjoyed my trip back to Macau last April. It was so, so good! It was so good to go back, this time around with my husband and daughter, and also my parents, and revisit the three different zones where we lived when we were there, eat the delicacies I learned to love, remember episodes of my life as a teenager. I’m sure Alice will recall nothing of this trip, but to me it was so important to have her there with me.

One evening, seating on my friend Inês’s balcony, I made a sketch of the view, similar to the one we had in our second home there. While I sketched, light turned to dusk and then to darkness, quickly as it usually does in the tropics, and that’s how I retained this image. Months later, I thought about turning this sketch into an embroidery and sharing it with the members of the Embroidery Club. The most striking image was the lights coming on in the buildings in the horizon, the air turning slightly cooler, but still heavy with humidity. That’s what I recalled when stitching it, revisiting the landscape of my youth populated with new elements that pay testimony to the growth Macau has witnessed.

Embroidery gives me the time to think, to remember, to feel again, and that is very, very good.

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So happy that my work requires me to step away from the computer. #airembroideryclub #embroidery #illustration

 

The back of the #embroidery I finished earlier today, based on a #sketch I made from my friend @mar_photography_impressions 's balcony in #macau, when we visited last spring. It's October's project for the #airembroideryclub and you can stitch it too if y

Seems fitting to be working on my #airembroideryclub project while listening to @marieforleo and @elizabeth_gilbert_writer talk about #bigmagic. Can't wait to read it! #embroidery #embroideryisforeveryone


É difícil acreditar que já estamos em Outubro. O tempo passa por mim a voar, e todos os clichés sobre o tempo ser como areia a escapar-se por entre os dedos são, ou parecem ser, verdadeiros. Estamos a três meses do fim do ano, o Verão chegou, esteve e já se foi (pelo menos no calendário), e não fossem os projectos do Clube de Bordado se calhar nem dava conta que tinha chegado um novo mês (bom, os projectos do Clube de Bordado e o calendário dos impostos, vá, que isso também é um desagradável lembrete de que há que preencher a declaração de IVA e também fazer o respectivo pagamento).

Mas hoje não é sobre impostos que quero falar, mas sim do projecto de Outubro do Clube de Bordado. Cada vez que olho para este bordado me lembro de como gostei, mesmo!, de voltar a visitar Macau em Abril passado. Que bom, que bom que foi! Foi tão bom voltar a Macau, desta vez com o marido e a filhota, e também os pais, e rever os prédios onde vivi, os lugares aonde ia, as iguarias que lá aprendi a apreciar. Foi bom rever amigos, ver como vivem neste Macau que tem mais vinte anos do que quando de lá saí. Foi uma viagem realmente emocionante para mim, e apesar de saber que a Alice de nada se vai lembrar, foi emocionante levá-la comigo neste regresso.

Um dia, sentada na varanda da casa da minha amiga Inês, que generosamente nos recebeu, fiz um desenho da vista linda da Baía da Praia Grande, uma vista muito parecida com aquela que tínhamos na segunda casa em que morámos quando lá vivemos. Enquanto desenhava, a noite tropical caiu em menos de nada, chegou o lusco-fusco e as luzes começaram a acender-se.

Meses mais tarde, pensei em converter esse desenho num bordado e partilhá-lo com os membros do Clube, e só me lembrava dessa atmosfera de noite a cair, luzes a acender, o ar um pouco menos quente, mas ainda carregado de humidade. E foi disso que me lembrei enquanto ia bordando a paisagem, uma paisagem da minha juventude, revisitada e cheia de elementos novos, que testemunham o grande crescimento de que Macau foi palco.

O bordado dá-me tempo para pensar, para relembrar, para voltar a sentir, e isso é muito bom.

Wait, what?

Meanwhile, in the #hongkong harbor... #rrgoeast

Walking the walk in #Dubai #dxb #rrgoeast

Other times, summer looks like this. (The yoga retreat we attended last weekend.) #perfectblue #portugal #p3top

July's project for the #airembroideryclub is now ready, yay! Soon will be landing on members' inboxes. To join, visit https://www.airdesignstudio.com/embroidery-club/ #embroideryisforeveryone #embroidery #dscolor #dstexture

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It’s July already! What happened to the first half of 2015?

When I think that, I try to look back and see what I have done in the first six months. I remember talking about this with a friend, back when I lived in Argentina, about how time passes so quickly while we are immersed in our daily routine. To counteract that, what we have to do is to create lots of activities and special events to make time appear to slow down.

And so I look back and think: we did have a wonderful time in the first six months of the year. Our baby became one; she went from being fed to being an autonomous young lady who wants to eat by her own means. We traveled to Asia with her, and revisited the city where I lived as a teenager. I embroidered many projects, many of them for the air Embroidery Club, some of them for a personal project I’m working on. And, among other things, we ran a crazy successful fundraiser in memory of our son Daniel in the last month (thank you all for your help).

That’s a lot for the first six months of the year.

Looking ahead on the new semester, I’m working on improving the air Embroidery Club and relaunching it in the Fall. I want to reach more people and make it a better community for everyone. So I would like to ask you, dear reader, what would you like to have in the Club for you to join us? Please leave a comment or send me an email.

But right now all I can think about is the summer. You too?

*

Nem acredito que já estamos em Julho! Pensar que a primeira metade do ano já passou…!

Quando o tempo parece passar rápido demais, gosto de olhar para trás e ver todas as coisas que fiz. Lembro-me de ter esta conversa com uma amiga, que me recomendava criar oportunidades de sair da rotina, como forma de contrariar esta sensação de tempo que se nos escapa.

Quando olho para trás, vejo que nos últimos seis meses a nossa boneca deixou de ser uma bebé e se transformou numa menina; de precisar de ser alimentada passou a ser uma senhora autónoma, que quer comer com as suas próprias mãos. Viajámos pela Ásia com ela, e visitámos a cidade onde passei a minha adolescência (e que bom foi!). Bordei muitos projectos, alguns para o Clube de Bordado air, outros não. E no último mês, entre outras coisas, promovemos uma campanha de angariação de fundos em memória do nosso bebé que foi um êxito estrondoso (obrigada, obrigada a todos!).

É bom ver as coisas desta perspectiva! O ano parece mais preenchido, mais rico.

Olhando para o futuro próximo, estou a trabalhar intensamente para melhorar o Clube de Bordado air e fazer o seu relançamento no Outono. Para isso preciso da vossa ajuda, queridos leitores: que gostariam que o Clube tivesse para aderirem? Por favor deixem um comentário ou mandem-me um email.

Mas de momento, sou honesta, já só consigo pensar no Verão… e vocês?

Go get all the freebies I prepared for you. Join our community and get access to them. Adira à nossa comunidade e aceda a todos os conteúdos gratuitos para assinantes!

While waiting

On Tuesday I had an 8 minute wait for the bus. I was going to grab my phone for some mindless browsing, but my hand reached my #sketchbook instead and this #sketch happened. This prompted a reflection, soon to be up on the blog

A few pages from my #sketchbook . All sketches made while waiting. #moleskine #mymoleskine #dslooking #illustration

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A quick update on the fundraiser in memory of our son: THANK YOU. We have now doubled our initial goal, and it’s all thanks to you. Please keep helping us by sharing the link to the campaign’s page (https://www.airdesignstudio.com/daniel) and donating, if you can. 

Last Tuesday, I got to my bus stop and learned that it would be another eight minutes until my bus arrived. My first and immediate reaction was to reach for my phone, for some mindless browsing. But my hand got my sketchbook before, and so I started a sketch of the view from where I was, something I see every weekday it became banal a while ago.

There’s this thing that happens when we become accustomed to what we see around us: we stop noticing. We don’t notice when those beautiful, hand painted tiles were ripped from the façade (a sad phenomenon here in Lisbon!); we don’t notice when a shop permanently closes. We don’t notice the gradual passage of time, and the turns that the things around us take, sometimes for the better, sometimes for the worst.

We only notice when the change is big, either within us, or around us.

What cures me from the not noticing syndrome is sketching. Because when I’m sketching I look at lines, at how and where they intersect. I compare what my brain believes is correct and what my eyes see – most often, the two do not coincide.

And so I sketch.

On this post, there are several sketches on my sketchbook, all of them made while waiting for something. They are all quick sketches, specially those with people (because people move). And looking at them, I realize that waiting does not need to be wasted time. Actually, it can become something, a moment here and there that are stolen to improve my skills. And to notice.

How about you? What do you do when you are forced to wait?

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A few pages from my #sketchbook . All sketches made while waiting. #moleskine #mymoleskine #dslooking #illustration

Antes de mais, quero fazer uma actualização relativamente à campanha de angariação de donativos em memória do nosso bebé Daniel. MUITO OBRIGADA A TODOS. Hoje atingimos o dobro do nosso objectivo inicial, e é tudo graças à vossa ajuda. Por favor continuem a partilhar o link da página da campanha (https://www.airdesignstudio.com/daniel) e, se possível, façam um donativo (as instruções estão lá todas). OBRIGADA! 

Esta terça-feira, ao chegar à minha paragem de autocarro vi que teria de esperar oito minutos até à chegada do próximo veículo. A minha primeira reacção foi procurar o telefone, para um pouco de navegação de cérebro desligado. Mas a minha mão, às escuras dentro da carteira, agarrou o meu bloco de desenhos, e trouxe-o para a luz do dia. Comecei então um desenho rápido sobre o que via à minha volta, uma vista banal por se repetir diariamente.

Há algo que acontece connosco quando nos habituamos àquilo que vemos: deixamos de reparar. Estratégia do cérebro para navegar economicamente a realidade, imagino eu, deixamos de notar a degradação gradual dos edifícios que nos rodeiam, não nos apercebemos dos azulejos lindos que já lá não estão e que foram arrancados por gente interessada em vendê-los aos turistas e ganhar uns cobres. Não notamos a retrosaria que fechou, ou a banca de fruta que já lá não está.

Só voltamos a reparar quando há uma mudança grande, seja dentro de nós, seja no ambiente que nos rodeia.

O meu antídoto para o síndroma de não reparar é desenhar o que me rodeia. Com a caneta na mão, em vez de olhar para o conjunto, olho para o detalhe: como e onde se intersectam aquelas linhas? Desenhar é um exercício em ignorar aquilo que o cérebro acha que é verdade e valorizar aquilo que os olhos vêem.

Por isso, desenho para recordar.

Neste post estão vários desenhos feitos enquanto esperava por algo. São todos desenhos rápidos, até porque, como é sabido, as pessoas mexem-se. Olhando para eles vejo que as esperas não precisam de ser tempo perdido, pelo contrário: podem tornar-se tempo útil para melhorar as minhas habilidades, para exercitar o olhar.

E o meu caro leitor? Como encara os momentos em que tem forçosamente de esperar?

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Behind the scenes

Uh-oh...

Uh oh... #embroidery #mishaps
 

Ler em português

Hello, hello!

A short update on the fundraiser in memory of our son Daniel: we have hit – and smashed! – our goal of reaching 2000€, so we are now aiming at 3000€. Thank you, thank you for donating and sharing the link! Please keep doing it so that more people can see it! Copy and paste https://www.airdesignstudio.com/daniel in an email, tweet, or your next facebook status update. Thank you!

Today I want to give you a peek behind the scenes of next month’s air Embroidery Club project.

As you may know, over at the Embroidery Club I send a different embroidery template to the members. So every month, when I’m preparing the following month’s project, I strive to suggest something different, incorporating a new stitch or a new technique. We have covered a lot of ground since we started, and let me tell you that I have learned a LOT since starting, not only because of the research and experimentation that goes into each project, but mostly because of all the feedback and input from the lovely members (thank you!!).

This month, my experiment is to embroider on a real garment, one that I own. I’ve had this idea for a long time but had a lack of courage to put it into action. What if it doesn’t look good? What if I ruin a otherwise perfectly looking piece of clothing? You know how the little voice goes.

This time, though, I tore this pink colored, linen tunic while putting it on. It was a big tear, impossible to conceal; but it was also a clean one, on one sleeve, so I could use up the rest of the fabric sometime, someday, who knows. So I diligently put it away.

Fast forward to a few weeks ago, when I was starting to plan June’s air Embroidery Club project, and was rummaging my supplies closet. I saw this pink linen and thought about cutting up the fabric, but then it hit me: I could embroider a garment – and use it!

The embroidery is based on my delicate flowers pattern, one that I designed a few years ago, and it is almost done. There is still a bit of sewing (or seam ripping…?) to have a wearable tunic, but I’m happy how everything is turning out. I used backstitch on the stem (I could have used stem stitch, right?), chain stitch on the petals and a little french knot on the center of each flower. I can’t wait to finish it and… wear it? Wear it! A new-old garment!

Thinking that embellishing and altering some neglected pieces in your wardrobe may be fun? Join the air Embroidery Club and share the fun!

*

There's a new post over on the blog. My heartfelt thank you to all of you who are helping with our fundraiser in memory of our son. I'm using #embroidery to calm me down and bring focus. #airembroideryclub

Olá, olá!

Antes de mais, uma actualização em relação à campanha de angariação de fundos em memória do nosso bebé Daniel: em apenas cinco dias alcançámos (e ultrapassámos!) o nosso objectivo de 2000€, por isso agora colocámos uma nova meta de 3000€. Obrigada, obrigada a todos pelo vosso apoio! Por favor continuem a partilhar o link: basta copiar e colar https://www.airdesignstudio.com/daniel num email para os vossos amigos, num tweet ou no vosso próximo post no facebook. Quanto mais gente puder ver e doar dinheiro, mais crianças vamos poder ajudar, através da Operação Nariz Vermelho. Obrigada!

Feita a actualização, hoje quero mostrar um pouco do processo por trás do projecto de Junho do Clube de Bordado air.

Talvez já saibam que no início de cada mês os membros do Clube recebem uma receita de bordado diferente. Por isso, sempre que preparo a receita do mês seguinte, procuro incorporar alguma novidade, seja um ponto diferente, seja uma técnica nova. Desde o início do Clube que já percorremos um longo caminho, não só graças a toda a pesquisa, mas sobretudo por tudo o que os diferentes membros me ensinam! Obrigada!

Este mês, a experiência, para mim, é bordar uma peça de roupa. Esta era uma ideia que já tinha há muito tempo, mas que sempre tive medo de pôr em prática: e se sai mal e acabo por estragar a roupa? A vozinha fininha e venenosa que vive dentro da minha cabeça tenta sempre fazer-se ouvir.

Desta vez, aconteceu-me encontrar no meu armário de tecidos uma túnica de linho cor de rosa, que usei verões e verões a fio, até que um dia do verão passado ouvi um “craaaaac” ao vesti-la. Fiz-lhe um rasgão enorme na zona da axila! Já não dava para usar, nem para dar, então foi diligentemente arrumada para um dia (de simultâneos eclipses solar e lunar) usar o tecido para fazer qualquer coisa.

Pois bem, há umas semanas atrás andava eu à procura de um tecido adequado para fazer este bordado quando me deparei com esta túnica. O meu primeiro pensamento foi cortá-la, e só depois percebi que a poderia bordar, cortar as mangas e obter uma peça de roupa nova-velha! (Ou velha-nova?) Foi o meu momento lampadinha em cima da cabeça, não gozem, não?

Se estiver a pensar em “novificar” roupa antiga, junte-se hoje mesmo ao Clube de Bordado air e partilhe connosco as suas aventuras.

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Embroidery and vulnerability

#embroidery for next month's #airembroideryclub project. So many things to say about this one. And so many French knots.

This may seem strange, but this project (available May 1st for air Embroidery Club members) was one that made me feel vulnerable and challenge my own usual way of embroidering. It is based on a pattern I designed a while ago, and if you look at it, you will see that what you have is leaves against a white background. If I were to ask you what was on that background, what would you say? That there was nothing, maybe. Or just space.

In this project, I thought a lot about the prompt my painting teacher back in Buenos Aires used to give us: to build the shape from the space that surrounds it. It sounds a bit like art-y mumbo jumbo, but it does make sense when you don’t think about it, and instead just act on it.

I love drawing and drawing has been my background for a very long time. I love lines, traveling lines on a surface, lines moving just so not only to show us the shape (the human body, for instance, or a building, or a flower), but also to show us the shape in an expressive way.

But how would I represent the space that surrounds the shape, and not the shape itself? The space was air, nothing to grab on to, nothing I could put down on my canvas with a line. That’s when I started using larger and flatter brushes, brushes that offer not a lot of detail but cover large areas. And that’s how I conquered my fear of letting go of lines.

Fast forward a few years to today. I haven’t painted in a while, and, as you know, I have been embracing embroidery as a creative and artistic medium, so the same challenge makes sense here too: how can I represent the space surrounding the shape? With satin stitch, for instance. But what if I want to take a larger detour and work with “handmade pixels”? That’s when french knots came in. They look and feel like little grains of sand, tiny bits of information, which, through repetition, have different meanings.

When I first looked at the design to be embroidered, my impulse would make me start covering the lines with backstitch, just like using a pen to trace them on paper. But then I forced myself to go against it, and threw myself into the challenge of adding mass to the air surrounding the shape. The very same air that is “nothing”, a “white background”. Let me tell you: the process was scary. What made me stick to it was the vision that I had, not what I was seeing on the hoop in my hands.

When I was done applying (many, many) french knots to what once was just a “white background”, and now was the heavily populated space around the leaves on the foreground, I felt tempted to add some defining stitches to the leaves as well. As if they needed something, because they happened to be the foreground, the shape.

I tried a few stitches, feather stitch, backstitch… and no. They looked good on one leaf, but not on all leaves. They would defeat the purpose (my purpose) of embroidering the space and not the shape. So I cut all the stitches and pronounced my experiment done. I’m happy about it, about the result, about having had the creative courage to follow my vision and to resist the temptation of my own usual path.

And now I invite you to come along this journey. Join the air Embroidery Club today: you’ll receive this pattern on May 1st, plus April’s embroidery pattern, free, because I know that once you join the Club you simply can’t wait to start stitching!

And a bit of unrelated news: my family and I are taking two weeks off, starting this weekend. I’m super excited about it, as it involves – yet again! – lots of emotions and memories of my childhood. If you want to follow along, sign up for the news (and access all the freebies I have for you). I will be sending some photo updates from the trip, directly to your email inbox. Yay!

*

French knots in May's #embroidery for the #airembroideryclub. Thinking of #spring and enjoying the view over #lisbon #lisboa

Pode parecer estranho, mas o projecto de Maio (disponível no próximo dia 1 para os membros do Clube de Bordado air) foi um desafio que me fez sentir bastante vulnerável em termos criativos. Baseia-se num padrão que desenhei há algum tempo atrás, e se olhar com atenção, o que vai ver é um conjunto de folhas contra um fundo branco. Se lhe perguntar o que há naquele fundo, que me diria? Nada, talvez.

Este projecto fez-me pensar muito no exercício que o professor de pintura, lá em Buenos Aires, nos propunha: chegar à forma através do espaço. Soa estranho, é certo, mas é fácil de entender uma vez que se desiste de pensar no assunto e, em vez disso, se tenta pintar dessa forma.

Eu adoro desenho, adoro desenhar. Adoro linhas que viajam num papel, se movem de tal forma que não só representam uma forma (o corpo humano, por exemplo), como o fazem de maneira expressiva.

Mas como representar o espaço, e não a forma, usando linhas? O espaço tem ar, não dá para agarrar, como fixá-lo na minha tela com linhas? Foi aí que comecei a usar trinchas nos meus trabalhos. Não permitem muito detalhe mas cobrem áreas grandes. E assim conquistei o meu medo de deixar partir as linhas.

Há algum tempo que não pinto; de há algum tempo para cá, tenho abraçado o bordado como meio expressivo de eleição, de maneira que o mesmo desafio também faz sentido aqui: como representar o espaço? Com um ponto de enchimento, por exemplo. Mas e se quiser percorrer uma via ainda mais experimental (para mim) e usar algo como um “pixel manual”? Aí entraram os nós franceses. Têm um aspecto de grãos de areia. Tal como os bits de informação, colocados de forma diferente comunicam significados diferentes.

Quando terminei de transferir o desenho para o meu tecido, o meu primeiro impulso foi o de começar a bordar sobre as linhas com o ponto atrás, tal como se fosse uma caneta a desenhar sobre papel. Mas esforcei-me por combater esse impulso e atirei-me ao desafio de dar massa ao ar em volta das folhas, fazendo nó francês atrás de nó francês. O mesmo fundo que não era mais que espaço em branco passou a ser aquele que dá a informação que falta à forma. Mas não vou mentir: o processo foi um pouco assustador, e o que me fez manter-me na minha missão foi a visão de como eu imaginava que iria ficar o trabalho, uma vez terminado, e não aquilo que estava a ver à minha frente, no bastidor que tinha nas mãos.

Quando terminei de bordar os (muitos) nós franceses, ainda senti a tentação de bordar as nervuras das folhas, dar-lhes um pouco de informação… pois é assim que as formas que estão em primeiro plano costumam ser representadas. Tentei aplicar ponto de espinha, ponto atrás… e não fiquei satisfeita. Até gostava de ver numa folha, mas não em todas, e isso acabaria por contrariar a minha visão inicial de representar a forma pelo espaço que a rodeia. E por isso retirei todos esses pontos e dei a minha experiência como terminada. Estou feliz com o processo – de tentativa, erro, tentativa, medo, tentativa – e com o resultado também. Estou satisfeita por ter tido a coragem criativa de desafiar tudo o que é normal na minha forma de trabalhar.

E agora convido-o a si, caríssimo leitor, a aceitar este desafio e a juntar-se ao Clube de Bordado. Esta receita estará no seu email no dia 1 de Maio. Mas antes disso, e para que não tenha de esperar, envio-lhe o projecto de Abril, gratuitamente, pois sei que quem quer bordar não tem vontade de esperar duas semanas até que chegue o dia.

E agora, nada que ver: estamos prestes a ir de férias durante duas semanas, viva! Estou muito contente por ir passear para as bandas onde cresci. Para seguir esta aventura, basta assinar a newsletter (e ganha acesso a todos os conteúdos gratuitos que tenho para si). Vou enviar actualizações fotográficas da viagem directamente para a sua caixa de correio. Viva!!

Learning by doing

#embroidery in progress: a preview of the #airembroideryclub April project. Metallic floss is tricky to use but I'm loving the way it looks.

I’ve been working on April’s project for the air Embroidery Club. This time around, I wanted to go back to the metallic floss I had bought for the December project, the holiday wreath. Back in December, I can’t say that I loved the experience of working with that floss. Actually, I hated it.

This month, though, I wanted to try it again. I started using one of the metallics on a personal project I’m developing (if you follow me on Instagram, you probably saw some pictures), and thought that the April Embroidery Club’s project would be a great way to experiment with it, too.

I was used to working with Cotton Perlé number 8, a really nice embroidery thread that gives a defined look to any embroidery. It’s very much like using a pen (on paper), so it was my obvious choice when transitioning to “drawing” on fabric. It comes in little balls, it doesn’t split, you work with it as is. It comes in many, many colors, so color lovers out there can imagine how happy I am when I enter a haberdashery and see shelves organized by color. My kind of happy place!

The metallics are a very different kind of floss, though. They come in little hanks and once I pulled the end of the floss, it immediately started splitting into six different threads. And because they are made of a man made fiber covering another fiber, they quickly become frayed with use, splitting even more.

So there are many adaptations to make in the way I embroider with metallics, one of them being cutting shorter lengths of floss each time I need to “restock” my needle. I also googled tips and some were useful, some were knot. (sorry, I couldn’t resist!)

This made me think how important the materials are when working, and how different materials condition the way we work. Different materials force us to adapt and use them in a different way. A cotton thread will never be the same as a mettalic floss, so the technique must reflect that difference, too.

This is a process for me, where I still don’t have a lot of answers to share with you. But this researching, this trial and error, this learning by doing make it all the more fun.

If you want to join the fun and learn by doing, sign up for the Embroidery Club today and receive this pattern in your inbox on April 1st. We have a really supportive facebook group where everyone shares knowledge and questions, and strangers become friends. We’re waiting for you!

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This will be my first time using metallic #embroidery floss. Coming soon to the #airembroideryclub.

Tenho estado a trabalhar no projecto de Abril para o nosso Clube de Bordado air. Este mês, quis voltar a trabalhar com os fios metálicos que comprei para o projecto de Dezembro, a coroa de Natal. Em Dezembro, não posso dizer que tenha adorado trabalhar com estes fios metálicos. Pelo contrário: detestei.

Este mês, contudo, quis experimentar outra vez. Retomei a minha relação com os metálicos num projecto pessoal que estou a desenvolver (já partilhei algumas fotos no Instagram), e pensei que o projecto de Abril do Clube de Bordado poderia ser uma boa forma de fazer as pazes com eles.

A verdade é que estava habituada a trabalhar de forma quase exclusiva com os fios Cotton Perlé número 8, um fio que confere uma grande definição ao ponto, um pouco como uma caneta de ponta fina confere definição ao traço no papel. Daí que essa tenha sido a minha primeira escolha quando fiz a transição do desenho no papel para o “desenho” bordado em tecido. Este fio é vendido em pequenos novelos, não se desfia (só ligeiramente na ponta que não vai ser usada), e pode ser usado tal como sai do novelo, sem qualquer preparativo. Vem numa miríade de cores, e acho que podem imaginar a minha alegria quando entro num retroseiro e olho para as estantes com os novelitos organizados por cores. É uma versão do paraíso, para mim! 🙂

Os metálicos são um fio muito diferente. Vêm em pequenas meadas e assim que se puxa pela pontinha do fio, ele começa logo a separar-se em seis fios mais finos. E porque são feitos de uma fibra artificial que cobre outra fibra, desfiam rapidamente quando se está a bordar.

A diferente natureza destes fios obriga-me a fazer adaptações na forma como bordo com os metálicos, sendo uma delas a de cortar porções de fio mais curtas do que cortaria se do Cotton Perlé se tratasse. Para aprender, também usei os recursos desta fantástica internet e pesquisei dicas para bordar com fios metálicos. Algumas foram muito úteis, outras nem por isso. Suponho que cada pessoa tenha a sua forma óptima de trabalhar, ditada pelas suas próprias contingências e gostos.

Todo este processo me tem feito reflectir sobre a importância da escolha dos materiais na forma de trabalhar, e como diferentes materiais condicionam os métodos de trabalho. Os materiais obrigam-nos a adaptar-nos às suas características de forma a usá-los da forma que mais os optimiza. Um fio de algodão mercerizado nunca será igual a um fio metálico, pelo que a técnica de bordado tem forçosamente de ser diferente.

Esta é uma aprendizagem valiosa para mim, que ainda decorre (e sempre decorrerá, imagino eu). Ainda não tenho muitas respostas para partilhar convosco, mas esta pesquisa, este processo de tentativa e erro, esta aprendizagem prática são um caminho que eu considero muito rico e ainda mais divertido.

Se quiser aprender fazendo, inscreva-se no Clube de Bordado hoje mesmo e receba esta receita na sua caixa de correio electrónico no dia 1 de Abril. Temos um grupo muito simpático no facebook onde todos partilhamos dúvidas, aprendizagens e experiências e estranhos se tornam amigos. Estamos à sua espera!

A development

airembroideryclub-march2015-01

First time here? Join our community and get your free illustration. Seja o primeiro a saber as novidades e receba uma ilustração gratuita!

Last week I wrote about my resolution to make time for art, not thinking about the results, and wondered how far a simple sketch in my sketchbook could go.

And this week, look!, I have developments to share! What once was “just a sketch” became the pattern for next month’s air Embroidery Club project. I believe it’s the second floral pattern I prepared for the Club (here’s the first one); and it’s the first floral to take up the whole embroidery space. You may recall I made it into a repeat pattern, and I suppose it could be fun to embroider it on a larger surface, say, a cushion cover. But for now, let’s focus on the portion confined by a 7 inch hoop, the usual size of all air Embroidery Club projects.

I embroider each and every pattern I share with the Club members, and it’s for good reason: I enjoy it, most of all, but I also learn a huge lot about techniques while at it. In short, it’s a way to develop my abilities as an embroiderer and to perfect my designs. (It’s also a way to build a solid embroidered illustration portfolio, which I love.)

So far, this month I have tried using two different flosses together (see the pink flower above); and finally learned to get a good, solid, even satin stitch (see below). Learning by doing is the best way – for me – to learn and improve my abilities. So… excuse me while I go back to my embroidery hoop, will you?

If you want to learn embroidery by doing – and getting art you can hang on your wall at the end of it – join us at the Embroidery Club. This pattern will be in your inbox on March 1st. Or if you prefer to try one pattern, no strings attached, get single embroidery patterns at the shop.

 

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airembroideryclub-march2015-02

Na semana passada escrevi aqui sobre a minha resolução de limpar a minha agenda para desenhar, um pouco todos os dias, sem estar preocupada com o possível resultado, se o desenho seria bom ou não, se estaria a perder tempo ou não.

E eis que esta semana aquele desenho se transformou em algo mais! De um esboço no meu caderno fiz um padrão, e esta semana usei uma porção desse padrão para o projecto do próximo mês do Clube de Bordado air. Se não estou em erro, é o segundo desenho “floral” que preparo para o Clube (o outro está aqui), e o primeiro que ocupa todo o espaço a ser bordado. Penso que poderia ser interessante usar o padrão bordado numa superfície maior, como num almofadão, mas por agora vamos concentrar-nos na área definida pelo bastidor de 17cm ou 7 polegadas, o tamanho habitual dos projectos do Clube.

Todos os meses bordo cada uma das receitas de bordado antes de as partilhar com os membros do Clube: por um lado, é um processo que adoro; não há melhor que ver o desenho crescer, ponto por ponto, até chegar ao fim e ter uma obra pronta a pendurar na parede. Por outro, ao mesmo tempo que o bordado me acalma, aprendo técnicas e aperfeiçoo processos. (E também amplio o meu portfólio de ilustração bordada!)

Até ao momento, este mês experimentei usar duas linhas de bordado juntas (visível na flor cor de rosa, no topo); e finalmente aprendi a fazer um ponto cheio bem “gordinho” e regular. Adoro aprender enquanto pratico – para mim, é a melhor maneira de ir aprendendo e sedimentando os conhecimentos e habilidades. Por isso, volto já para o meu bordado, sim?

Se quiser aprender a bordar enquanto pratica – e fazer a sua própria obra de arte! – adira hoje mesmo ao Clube de Bordado. Esta receita estará no seu email no dia 1 de Março, já falta pouco! Se preferir experimentar uma só receita, para saber se gosta, poderá encontrar uma selecção na loja.