From making of

Learning by doing

#embroidery in progress: a preview of the #airembroideryclub April project. Metallic floss is tricky to use but I'm loving the way it looks.

I’ve been working on April’s project for the air Embroidery Club. This time around, I wanted to go back to the metallic floss I had bought for the December project, the holiday wreath. Back in December, I can’t say that I loved the experience of working with that floss. Actually, I hated it.

This month, though, I wanted to try it again. I started using one of the metallics on a personal project I’m developing (if you follow me on Instagram, you probably saw some pictures), and thought that the April Embroidery Club’s project would be a great way to experiment with it, too.

I was used to working with Cotton Perlé number 8, a really nice embroidery thread that gives a defined look to any embroidery. It’s very much like using a pen (on paper), so it was my obvious choice when transitioning to “drawing” on fabric. It comes in little balls, it doesn’t split, you work with it as is. It comes in many, many colors, so color lovers out there can imagine how happy I am when I enter a haberdashery and see shelves organized by color. My kind of happy place!

The metallics are a very different kind of floss, though. They come in little hanks and once I pulled the end of the floss, it immediately started splitting into six different threads. And because they are made of a man made fiber covering another fiber, they quickly become frayed with use, splitting even more.

So there are many adaptations to make in the way I embroider with metallics, one of them being cutting shorter lengths of floss each time I need to “restock” my needle. I also googled tips and some were useful, some were knot. (sorry, I couldn’t resist!)

This made me think how important the materials are when working, and how different materials condition the way we work. Different materials force us to adapt and use them in a different way. A cotton thread will never be the same as a mettalic floss, so the technique must reflect that difference, too.

This is a process for me, where I still don’t have a lot of answers to share with you. But this researching, this trial and error, this learning by doing make it all the more fun.

If you want to join the fun and learn by doing, sign up for the Embroidery Club today and receive this pattern in your inbox on April 1st. We have a really supportive facebook group where everyone shares knowledge and questions, and strangers become friends. We’re waiting for you!

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This will be my first time using metallic #embroidery floss. Coming soon to the #airembroideryclub.

Tenho estado a trabalhar no projecto de Abril para o nosso Clube de Bordado air. Este mês, quis voltar a trabalhar com os fios metálicos que comprei para o projecto de Dezembro, a coroa de Natal. Em Dezembro, não posso dizer que tenha adorado trabalhar com estes fios metálicos. Pelo contrário: detestei.

Este mês, contudo, quis experimentar outra vez. Retomei a minha relação com os metálicos num projecto pessoal que estou a desenvolver (já partilhei algumas fotos no Instagram), e pensei que o projecto de Abril do Clube de Bordado poderia ser uma boa forma de fazer as pazes com eles.

A verdade é que estava habituada a trabalhar de forma quase exclusiva com os fios Cotton Perlé número 8, um fio que confere uma grande definição ao ponto, um pouco como uma caneta de ponta fina confere definição ao traço no papel. Daí que essa tenha sido a minha primeira escolha quando fiz a transição do desenho no papel para o “desenho” bordado em tecido. Este fio é vendido em pequenos novelos, não se desfia (só ligeiramente na ponta que não vai ser usada), e pode ser usado tal como sai do novelo, sem qualquer preparativo. Vem numa miríade de cores, e acho que podem imaginar a minha alegria quando entro num retroseiro e olho para as estantes com os novelitos organizados por cores. É uma versão do paraíso, para mim! :)

Os metálicos são um fio muito diferente. Vêm em pequenas meadas e assim que se puxa pela pontinha do fio, ele começa logo a separar-se em seis fios mais finos. E porque são feitos de uma fibra artificial que cobre outra fibra, desfiam rapidamente quando se está a bordar.

A diferente natureza destes fios obriga-me a fazer adaptações na forma como bordo com os metálicos, sendo uma delas a de cortar porções de fio mais curtas do que cortaria se do Cotton Perlé se tratasse. Para aprender, também usei os recursos desta fantástica internet e pesquisei dicas para bordar com fios metálicos. Algumas foram muito úteis, outras nem por isso. Suponho que cada pessoa tenha a sua forma óptima de trabalhar, ditada pelas suas próprias contingências e gostos.

Todo este processo me tem feito reflectir sobre a importância da escolha dos materiais na forma de trabalhar, e como diferentes materiais condicionam os métodos de trabalho. Os materiais obrigam-nos a adaptar-nos às suas características de forma a usá-los da forma que mais os optimiza. Um fio de algodão mercerizado nunca será igual a um fio metálico, pelo que a técnica de bordado tem forçosamente de ser diferente.

Esta é uma aprendizagem valiosa para mim, que ainda decorre (e sempre decorrerá, imagino eu). Ainda não tenho muitas respostas para partilhar convosco, mas esta pesquisa, este processo de tentativa e erro, esta aprendizagem prática são um caminho que eu considero muito rico e ainda mais divertido.

Se quiser aprender fazendo, inscreva-se no Clube de Bordado hoje mesmo e receba esta receita na sua caixa de correio electrónico no dia 1 de Abril. Temos um grupo muito simpático no facebook onde todos partilhamos dúvidas, aprendizagens e experiências e estranhos se tornam amigos. Estamos à sua espera!

October’s zine in progress

making-of-airing-from-lisbon

October marks the seventh month-versary of our move back to Lisbon. It’s hard to think back objectively on the time that has passed: was it long ago? Or yesterday? It feels like it was yesterday, on the one hand; but, then again, so many things happened.

We traveled in March, received our sea-shipped furniture in May, felt at home in August. It’s October, Autumn is here; I’m now feeling the desire to cozy up indoors with my knitting needles – or pencil and paper! – and just enjoy work with a cup of tea.

Last week I showed you my studio and today I’m sharing a bit of the process of working on my zine.

I usually start by folding a sheet of paper in four, just like the zine. I jot down some ideas and start to write and distribute copy on the different “pages” to set pace and tone. Then I imagine what I’d like to use as illustration and start sketching!

When I’m happy with the sketch, I grab my favorite pen – or brush – and start inking.

This is where I am today as I’m writing to you. I’m documenting the process over on Instagram. You can check out my feedair_billy is my username – or search the hashtag #airingfromlisbon.

One of the changes I implemented over the summer was to change the accessibility of the zine. Although it is still free, current issues are only available to email subscribers.  It is thanks to you and your help spreading the word that I can keep illustrating, embroidering and knitting.

Speaking of which, tomorrow we will be meeting here in the studio for the first knitting workshop. I’m planning to add a new date for November. Want to join us? Let me know!

Have a great weekend!

*

Outubro marca o sétimo mesiversário da nossa mudança para Lisboa. É difícil pensar de forma objectiva sobre o tempo que passou: passou rápido? Depressa? Por um lado, parece que chegámos ontem mesmo; por outro, aconteceram tantas coisas entretanto…

Chegámos em Março, recebemos a mudança, que veio por mar, em Maio. Em Agosto sentimo-nos finalmente em casa. Agora que o Outono chegou a Lisboa, sinto vontade de voltar para o interior, beber um chá e sentar-me a desenhar, bordar ou tricotar.

Há dias mostrei-vos um pouco do meu atelier; hoje mostro-vos um pouco do meu trabalho. De momento, estou a trabalhar na edição de Outubro da minha zine, “airing from Lisbon”. Normalmente começo por dobrar uma folha em quatro, tal como a zine se apresenta, e anoto ideias. Vou mudando o texto de umas “páginas” para as outras até chegar à versão que mais me agrada, e depois passo aos esboços.

O passo seguinte é fazer a ilustração numa folha nova, primeiro a lápis e depois – como vêem acima – a caneta.

E é neste ponto que me encontro actualmente. Se quiserem acompanhar o processo, estou a documentá-lo com mais detalhe no Instagram: air_billy é o meu nome e estas imagens estão todas identificadas com a hashtag #airingfromlisbon.

Uma das mudanças implementadas durante o Verão foi no que diz respeito à acessibilidade da zine. Apesar de ser ainda gratuita, só está acessível aos leitores da newsletter. Se ainda não assina, basta clicar aqui! É graças ao vosso apoio que eu posso continuar a fazer o que gosto: ilustrações, bordado e tricot.

Por falar em tricot, amanhã é o nosso workshop! Em breve haverá nova data para Novembro – quem quer vir?

Bom fim-de-semana!

 

The third anniversary issue of “airing from Lisbon” will be embroidered…

Some progress on my embroidered illustration. #airingfromlisbon (actually in #bcn)

…and I have been posting regular photographic updates of the progress done on instagram and on the facebook page.

This is a very detailed and slow project but I feel that it works like therapy for me.

Make sure to follow @air_billy (on instagram and twitter) and “airing from Lisbon” (on facebook) and sign up for my newsletter, which will show you exclusive, behind the scenes images.

How about you? Are you working on any project that feels therapeutic?

Challenges and struggles

Best start to my day #painting #acryliconcanvas

Best start to my day II #painting #acryliconcanvas

I´ve mentioned here (too many times?) that my main challenge for 2012 is to paint everyday. I´ve been painting portraits, so far (I, II, III, IV), and I´ve felt different and mixed feelings about the process. Because of their nature – being a portrait, the portrayed should be recognizable – there´s an inherent lack of spontaneity in the initial steps, when faces and features are laid on the canvas. This has made me feel – more than once, I´m afraid – that I don´t want to “mess it up” in later stages… and there goes spontaneity again.

This has been a latent struggle in the work, so today I decided to tackle it by using larger brushes instead of fine ones and by putting more colours at once. It was a small step, I think, but a good one. The joy of painting is here again.

My first quilt

[flickrgallery setid=”72157629045866395″ limit=”10″]
Is this Thursday, already? Oh, wonderful, it means tomorrow is Making Friday (Skinny Laminx style). I have been dedicating it to my first quilt, and outstanding goal for 2011.

The top is sewn, so are the two back pieces, and the sandwich is made. Quilting is in progress, but being a beginner quilter, I prefer to take it easy and go slowly.

There were some challenges concerning the alignment (or lack thereof) – I realize, being a first-time quilter, I didn´t make my life any easier by choosing a pattern with two directions of alignment (horizontal and vertical).

Still, with all its quirks, this is a quilt I´m proud of, most specially for being my first one, yes, but also because it makes me happy to look at it, its colours and the way front and back match.

I´ll show again once finished, can´t wait!

Quilt top

Quilt top

The back

Needling

Embroidering the view from the top of the rock, in NYC

Easier to find the right colour like this

This is a long term personal project I´m working on. It involves embroidering sketches from trips… and then we´ll see if it goes where I think it is going.

So far I´m enjoying the feeling of using needle, floss and fabric as couloured pens and paper.

Whole flickr set, here.

“We´re in Panama!”, behind the scenes

It was time for a nice behind the scenes, “making of” post about issue 11 of my e-zine. Embroidery is a time consuming, very relaxing (albeit obsessive) job, and I love it more every time I use it as a technique. I´ve used it in January´s e-zine and in baby blankets. I find that the slight serendipity of the stitches provides a beautiful character to the technique, making it very expressive.

So, to show you around a bit, it all starts with sketches:

01. sketching

I scan them and make the layout in the computer, enlarge it and print it. It´s time for transfering the page onto the cloth to be embroidered. I use a very sophisticated lightbox – the window:

02. transfering

Then it´s time to take my needle and embroidery floss out of the box and start stitching, without fear:

03. embroidering

And go on stitching…

04. embroidering continues...

… and stitching.

05. ...and continues...

All text is embroidered too. I check three times and just hope for no typos:

06. letters are embroidered too

Then on to the reverse side:

07. on to the reverse side

And a good wash in the end to remove all graphite stains:

08. washing

You can see the whole flickr set here. Just don´t miss the zine itself!

Making of IF_Breeze

Making of IF Breeze_05

I´ve just uploaded a new series of images with the process of making IF_Breeze´s papercut. To check it out, click here. Hope you enjoy it!

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Uma nova série de fotografias com o processo de trabalho para a ilustração IF_Breeze, de ontem, foi colocada aqui. Espero que gostem!