Month: October 2015

It’s like command-Z, but analog

Can't find my 7 inch hoop and am working with a smaller one on this. The view of #Lisbon from my studio is slowly appearing :) come learn to embroider with my free e-course: https://www.airdesignstudio.com/embroidery-e-course/Now I really need that 7 inch hoop... I need to stretch this and see how it will evolve. #embroidery project for next month's #airembroideryclub

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The last few weeks have been full of embroidery around me. After launching the air embroidery e-course, I’ve been getting responses from many of you, and that has been wonderful (for me, meeting new people, even if only through email, is the best part of my work!). Then I’ve been stitching a few other projects, plus stitching – and testing, testing, testing – the air Embroidery Club‘s November project. That’s the thing about embroidery: you can test, test, test, but if it doesn’t suit you, you can rip the stitches off the fabric. It’s a bit like a command-Z thing, only very analog.

In a culture where everything, from communication to entertainment, has to happen fast, I love sitting down and getting down to stitching, one of my favorite ways of slowing down my rhythm and my own inner clock. My muscles relax, my concentration is high, my mind – like Sheldon Cooper would say – is in “the zone”. (Side note: I’m a  huge fan of The Big Bang Theory!)

Speaking of testing, of trial and error, in these pictures you can see one of my tests: I filled the pavement with long stitches – only to remove them later, as they just didn’t look right to me. Oh, and you know what I just realized this exact minute? I forgot to embroider a part of the bridge, one part that makes it most recognizable, one part that was very, very important… Can you spot it?

Join the air Embroidery Club to stitch this design with us. Or, if you’re just starting and want to dip your toes, register for the free, fun and fantastic air embroidery e-course here.

Thank you for your support and please consider joining the air Embroidery Club – or sending it as a gift to a loved one. It’s through your support that I can continue to make embroidered art.

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The sketch this #embroidery is based on was made on a beautiful, shiny, summer day. Very unlike the weather now. It's November's #airembroideryclub project. If you wish to learn how to embroider for free, visit https://www.airdesignstudio.com/embroidery-e-This bridge is missing something... #Lisboa #Lisbon #embroidery #airembroideryclub #urbansketchers

Not anymore! Can you see what was missing? #urbansketchers #Lisboa #Lisbon #igerslisboa #igersportugal #airembroideryclub

Estas últimas semanas têm sido uma loucura bordada à minha volta. Depois do lançamento do curso de bordado gratuito, tenho estado a receber respostas vossas, o que é muito bom! (Se há algo de que realmente gosto no meu trabalho é de conhecer pessoas novas, mesmo que seja através de email). Tenho também estado a bordar outros projectos, entre eles o bordado de Novembro do Clube de Bordado air. O bordado de Novembro tem sido palco de inúmeros testes; e a coisa boa é que o bordado é muito permissivo, pois na maioria das vezes dá para experimentar e desfazer, se assim se desejar. É um pouco como o “ctrl-Z”, mas em versão analógica.

Num contexto em que tudo, tudo!, tem de ser rápido, desde a comunicação até ao entretenimento, adoro sentar-me e pôr-me a bordar, ou a tricotar, sentir o ritmo cardíaco a baixar e os músculos a relaxar. A concentração sobe e a minha mente, tal como diria o Sheldon Cooper do Big Bang Theory, fica “na zona”.

E por falar em experimentação e em tentativa e erro, nestas imagens dá para ver um dos meus testes: preenchi o pavimento com alguns alinhavos, mas depois achei que preferia não os ter lá e… já foram! Oh, e sabem o que acabei de perceber neste instante? Que me esqueci de bordar uma parte importantíssima da ponte sobre o Tejo! Quem encontra a diferença?

Para bordar este desenho já a partir de Domingo, junte-se hoje mesmo ao Clube de Bordado. Se não souber bordar e quiser aprender, pode fazê-lo no meu curso de bordado, que é gratuito! As inscrições fazem-se aqui.

Obrigada pelo apoio! Espero que considere aderir ao Clube de Bordado, ou então oferecê-lo a alguém que goste. É graças ao apoio dos membros que posso continuar a fazer ilustrações bordadas.

Thank you, Universe

Her #abbrigate #baby blanket is well loved.

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I always imagined that one day when I got pregnant I would go crazy knitting, embroidering and sewing things for the baby. When that day came, though, nothing like that happened, quite the contrary: I was so scared of possibly “jinxing it” – at the same time hoping that everything would be fine – that I made nothing for my babies (I was pregnant with twins). Nothing.

Except for this: abbrigate* embroidered baby blankets, one for each of them. My Prince and I wrote a few verses dedicated to each of our babies and I proceeded to embroider them on matching fabrics, in order to make matching blankets. I had made baby blankets for friends, friends of friends, I had made them for so many babies I could not not make one for my own babies.

And so I did.

Her blanket has gotten a lot of love and I never miss a chance to use it. Somedays it works as a bed cover, somedays it comes along on our strolls and covers her, serves as picnic blanket, you name it. Each stitch of each word has in its fibers all the wishes a mother has for her beloved daughter: to live a long, happy, healthy life.

Last Sunday I caught this little hand resting near the embroidered verses. The hand’s – and blanket’s – owner slept her much deserved beauty sleep, after walking what felt like a marathon (and falling down a couple of times, oh the perils of learning to walk!). As I was taking this picture, I thanked the Universe for having her in my life, and I kindly asked the Universe to take care of her brother for me. He never had the chance to use his blanket.

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Sempre imaginei que um dia quando estivesse grávida me iria encantar fazer quinhentas e vinte e três mil peças para bebés, casaquinhos, mantas, botinhas, enfim. Quando o dia de estar grávida chegou, nada disso aconteceu. Pelo contrário: tinha tanto medo que alguma coisa acontecesse, ao mesmo tempo que desejava profundamente que tudo corresse bem, que nunca tricotei nem cosi nada para os meus bebés.

Excepto isto: mantinhas bordadas abbrigate* para cada um deles, com um versinho feito à sua medida. Já as tinha feito para os filhos dos amigos, dos amigos dos amigos, já as tinha feito para tantos bebés que não podia deixar de fazer para os meus.

E fiz.

Não perco uma oportunidade de pôr a mantinha da Alice a uso. Há dias em que está na cama dela, outros em que vai no carrinho para todo o lado. Foi feita com todos os desejos que uma mãe tem para a vida da sua filha: que tenha uma vida boa, longa, saudável, que seja muito feliz.

Este Domingo apanhei esta mão pousada na manta, enquanto a respectiva dona dormia o sono dos justos, após uma longa caminhada (e vários tombos). Enquanto a fotografava, agradeci ao Universo tê-la comigo, e pedi-lhe – ao Universo – que tomasse conta do irmão, que nunca teve oportunidade de usar a mantinha dele.

My story in Uppercase magazine

Uppercase magazine+#knitting = two of my favorite things. I'm really happy to share that I have an article about why I love to teach how to knit over on page 101. Thanks for the invitation, Janine! @uppercasemag #uppercasereader #uppercaselove

Read in English É sempre especial quando acontece chegar no correio o nosso exemplar da nossa revista favorita. E é mais especial ainda quando, como se deu neste número, tem um artigo escrito por mim. Já não é a primeira vez que contribuo para a Uppercase; já apareceram os meus bordados, já escrevi sobre outros, sobre o Clube de Bordado, sobre como o tricot me ajudou na integração quando fui para a Argentina.

Desta vez o tema também é tricot, e também me toca no coração: conto porque é que gosto de ensinar a tricotar. E isto até parece combinado para vos falar do workshop de tricot que vai acontecer no próximo Sábado, já no dia 17. (Ainda se podem inscrever, mandem-me um mail.)

Mas não foi combinado, foi pura coincidência.

É verdade, gosto mesmo de ensinar as pessoas a tricotar. Gosto da metamorfose subtil que se opera nas quatro horas de workshop, desde a insegurança inicial até ao processo alquímico que se dá na sala quando as malhas começam a sair e as voltas crescem debaixo das agulhas. Gosto de ver o entusiasmo das pessoas que, da concentração absoluta no que as mãos estão a fazer, passam – sem notar – a “fazer malha” sem olhar, enquanto conversam. E adoro quando dão conta disso, quando de repente se apercebem que conseguem fazer algo que não sabiam se iriam conseguir. É muito bom! Por isso, terei todo o gosto de receber quem quiser vir aprender este Sábado (há mais datas marcadas, esta é apenas a primeira), aqui com a melhor vista sobre Lisboa.

De resto, também na fotografia, o xaile que estou a tricotar para o meu Príncipe, que andava sempre a “roubar” os meus. Este é mesmo, mesmo para ti (mas pode acontecer que eu to roube a ti…). Detalhes da receita, fio e agulhas aqui no ravelry.

E finalmente: o curso de bordado já está online. É completamente gratuito e as inscrições fazem-se aqui.   

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Thanks to @uppercasemag for having me in your Fall issue. Check out my story on page 101 about why I love to teach how to knit. #knitting #knitstagram #knittersofinstagram #uppercaselove #uppercasereader

The feeling is always special, when my favorite magazine gets to my doorstep. This issue, though, is even more special: this time around, there is a story by me on page 101 of Uppercase Magazine. It’s not my first time contributing, but it’s always exciting to see my name in print. My embroideries have been featured, I’ve written about others, I’ve shared the Embroidery Club, I wrote about how knitting helped me integrating when I moved to Argentina.

This time around, the topic is knitting, too. I reflect on why I love to teach people how to knit. And this may sound like a build up to this Saturday’s knitting workshop, but it isn’t. (You can still sign up by e-mail.)

It’s the truth: I love to teach people how to knit. I love the subtle metamorphosis happening between the moment students arrive, in the morning, feeling a bit insecure and the moment they leave. In the middle, there’s an alchemic process that happens: that moment when stitches start to happen and rows start growing under the needles. I love the enthusiasm, the full concentration on what hands are doing, and the moment people realize that they have learned how to knit and purl, for now they can even manage to keep a conversation while knitting. It’s amazing when students realize that they could, indeed, learn something they weren’t sure they would be able to.

That’s why I’m looking forward to having you this Saturday here with me, learning, stitching and enjoying the best view over Lisbon.

Also pictured, the shawl I’m knitting for my Prince, who used to “lift” my shawls from my drawer. This one is really, really for you (borrowing your shawl may or may not happen in the future; I’m not saying that it will, but I’m not denying it either. 😉 ). Pattern, needle and yarn details on ravelry.

One last thing: the air embroidery e-course is now live. You can register here, free.

October

Someone is probably bungee jumping as I type. #Macau #rrgoeast #macautower

During our trip to Asia I tried to draw as much as possible on my #sketchbook. Not a lot is possible when there are so many things to revisit, see, do, but sometimes it's wonderful to just slow down and appreciate the panorama. #Macau #macautower #rrgoeas

Here it is! It's October's project for the #airembroideryclub, based on a #sketch made from my friend @mar_photography_impressions 's balcony in #Macau. You can see the first bridge on the left and #macautower on the right. Join the club to stitch this pr

 

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It’s hard to believe that it’s October already. Time flies and all those clichés about it being like sand escaping our fingers… well, they’re true. We’re three months away from the end of 2015, Summer arrived, been and went (at least that’s what the calendar says). Were it not for the Embroidery Club‘s projects, I wouldn’t even notice that it was October already. (Well, the Embroidery Club and taxes, really, because VAT happens every three months).

But it’s not about taxes I want to write about today. It’s October’s air Embroidery Club project. Every time I look at this embroidery I recall how much I enjoyed my trip back to Macau last April. It was so, so good! It was so good to go back, this time around with my husband and daughter, and also my parents, and revisit the three different zones where we lived when we were there, eat the delicacies I learned to love, remember episodes of my life as a teenager. I’m sure Alice will recall nothing of this trip, but to me it was so important to have her there with me.

One evening, seating on my friend Inês’s balcony, I made a sketch of the view, similar to the one we had in our second home there. While I sketched, light turned to dusk and then to darkness, quickly as it usually does in the tropics, and that’s how I retained this image. Months later, I thought about turning this sketch into an embroidery and sharing it with the members of the Embroidery Club. The most striking image was the lights coming on in the buildings in the horizon, the air turning slightly cooler, but still heavy with humidity. That’s what I recalled when stitching it, revisiting the landscape of my youth populated with new elements that pay testimony to the growth Macau has witnessed.

Embroidery gives me the time to think, to remember, to feel again, and that is very, very good.

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So happy that my work requires me to step away from the computer. #airembroideryclub #embroidery #illustration

 

The back of the #embroidery I finished earlier today, based on a #sketch I made from my friend @mar_photography_impressions 's balcony in #macau, when we visited last spring. It's October's project for the #airembroideryclub and you can stitch it too if y

Seems fitting to be working on my #airembroideryclub project while listening to @marieforleo and @elizabeth_gilbert_writer talk about #bigmagic. Can't wait to read it! #embroidery #embroideryisforeveryone


É difícil acreditar que já estamos em Outubro. O tempo passa por mim a voar, e todos os clichés sobre o tempo ser como areia a escapar-se por entre os dedos são, ou parecem ser, verdadeiros. Estamos a três meses do fim do ano, o Verão chegou, esteve e já se foi (pelo menos no calendário), e não fossem os projectos do Clube de Bordado se calhar nem dava conta que tinha chegado um novo mês (bom, os projectos do Clube de Bordado e o calendário dos impostos, vá, que isso também é um desagradável lembrete de que há que preencher a declaração de IVA e também fazer o respectivo pagamento).

Mas hoje não é sobre impostos que quero falar, mas sim do projecto de Outubro do Clube de Bordado. Cada vez que olho para este bordado me lembro de como gostei, mesmo!, de voltar a visitar Macau em Abril passado. Que bom, que bom que foi! Foi tão bom voltar a Macau, desta vez com o marido e a filhota, e também os pais, e rever os prédios onde vivi, os lugares aonde ia, as iguarias que lá aprendi a apreciar. Foi bom rever amigos, ver como vivem neste Macau que tem mais vinte anos do que quando de lá saí. Foi uma viagem realmente emocionante para mim, e apesar de saber que a Alice de nada se vai lembrar, foi emocionante levá-la comigo neste regresso.

Um dia, sentada na varanda da casa da minha amiga Inês, que generosamente nos recebeu, fiz um desenho da vista linda da Baía da Praia Grande, uma vista muito parecida com aquela que tínhamos na segunda casa em que morámos quando lá vivemos. Enquanto desenhava, a noite tropical caiu em menos de nada, chegou o lusco-fusco e as luzes começaram a acender-se.

Meses mais tarde, pensei em converter esse desenho num bordado e partilhá-lo com os membros do Clube, e só me lembrava dessa atmosfera de noite a cair, luzes a acender, o ar um pouco menos quente, mas ainda carregado de humidade. E foi disso que me lembrei enquanto ia bordando a paisagem, uma paisagem da minha juventude, revisitada e cheia de elementos novos, que testemunham o grande crescimento de que Macau foi palco.

O bordado dá-me tempo para pensar, para relembrar, para voltar a sentir, e isso é muito bom.