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"airing from Lisbon" é o novo nome da zine

Depois de umas semanas em “serviços mínimos”

(logística da mudança oblige)

ei-la, a zine! Já com novo título, sugerido por uma leitora muito perspicaz e hábil com as palavras – a minha irmã Ana, obrigada! -, o novo número da zine está disponível no meu site, como de costume.

A página do facebook também já mudou de nome, visitem-na! Mas o melhor, o melhor mesmo, é assinarem a minha newsletter, onde partilho “coisas giras” do meu trabalho.

(Vou ali fazer a minha dança da felicidade por ter finalmente podido publicar a zine, depois deste período tão conturbado. Na próxima edição falarei mais sobre a adaptação à nossa “nova” cidade. Não percam!)

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Paralímpicos

Tenho seguido com muito interesse os resumos diários que aqui dão dos Paralímpicos e, na minha opinião, estes jogos é que deviam ser o centro das atenções, não os Olímpicos.

Por alguma razão, valorizamos muito mais os jogos em que os atletas – com todo, todíssimo o valor que têm – têm todas as partes do corpo, vivem profissionalmente do desporto, com mais ou menos apoios. Os atletas são estrelas porque acumulam medalhas, músculos, recordes. O sonho do amadorismo? Esse já foi.

Eu não sou excepção: também gosto muito de ver as provas olímpicas e comento-as, qual treinador de bancada. Mas cansa-me muito todo o burburinho mediático à volta da missão, dos atletas-estrela, dos atletas que tiveram um mau dia e que, de repente, são péssimos e não defenderam as cores nacionais. Enfim, sobretudo estou cansada da telenovela gerada à volta do desporto, durante 15 dias, para depois se perder à sombra do futebol durante quatro anos.

Com os Paralímpicos, as coisas são muito diferentes. Será porque as pessoas são deficientes, lhes falta uma perna ou um braço, são invisuais ou sofreram um acidente ou… simplesmente têm um aspecto diferente, como que incompleto. Resumindo, estes jogos não têm a metade da exposição mediática que, na minha opinião, mereciam.

Digo isto porque de cada vez que vejo como é que o ser humano se adapta às dificuldades (ver provas de salto em altura com atletas amputados, por exemplo), se supera a si e a todas as limitações que nos auto-impomos, aí eu acho que aquelas é que são as verdadeiras estrelas.

O espírito humano não tem limites, e creio que isso é muito mais visível nos Paralímpicos que nos Olímpicos.

Para além do engenho humano a resolver problemas, seja com cadeiras de rodas adaptadas seja, simplesmente, a saltar ao pé coxinho em direcção à sua meta, a outra coisa que deveras me impressionou foi ver as cerimónias de entrega de medalhas. Não vi todas, mas todas as que vi tiveram algo que me deixaram com pele de galinha: os atletas paralímpicos estavam genuinamente felizes por ali estar e abraçavam-se uns aos outros, sobre o pódio. Em contrapartida, nos olímpicos, salvaguardando alguma eventual excepção que desconheço, o clima sobre o pódio costuma ser de individualismo puro: um atleta bate o outro e fim da história.

Vivam os atletas, vivam os atletas paralímpicos, e que alguém por favor, os convide a falar em público para nos explicarem onde, como, quando arranjam forças para se superarem assim.

Isto é uma vergonha

esgoto a céu aberto

esgoto a céu aberto

E agora não estou a ser irónica. Isto é mesmo uma vergonha: há pelo menos quatro semanas que há um problema qualquer com esta tampa de esgoto e esta aguinha que vocês aqui vêem é isso mesmo, esgoto. Em dias normais, é só o cheirinho a maravilha; em dias maus, vêem-se pedaços de cocó e de papel higiénico a boiar. Bonita descrição, não?

Muitos condutores passam os seus carros por cima do rio do cocó com muita velocidade, levantando água e borrifando os transeuntes que seguem pelo passeio.

Quando passo de bicicleta, procuro a parte da estrada com menos água, ou seja, o mais encostado à esquerda possível. Só que isso, com um pouco mais de movimento automóvel, torna-se impraticável. E há também a própria da molha que o movimento rápido das rodas dos carros me proporciona, já que ninguém abranda ao passar ali.

Resumindo, vou da bicicleta directamente para o duche. Poupo-vos os detalhes.

Tweets japoneses

A notícia da tragédia no Japão na sexta-feira passada tem sido badalada e rebadalada na comunicação social, normalmente com um enfoque no volume de destruição que o país sofreu.

Sem querer diminuir os efeitos do gravíssimo sismo e das sucessivas ondas do tsunami que destruiu tudo à sua passagem, gostaria de partilhar aqui o link para tweets japoneses (traduzidos para inglês), onde várias pessoas vão contando os pequenos gestos de ajuda que receberam de desconhecidos. Impressionou-me particularmente os sem-abrigo a partilharem os seus caixotes de cartão com as pessoas à espera de transportes públicos.

Para ler, emocionar-se e partilhar.

(via skinny la minx)

Beso Iker Casillas y Sara Carbonero

Porque o dia, depois de ver este filme, fica muito mais bonito.

Getting ready

abbrigate* yarns

It may seem like we´ve been quiet over here, but our facebook followers are aware of all the new things that are coming along here for abbrigate*. Our main piece of news is that we´re moving to Panama. And although it has a tropical climate, we´re not closing our business!

Fear not: our wizard-partner, Virgi, will be in charge of all the magic down here in Argentina and Billy will keep on designing and introducing exciting new products – and new materials! – to our shop.

We´re so excited about this! We are looking forward to showing you all the new designs we´re working on. In the meantime, we´ll leave you with some yarn photos. Who can resist these fantastic colours?

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abbrigate* yarns

Podría parecer que estamos muy silenciosas por acá en abbrigate*, pero aquellos que nos siguen en facebook ya saben que tenemos unas cuantas noticias para compartir! La más importante es que nos vamos a mudar a Panamá, un país cuyo clima… ajem, tropical! Pero no se preocupen porque nuestra querida hechicera Virgi va a seguir tejiendo lindos abbriguitos para todos los nenes del mundo, mientras que Billy seguirá diseñando nuevas prendas y incorporando nuevos materiales a la oferta de productos.

Estamos tan contentas con todos estos cambios y apenas podemos esperar hasta mostrarles todos los productos en los que estamos trabajando. Mientras tanto, les dejamos unas cuantas fotografías de los hilados de lana teñidos artesanalmente acá en abbrigate*. Que disfruten!

New model: Leafy Vest!

It took us several months to get this design ready from scratch: from the first prototypes until today, there was love and enthusiasm from the knitting-witches, all joined together to bring you…

Leafy vest em "laranja"

…the Leafy Vest!

It is designed for girls from ages 1 to 5 years old, perfect for using over a sweatshirt, during those chilly days of Spring – or Fall, in our case! The yarn used is 100% pure argentine merino, hand-dyed by ourselves.

We recommend hand-washing and flat drying before wearing and you´ll enjoy a warm, lightweight, breathable and water-resistant garment that will look good for years to come.

See available colours below and more photos here.

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Que alegría anunaciar la llegada de nuestro nuevo modelo, el…

Leafy vest em "menta"

…Leafy Vest!

Está diseñado para nenas entre 1 y 5 años de edad, perfecto para los días más fresquitos de Otoño – o Primavera! El hilado es pura lana merino argentina, teñida artesanalmente acá en abbrigate*.

Recomendamos lavarlo a mano y secarlo en plano previo a la primera utilización. Desupés, nada más hay que tener los mismos cuidados para que puedan disfrutar por mucho tiempo de una prenda abrigada, liviana, transpirable y muy resistente al agua.

Ver disponibilidad de colores abajo o más fotos.

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Que prazer poder anunciar a chegada de mais um modelo abbrigate*! Senhores e senhoras, meninos e meninas, apresentamos o…

Leafy vest em "melancia"

…Leafy Vest!

Ideal para a meia-estação, é tricotado com pura lã merino argentina, tingida artesanalmente.

Recomendamos uma lavagem à mão, seguido de secagem em plano, antes da primeira utilização para que as fibras estabilizem. Conservando os mesmos cuidados, este colete manter-se-á bonito durante muitos anos.

Para ver mais fotos, aqui.

Leafy Vest available in | disponible en | disponível em:
Leafy vests - available colours

This is fun

A dear friend of mine sent me this link earlier today and it kicked my day off with laughter. Knitting is fun.

Spring in Buenos Aires

Spring in Buenos Aires

Spring in Buenos Aires

Spring in Buenos Aires

November is the absolute best month to be in town, I believe. Not too hot, not too cold, full-bloom jacarandas spreading their violet coloured cloud everywhere. It´s just to nice outside to be stuck all day inside. Working outdoors is better than ever.

More photos here.

Mais rápido que a sua própria sombra

Essa é que é essa. Nem deu tempo para contar aqui no “Entre…” que por cá já começámos os nossos passatempos de Inverno, porque entre começar e acabar foi menos que um espirro. Enquanto o diabo esfregou o olho, o Paulinho terminou este puzzle. E sim, desta feita foi ele a fazê-lo quase todo, porque eu ando entusiasmada com a manta que estou a tricotar.

No primeiro dia ficou assim:

Ontem à noite estava assim:

Ontem ao fim da noite estava assim:

E esta, hein? Não há quem apanhe o rapaz… agora ganhou-lhe o jeito (e o gosto!) e ninguém o pára. Será que a seguir começa com o tricot?

Freelancer/Client Relationship In Real World Situations

Unfortunately this is one of the most frequent dialogues a freelancer has with a potential client. It´s hilarious to see it applied to other contexts, isn´t it? Still, it´s so sad to think that some professions are just not well treated and their work is not given its real value.

I believe that designers are, at least in part, responsible for this situation. I know that this is arguable, but there is always someone who agrees to cut his or her pay to get a job. Sometimes by sheer ignorance, sometimes by necessity, but they´re certainly not helping themselves in the long-haul, nor helping the design community.

What´s your take on the subject?

(Sent to me by a friend, via swiss miss.)