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Anita no Trabalho

Sketching in beautiful and picturesque #Prague

Decisions, decisions. Where shall we go next? #Prague

Hoje é dia de editar mais um episódio da #anitanotrabalho, o #podcast sobre empreendedorismo no feminino. Todos os episódios disponíveis em http://www.anitanotrabalho.com

#knitting a new #shawl with #linen I brought from Barcelona. Much to my surprise, I'm loving working with it. I expected it to be hard and difficult to work with - it's not. Can't wait to get back to it, because #neverenoughshawls

#embroidery takes me to that place of calm and wonder. Playing with colors, shapes and textures in this way feels exactly like that: play. So glad this is also work. Join the #airembroideryclub or learn how to embroider: Http://www.airdesignstudio.com/emb

Ler em inglês
Este é o título do podcast que criei, juntamente com a Eliana Soares, e que já vai no seu quinto episódio. Mas é também um pouco o meu estado nestas últimas semanas, entre o curso de formação de formadores que estive a fazer (e que adorei) e os vários feriados, que apesar de maravilhosos nos sobrecarregam os dias de trabalho.

Nesses tais dias de descanso fiz coisas maravilhosas, como ir a Praga, onde revi um primo que não via há… hmmm… demasiados anos; e encontrar nos voos de ida e volta um casal que conheci em Macau, tinha eu nove, dez anos. Tantos anos a viver praticamente ao lado uns dos outros e vamos encontrar-nos noutro país!

Em Praga andámos e andámos e andámos por todo o lado, o meu conta-passos regalou-se com tantas estrelinhas que me pôde atribuir, e eu regalei os olhos pela arquitectura da cidade. A promessa de mau tempo não foi cumprida, e acabámos por ter uns dias bons, quentes e de sol. Praga é como eu imagino que seriam muitas cidades alemãs antes da guerra, elegante e charmosa com o seu rio cheio de consoantes e poucas vogais, o Vltava.

Nos dias em que não passeio (que são quase todos, vá!), tenho-me dividido entre trabalho para clientes, trabalho para potenciais clientes, Clube de Bordado, tricot e muita Anita no Trabalho. Estou a adorar este projecto, esta sensação de não fazer a menor ideia se estou a fazer bem, mas fazer à mesma. Estou a gostar de ter este espaço de reflexão sobre o empreendedorismo no feminino, dos seus desafios e alegrias, e estou a gostar de perceber, pelo feedback que vamos recebendo, que esta é uma temática que precisa de ser discutida. (Por falar nisso, ontem publicámos o episódio número 5, o primeiro com uma convidada.)

E por falar em bordado, e em workshops, e agora que terminei o meu curso de formação de formadores, estou a planificar uma oferta mais estruturada e completa de cursos e workshops de bordado e tricot para o próximo Outono. (Enquanto o Outono não chega, o curso online e gratuito de bordado está disponível aqui.)

Votos de um bom fim-de-semana a todos!

*

“Anita no Trabalho” is the title of the podcast I co-created and co-host with Eliana Soares. It translates as “Anita at work”, and alludes to several different childhood memories of our generation, while at the same time hinting at the balance between work and personal life. This podcast is now in its fifth episode and has been filling my life both with quite the workload and a lot of pleasure – because through it I’ve been connecting with wonderful people (starting with my co-host and going on with guests and listeners who get in touch).

“Anita no Trabalho” has also been my mood lately: I attended an intensive course to train trainers (I don’t know if there’s an equivalent for this course in other countries, but basically we are taught how to teach) and this course took a large chunk of my time. June is also a month with several bank holidays, and this time around they fell conveniently on a Friday (Portugal National Day on June 10th) and on the following Monday (Lisbon’s Municipal Holiday, Saint Anthony). These breaks are absolutely wonderful, but they also mean that the remaining work days are busier than they should.

During those rest days, we flew to Prague, where I met a cousin I hadn’t seen for… hmmm… ahem… too long. And on our flight there, and on the flight back!, I saw a couple I first met when I was a kid, almost thirty years ago. Amazing how you can live almost next door to someone and never cross paths – and meet your neighbor in the least expected place!

Prague is a very walkable city (at least in the Summer, I can only imagine how unwalkable it must be in sub-zero temperatures). My fitbit held its own party on my wrist with all the record-breaking step count I logged during those days. We were promised bad weather and had wonderful weather instead, which meant that we could walk and enjoy the beautiful architecture everywhere. Prague is how I imagine many German cities were before the war: charming, majestic and elegant, with its consonant-rich river, the Vltava.

In all the other days, I’ve been dividing my time between client work, work for potential clients, the Embroidery Club, knitting and lots and lots of podcast work. I’m throughly enjoying this project, the feeling that we have no idea of what we’re doing, but doing it anyway. I love the fact that we are creating a space to think about what it means to be a female entrepreneur in our country these days. And it’s wonderful to connect with our listeners, and realize that this was something that was necessary and is striking a chord. (By the way, episode 5 just dropped, and it’s the first with a guest!)

Speaking of embroidery, and workshops, and my training as a trainer, I’m currently designing new, more structured and comprehensive embroidery and knitting courses and workshops for next Fall.(And until the leaves turn, you can still learn how to embroider with the free, fun and fantastic embroidery e-course.)

Have a great weekend!

Um novo projecto: o podcast Anita no Trabalho

Read in English

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Olá, olá! Nem acredito que já passou um mês de ausência aqui do blog. Muita coisa aconteceu neste último mês, sendo que uma delas, das mais importantes, por sinal, foi o lançamento do podcast Anita no Trabalho, um podcast sobre empreendedorismo no feminino que lancei juntamente com a minha amiga Eliana Soares.

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A história deste podcast já vem de há uns meses atrás: depois de no Outono termos falado sobre o tema, foi só entrado o ano de 2016 que conseguimos, finalmente, sentar-nos a trabalhar no podcast e a pô-lo a funcionar. No fundo, sentíamos que faltava um espaço de reflexão sobre a experiência de sermos empreendedoras em Portugal, um espaço onde pudéssemos discutir e partilhar os desafios com que nos fomos deparando nesta vida de trabalho por conta própria no feminino, e as estratégias que fomos encontrando para superar esses obstáculos.

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Com o lançamento do site e a criação da secção “Querida Anita”, queremos também abrir a antena à participação de todos quantos nos queiram escrever e que queiram partilhar um pouco da sua experiência, quer seja semelhante, quer não.

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Convido-vos então a irem ouvir os episódios que já estão disponíveis no site do podcast Anita no Trabalho. Em breve, estará também disponível no iTunes. E, já agora, aproveito para vos pedir que façam “like” na página de facebook e que partilhem os episódios com as vossas redes, e que não se coíbam de partilhar as vossas experiências connosco com a Anita. 🙂

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Quanto ao logo do podcast, não poderia deixar de ter uma parte bordada, não é? Para além de adorar a ideia do contraste do bordado – e de toda a conotação de lavor feminino que tem – com a vida de empreendedora contemporânea, sempre com uma presença digital importante, achei que essa ideia seria uma boa metáfora para o que desejamos conseguir com este podcast, um espaço de reflexão e de partilha dos desafios que a vida de empreendedoras, enquanto mulheres, nos coloca.

Neste post, poderão ver algumas fotografias do making of do bordado. Espero que gostem!

Links úteis: site da Anita no Trabalho | Facebook da Anita no Trabalho 


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Hi everyone! I’m so sorry for the radio silence here.

Uh, funny that I describe it as “radio silence”, given that this whole post is about a podcast!

Yes, this is an announcement: my friend Eliana Soares and I launched a couple of weeks ago a new podcast called “Anita no Trabalho“. It is all in Portuguese, I’m afraid, but there is a good reason for it: there aren’t many spaces to reflect and share experiences about entrepreneurship for women in the Portuguese sphere, so we thought it was high time we created one.

If you speak Portuguese or know someone who does, please come listen and share our podcast with your networks. We truly appreciate it!

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And a note on the embroidered artwork: both Eliana and I thought that it would be a wonderful visual metaphor to embroider the logo, mixing elements of a woman entrepreneur’s life with a technique that is somewhat anachronistic and described as being “old-fashioned” and “for grannies”. Here are a few pictures of the process behind the final artwork. Hope you enjoy them!

Useful links: Anita no Trabalho’s website | Anita no Trabalho’s facebook page

Finding the well – and filling it

Walking in #Lisbon #Lisboa #lisbonlovers #mycity #artistswhowalk #tiles #Azulejo #dspattern #p3top #mytinyatlas

On my walk home, yesterday, I took a different path a noticed different things. Like this roof shaped like a cone, a tiny urban castle in #Lisbon #Lisboa #lisbonlovers #artistswhowalk

Ler em português

I like routines. I love them, actually. I love the security they give me, the feeling of knowing what comes next. I like to see the same faces in the bus, each morning; I like to look outside and be able to tell the time, just by gauging the luminosity. I like predictability, I like to have patterns framing my days.

But there are moments when breaking these beloved routines is the best – and most enjoyable – thing possible. Yesterday, I was sitting in front of the computer, feeling stuck and dry and something needed to be done about that. I decided to head home, but instead of taking my usual, direct path, I wandered through streets I never passed before.

I carried my head looking up and my eyes wide open and noticed anything that was different – a lot was different, just by taking a different route. My rule: avoid the streets I already know, take those that I don’t.

While walking, I noticed the Bougainvillea right next door sports flowers with two different colors. Or… are these two intertwined plants?

I found cone-shaped rook, like a fairy tale castle, smack in the middle of Lisbon, a stone’s throw away from my studio.

I crossed a little square, and found a beautiful dry well, hidden in plain sight, just a few steps away from a main avenue I often walk.

While I walked, I felt that little child that lives within me jumping with joy, looking at those potted flowers, that beautiful sign, the wonderful house surrounded by buildings. When I got home, my legs were tired, but my well was filled with creative energy.

If you, too, are craving to restore your inner creative well, join us today over at the air Embroidery Club and start stitching our November project.

You don’t know how to embroider? Learn free.

*

Is this one Bougainville plant? Or two different, intertwined plants? I spotted flowers in two colors and marveled at the show nature puts on for us. #Lisboa #Lisbon #artistswhowalk

I found this dry fountain, hidden in plain sight, just a few steps away from my usual path. #Lisboa #Lisbon #lisbonlovers #dslooking #mycity #artistswhowalk #wandering #mytinyatlas

Eu gosto de rotinas. Gosto. Gosto da segurança das rotinas, de saber o que vem a seguir. Gosto de encontrar as mesmas caras no autocarro, gosto de saber as horas olhando só para a luminosidade exterior, gosto de padrões previsíveis que se repetem e que enquadram os meus dias.

Mas momentos há em que gosto de quebrar essas rotinas, e de fazer algo completamente diferente do habitual. E então ontem, ontem mesmo, estava num daqueles momentos em que já não adiantava nada em frente do computador e decidi que precisava de ar. Arrumei as minhas coisas e preparei-me para ir para casa. E assim foi: fiz-me ao caminho, sem pressa, e por ruas por onde não costumo ir.

Fui de olhos bem abertos e de cabeça bem atenta a tudo o que era diferente, inesperado. A minha regra: escolher a rua desconhecida, caminhando na direcção de casa, mas não pelo caminho mais directo.

Neste passeio, notei que a buganvília mesmo aqui ao lado tem flores de duas cores – ou serão duas buganvílias juntas?

Encontrei um telhado cónico, qual torre de castelo de fadas, bem aqui no centro da cidade.

Passei por largos que nunca tinha visitado, e encontrei uma fonte, escondida, ainda que perfeitamente à vista, a dois passos de uma avenida onde passo frequentemente.

Enquanto caminhava, sentia a criança dentro de mim aos saltinhos, a apontar para aquele canteiro de flores, para aquele sinal luminoso, para aquela moradia ali, no meio dos prédios da cidade. Cheguei a casa cansada, mas cheia de energia criativa.

O bordado de Novembro do Clube de Bordado air, baseado num desenho da vista que tenho aqui do Príncipe Real, já está em caixas de correio por todo o mundo. Ainda vai a tempo de a bordar, também! Basta aderir ao Clube.

Se tem curiosidade mas não sabe bordar, aprenda, gratuitamente, aqui.

You’ve been waiting too long

Ler em português
You’ve been waiting to start making things for too long.

I know I have.

After a while, I start to feel the itch to make again. Maybe it happens because I look at some supplies (hello pastel crayons, it’s been way too long!), or see a picture of yummy knitting yarn on my instagram feed. Sometimes I pass by my local yarn shop and marvel at the colors. Sometimes I go by my favorite street and see the shop windows and imagine all the embroidery floss inside, waiting for me. The need to make something with my hands starts creeping in, like weed through the cracks on a wall of to-dos.

But then life happens, and I’m in a hurry to get to the studio, or to get home to be with my baby, and suddenly days go by and I haven’t started anything, I haven’t felt the satisfaction of seeing a project grow between my hands.

When I feel that pang of frustration, I know it’s time to do something about it.

When rushing from one place to the other, I try to envision what it is that I want to try my hand at. Do I want to start sewing? Do I need to get back to my paints and canvas? Do I need something small and portable? Something I can take with me anywhere? Something that does not need a lot of logistics?

That’s my first step: to find out what I want to make. Believe it or not, it’s a big part of the project.

When I set my mind on the project I want to pursue, I use my commute to mentally gather the supplies. What do I need to get? What do I already have? How am I going to solve this problem? Or that other one?

And when I finally have those ten minutes while the baby plays by herself, I can execute. I know what I want to make, I know the supplies I need, and that means I can roll my sleeves up and get elbow deep into my project.

And it’s amazing how ten (very fast) minutes can give me a sense of accomplishment and happiness, just because I took a step – be it a tiny one, or a large one – towards making. And making? It makes me happy.

How about you?

(Hey, just a reminder that the price for the air Embroidery Club will go up on September 1st. To join our lovely, friendly, supportive community of makers at the current price, do so today! We can’t wait to have you there. And you know what? Embroidery is a great way to take your “making” with you wherever you go!)

*

Há demasiado tempo que quer começar algo novo. Não há?

No meu caso, sim: há demasiado tempo que quero encetar um novo projecto; e tão pouco tempo para tudo o que quero fazer.

Há momentos da vida em que os dias passam a correr e nós, presos a todas as obrigações, andamos de um lado para o outro, numa correria, sem nos permitirmos pensar duas vezes sobre o assunto. Mas a vontade de fazer, em mim, manifesta-se de forma sorrateira. Começo a sentir a aparecer a vontade de fazer, como se de um pedacinho de erva, entalado entre duas grande pedras, se tratasse. Vejo as cores dos meus pastéis secos, guardados no armário; vejo um novelo lindo de lã no instagram; toco num tecido, ou sinto o relevo de um bordado na polpa dos meus dedos. Há dias em que passo na minha rua favorita e penso na paleta de cores de fio de bordar lá dentro das retrosarias, à minha espera. E sinto essa vontade de fazer.

Mas como fazer esse fazer acontecer? Os dias passam-se entre casa, bebé, atelier. Sem que eu dê conta já é fim do dia, outra vez, hora de jantar, banho e cama. Passa num instante. E de repente passou demasiado tempo desde que senti a satisfação de completar um projecto meu, feito por mim, com as minhas mãos.

Quando sinto essa frustração, sei que é o momento certo para avançar.

Começo por aproveitar aqueles momentos em que espero o autocarro para voltar a casa, ou vou a caminho de uma reunião, para pensar no projecto que quero encetar. Que quero experimentar desta vez? Quero brincar com os meus pastéis secos? Ou tricotar uma gola? Será que é das minhas tintas e pincéis que tenho saudades? Ou quero bordar um tecido? Quero algo que requeira alguma logística? Ou algo portátil, que venha comigo para todo o lado?

Esse é o meu primeiro passo, e por incrível que possa parecer, é quase metade de todo o projecto.

Quando decido qual o caminho, uso os pedaços de tempo para reunir mentalmente os materiais que preciso: quais já tenho? Quais preciso comprar? Onde os encontrar?

E chegado o dia em que tenho aqueles breves dez minutos enquanto a bebé brinca sozinha… nesse momento eu posso, simplesmente, arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Porque já sei o que quero fazer, já reuni os materiais, todos os preparativos estão feitos para, simplesmente, pôr mãos à obra.

É incrível quão rápido passam esses dez minutos e, ao mesmo tempo, a sensação de satisfação que tenho por os ter aproveitado bem, a ser feliz. Porque eu sou feliz a fazer coisas com as minhas mãos, e todos os passos, por pequenos que sejam, me aproximam dessa meta. Podem ter sido só dez minutos, mas valeram por mais, pela alegria que me trouxeram.

Passo a palavra ao caríssimo, ou caríssima, leitor. Que o faz feliz? E que passos dá para ser feliz?

(Antes de me despedir esta semana, quero só recordar que o preço para aderir ao nosso Clube de Bordado air vai subir no dia 1 de Setembro de 2015. Inscreva-se hoje mesmo para se juntar à nossa comunidade de gente amiga pelo valor actual. E sabe que mais? Os projectos bordados são óptimos para levar de um lado para o outro e satisfazer o “bichinho” do fazer em qualquer lugar e a qualquer momento!)

Baby blanket: complete!

I do not condone graffiti (only of the knitted kind). #knitting #lisbon #lisboa #jardimdaestrela

Just before leaving for our vacation, on the day of the flight, actually, I woke up a bit before my two sweeties and got to work: I had a blanket to finish! I was so close to completing it, just a few ends to weave in and two tassels to make, I wanted to get it done before leaving. So I did.

I only got around to photograph it last weekend, but here it is: the first item I knitted for my daughter, a baby blanket. It’s Purl Soho’s Colorblock Blanket (ravelry details here), knitted with 14 hanks of 10 different colors of Lopo Xavier’s Phoebus wool yarn.

This has been such an important project for me. Those of you who just joined this community may not know, but this has been a pivotal blanket in my healing process after the birth of my twins and the death of my baby boy, almost one year ago (it will be one year next week). For several months after the trauma, I didn’t feel like picking up my needles and this project was the first one after taking up knitting again.

It has accompanied me during the last few months, and every new color marks a new stage in my healing. It’s a simple enough project that I felt like knitting, and interesting enough to keep me motivated with its different colors.

And the yarn, have I mentioned the yarn? It’s lovely, lovely, not as soft as merino, no, but certainly soft and squishy that I want to keep the blanket in close contact with my skin – I mean, ahem, I want to use it all the time to cover my daughter.

I wrote and posted pictures about knitting this blanket in multiple occasions: here, here, here, here.

How about you? How do you feel when you finish something you are making (baking, knitting, sewing, crafting…)?

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Baby #blanket: finished! The weather is now too hot for a woolen blanket, but there's always next winter (and many more, I hope). Soon to be on the blog (or in your mailbox, if you signed up for email updates). #knitting

Terminei a manta! Sim, terminei a primeira mantinha que tricotei para a minha bebé, precisamente no dia em que partimos para as nossas férias no Oriente. Já me faltava tão pouco para terminar – umas pontas para rematar e duas franjas para fazer – que não queria mesmo ir embora sem deixar esse assunto “arrumado”. E assim foi. Levantei-me antes dos meus queridos e terminei o que faltava e bum!, sem saber ler nem escrever tinha a mantinha da minha fofinha terminada.

Com a viagem, e todos os afazeres que normalmente nos aguardam quando voltamos a casa, só consegui fotografar a manta no fim-de-semana passado, num passeio muito divertido com os meus queridos no Jardim da Estrela. Houve patos afugentados e algum perigo e mistério, mas conseguimos registar a primeira peça que tricotei para a minha bebé. A receita é “Colorblock Bias Blanket da loja Purl Soho de Nova Iorque Colorblock Blanket ( todos os detalhes no ravelry), tricotada com 14 meadas de 10 cores diferentes da lã Phoebus da Lopo Xavier, no Porto.

Este projecto foi – é! – tão importante para mim. Os leitores mais recentes talvez não saibam que esta mantinha tem sido um ponto de viragem no meu processo de luto após o nascimento dos meus gémeos e da morte do meu rapazote, há quase um ano (um ano na semana que vem). Apesar de ser uma tricoteira fanática, não tive a menor vontade de pegar nas agulhas durante vários meses após o trauma. E este foi o primeiro projecto que me fez retomar o prazer do tricot.

Esta manta tem-me acompanhado durante os últimos meses, e cada nova cor marca uma nova etapa do meu processo de luto e recuperação. É um projecto simples o suficiente para me motivar para o tricot, e interessante o suficiente para não o abandonar a meio (se bem que eu não sou de abandonar projectos a meio, mas uma pessoa fica virada do avesso).

E a lã, já falei aqui da lã? É maravilhosa, fantástica. Não tão suave quanto o merino, é certo, mas suave e fofa o suficiente que desejo tê-la sempre colada à minha pele. Digo, a cobrir as pernocas da minha bebé, que é para quem a mantinha foi feita. Aham. Se é que me faço entender. 😉

Já aqui escrevi (e partilhei fotos) sobre esta manta em várias ocasiões: aqui número 1, aqui número 2, aqui número 3, aqui número 4.

E o meu caríssimo leitor? Que projecto terminou recentemente? E como se sentiu? Quero saber tudo (por mail ou comentário abaixo). Obrigada!

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Last week we went to the opera

Looking around me in the opera house, the Teatro Nacional de São Carlos, I saw #pattern everywhere. #lisboa #lisbon #p3top

When our president ones to the opera, he gets to see it from here. Wouldn't it be fun to watch from there? #lisboa #lisbon

And I loved it, for many reasons. We went to see La Cenerentola, by Gioachino Rossini, an opera we watched on tape, as kids. We left the baby at home and got ready to enjoy an evening out.

Everything was delightful: the opera house, our Teatro Nacional de São Carlos, officially opened in 1793 and is still a beautiful building. It has an old time charm impossible to replicate in newer buildings. There are patterns everywhere, beautiful details wherever my eyes looked. When entering the building I somehow expected to see women with puffy dresses and men wearing wigs.

When the show started, the music itself made me travel in time, this time to my childhood (which took place in a closer decade, albeit not in this century). I discovered that I still remembered certain stretches of music, tiny bits of text here and there. At one point I had to stop myself from singing along: I wouldn’t want to ruin the experience to the other people in the audience!

It was magic and fun, and I hope to be able to go again sometime soon.

How about you? Did you do something different lately? Anything that took you traveling back in time?

P.S. – Did you read about the air Embroidery Club over at Portugalize.me?

*
More #patterns everywhere, this one during the intermission. #lisboa #lisbon

Looking up, beautiful #type (and more). #listype #lisboa #lisbon  #p3top #pttype

Na semana passada fomos à ópera, ao nosso São Carlos, para ver La Cenerentola, de Gioachino Rossini, uma ópera que víamos, em crianças, em VHS (que é uma tecnologia tão século passado!).

Tudo, neste serão espectacular, foi maravilhoso: o São Carlos, inagurado em 1793, só por si é um edifício lindo, com um charme impossível de replicar em edifícios mais modernos. Onde quer que os meus olhos pousassem, havia detalhes lindos, deliciosos. Ao entrar, confesso que quase, quase esperei ver homens com longas perucas brancas e mulheres com vestidos de saias largas.

Quando a ópera começou, a viagem no tempo levou-me à minha infância (que aconteceu numa década mais próxima, ainda que no século passado). Não pensei que fosse possível, mas ainda me lembrava de alguns trechos – e dei por mim a ter de controlar a minha vontade de “acompanhar” os cantores! Não quero arruinar a experiência da ópera a ninguém…

Foi mágico, lindo, magnífico, e espero poder voltar em breve.

Passo-lhe a palavra a si, caro leitor: que viagem fez no tempo ultimamente?

P.S. – Esta semana estou no Portugalize.me a falar sobre o Clube de Bordado!

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On identifying as an artist

About dreams and what they're made of. A personal #embroidery project in progress. Right now I'm loving to use this metallic floss in a very intuitive, step by step, way. It feels a lot like painting, in the sense that there is no project, and there are n

For the past few weeks, I’ve been reflecting a lot on my work, and how I’m making a deliberate turn into a more artistic path. This turn is scary: how am I going to call myself an artist? How do I dare even think I can make a living out of an artistic pursuit? How can I apply such a big “label” (being an “artist”) to my humble practice?

(This may seem trivial, but my heart is racing while I type this. Please be patient with me.)

Coincidentally, this week I listened to two recordings with Lisa Congdon, a well known artist, author and blogger from the Bay Area, currently relocating to Portland. The first one, her keynote speech at Alt Summit; the second one, a conversation with Srini Rao from the Unmistakable Creative podcast.

In both recordings, Lisa addresses this difficulty of identifying as an artist, and how she felt an impostor because she hadn’t attended art school and was mostly self-taught.

This made me think a lot about whether attending art school was, for me, the necessary validation to identify as an artist. And I must say: NO. Attending art school was not a factor that made me feel confident about that, quite the opposite.

Now, I don’t know how artistic education is in other countries, or even in other universities, so I can only speak of my experience at the Fine Arts Faculty of the University of Lisbon. And my experience was not great. Let me be clear about this: I believe the curriculum was comprehensive and interesting; but in the end it is always about the people, isn’t it?

I had a few excellent professors, and excellent probably does not begin to describe them. They were so keen on having the students learn and explore, they gave their everything to see that happen. Then I had several professors who were good, but not great.

And I had a some very bad professors, who were envious of students’ talents, who saw us as competition, who made sure to show their power in a demeaning way. These were the minority, but unfortunately they were assigned a large part of the curriculum of the last portion of our five year education.

So, no, art school gave me a lot of tools and some very good friends, but it didn’t help me identify as an artist, quite the opposite. These few professors made me feel like I would never ever be good enough, whatever path I would choose. At that point I was already working at a design and illustration studio where my work was appreciated, so I put these men’s words behind my back and carried on working and exploring.

A few years later, in 2007, I moved to Buenos Aires, Argentina. After the initial turmoil, I started taking a painting class, with live model, a supporting group of students of different backgrounds and a wonderful teacher. In his classes, the experience of art was very connected to the enjoyment of making it, and he just assumed that all of us, independent of skill level, were artists. This experience turned out to be pivotal in my enjoyment of making art. I still didn’t consider myself an artist, but I felt wonderful and freer than ever when playing with color and paint. It was fantastic.

Fast forward to a few weeks ago, when I had lunch with a friend and we had a conversation that sparked something in me. In short, it made me embrace embroidery as my new creative medium. Her words made me feel a wave of creative energy and I rushed back to the studio, to start right away. I immediately felt “in the zone”, and felt that flow of stitches forming shapes and things happening both in my mind and on my embroidered fabric. I dared to try something new, and dared to stretch out of my comfort zone. And as much as I still struggle to identify as an artist, I am coming to terms with exploring this new, more “artistic”, expressive, personal path, with my beloved medium of embroidery.

As a kind of conclusion, but not exactly: Lisa ends up mentioning, in her Alt Summit speech, how she had a lightbulb moment when watching a documentary about a famous artist, who, at the apex of his career, still struggled with insecurity about his work. She realized, then, that there may never be a moment when she feels she has “arrived”. I’m glad to know this, because it frees me from pursuing an end, instead focusing on the process of creating and exploring.

*

It's growing, a few stitches a day. #airembroideryclub

Nos últimos tempos, tenho vindo a reflectir bastante sobre o meu trabalho e a fazer uma incursão deliberada num caminho mais artístico. Esta mudança de rumo é assustadora: como é que vou ousar assumir-me como “artista”? E como me atrevo sequer a pensar em eventualmente conseguir ganhar dinheiro e viver de projectos artísticos? Como é que sequer ouso pensar na minha prática como “artística”?

(Estas questões podem parecer triviais, mas o meu coração acelerou enquanto escrevia isto. Por favor sejam pacientes comigo.)

Coincidência (ou não), esta semana ouvi duas gravações com a artista Lisa Congdon, pintora, ilustradora, autora e blogger que vive na costa Oeste dos Estados Unidos. A primeira gravação é o seu discurso de abertura da Alt Summit, no Inverno que passou; a segunda é uma conversa com Srini Rao, do podcast Unmistakable Creative.

Em ambas as gravações, Lisa Congdon fala desta dificuldade de se identificar como artista, e como sentiu o complexo do impostor por não ter frequentado uma escola de artes e ser auto-didacta.

Isto fez-me pensar se, no meu caso, frequentar a Faculdade de Belas Artes teria contribuído de alguma forma para me ajudar a identificar como artista. E não, de todo, pelo contrário.

Como não sei como é o ensino artístico noutros países, aliás, nem sequer noutras universidades portuguesas, só posso falar da minha experiência na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. E a minha experiência não foi magnífica. Vamos ser claros: penso que o currículo era (já mudou) amplo e interessante; mas no final, o que é realmente importante são as pessoas, não é?

Tive alguns professores excelentes, sendo que “excelente” nem sequer lhes faz justiça. Eram tão empenhados e queriam tanto que os alunos aprendessem e explorassem, davam o tudo por tudo para que isso acontecesse. Depois tive alguns professores que foram bons, mas não óptimos.

E finalmente tive alguns péssimos professores, pessoas invejosas do talento e da juventude dos alunos, que viam os estudantes como concorrência e manifestavam o seu poder esmagando aqueles de quem não gostavam. Estes professores foram a minoria, mas infelizmente acabaram por ter um peso bastante grande na última parte do nosso curso de cinco anos.

E por isso, não, frequentar a Faculdade de Belas Artes não me ajudou a sentir mais segura das minhas capacidades artísticas e a identificar-me como parte do mundo da arte, muito pelo contrário. Estes poucos professores procuraram sempre esmagar qualquer impulso criativo que não fosse alinhado com as suas ideias, e sempre se esmeraram por fazer sentir os alunos como incapazes e insuficientes. Felizmente nesta altura já estava a trabalhar num atelier onde me sentia muito realizada e o meu trabalho era apreciado, pelo que consegui pôr para trás das costas a pesada herança destes homens e continuei a trabalhar e explorar pelos meus próprios meios.

Uns anos mais tarde, em 2007, mudei-me para Buenos Aires. Depois do rebuliço da adaptação inicial, comecei a frequentar aulas de pintura com modelo vivo, um grupo de alunos com diferentes experiências e um professor maravilhoso que fazia críticas objectivas e construtivas aos nossos trabalhos. Nas suas aulas, a experiência da arte ia de mãos dadas com o prazer pela arte; foi o primeiro professor que tive que simplesmente assumiu que os que ali estávamos éramos artistas, independentemente das capacidades pictóricas. Este período acabou por vir a ser fulcral no meu percurso, por me permitir contactar com um conceito diferente de “aulas de arte”, e por entender que o prazer ao fazer arte é, esse sim, parte fundamental da experiência artística.

E é aqui que avançamos no tempo até há umas semanas atrás, momento em que tive uma conversa com uma amiga que despertou qualquer coisa em mim: algo nas suas palavras me fez abraçar, sem medo, o bordado como meio de expressão artística. Senti uma onda de energia criativa enquanto falávamos. Regressei a correr para o atelier para começar imediatamente a bordar, para pôr no tecido as imagens que me estavam a surgir na mente. Ao bordar, senti logo essa sensação de fluidez que caracteriza esses momentos de criação; cada ponto, cada imagem parecia fluir através de mim, cabeça, mão, agulha, linha, tecido. Nesse dia, e desde então, tenho ousado tentar enveredar por caminhos desconhecidos para mim e esticar-me para fora daquilo que sei que posso fazer. E por muito que me custe ainda identificar como artista plástica, estou a ganhar a confiança necessária para explorar este caminho mais expressivo e pessoal, através desta técnica que adoro que é o bordado.

Em jeito de conclusão: Lisa Congdon acaba por mencionar no seu discurso na Alt Summit como teve um momento de clareza ao ver um documentário sobre um artista famoso, que, no topo da sua carreira, ainda sentia muita insegurança sobre o seu trabalho. Ela entendeu, nesse momento, que provavelmente nunca vai sentir que chegou a um patamar de segurança. Pessoalmente, parece-me que esta é uma constatação positiva, pois tal como a ela, também a mim me liberta de procurar esse momento longínquo em que vou sentir isto ou aquilo, e focar-me no processo, no que está a acontecer neste momento.

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New knitting workshop coming up!

The adventure starts now!

Living in a city where it never snows, this is the most exotic thing ever for me, and I love it.

While we were away, there was time to work on next month's #airembroideryclub #embroidery project. Having a photo session with snow was very exotic for me!

During our short break, I reached the widest point on the Colorblock Bias blanket #knitting

These last few days were spent away on the mountain, taking a little break from work. It was our first time away from baby A., who in just a week grew teeth and learned many new things with the help of her grandparents, aunties and cousins. I missed her incredibly but had a good time, too. And found lots of time to knit and embroider!

I reached the widest point on A’s blanket, and started color number six, out of ten. (Ravelry page here.) I did have a little mishap with my KnitPicks interchangeable needles cable, as the cable itself came apart from the join. I love these needles but this has been a recurrent problem – and these cables are difficult to replace, at least here in Portugal.

I also had a lot of fun stitching my air Embroidery Club project for the month of March. Progress was swift with just a little uninterrupted embroidery time every day after skiing. So much fun!

And now we’re back home in Lisbon, all set to get back to work, with a new knitting workshop coming up. Yay!

Join us on March 7th, 9.30am to 1.30pm. Find more information and sign up here.

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Olá!

Os últimos dias foram passados na montanha, a gozar umas mini-férias, as primeiras sem a nossa pequena A. Em apenas uns dias, nasceram-lhe dentes, aprendeu gracinhas e muitas habilidades novas, com a ajuda dos avós, das tias e das primas, que muito a mimaram enquanto os pais estiveram fora. Tive muitas saudades dela mas aproveitei para bordar e tricotar nas (imensas!) horas vagas depois do esqui do dia.

Cheguei à diagonal máxima da mantinha que estou a tricotar para a A. e comecei a sexta de dez cores. (Detalhes aqui.)

Tive uma pequena aventura com o cabo das minhas agulhas KnitPicks, que decidiu soltar-se da parte metálica a meio do caminho! Já tentei comprar novos cabos, mas essa tem sido toda uma aventura.

Também aproveitei para bordar o projecto de Março do Clube de Bordado air. Já não estava habituada a ter tanto tempo livre, por isso em poucas sessões pude avançar bastante. Aproveitei para fazer uma sessão fotográfica na neve, coisa super mega exótica para mim. 🙂

Agora estamos de volta a Lisboa, cheios de energia e vontade de trabalhar, e com nova data de workshop de tricot já marcada:

Venha aprender a tricotar dia 7 de Março, das 9.30 às 13.30. Mais informações e inscrições, aqui.

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Não é uma manta qualquer

Phoebus da Lopo Xavier

I have a close relationship with knitting. It lives in a chamber very close to my heart, mostly because my grandmother taught me to knit. Every time I grab my needles and yarn, every time I knit or purl a stitch, I feel close to her.

Knitting has been instrumental in my life in many occasions: once upon a time, when I was living in Argentina and knew not a soul in a city inhabited by millions, knitting saved me. After years away from the needles, I found a yarn shop near my home, bought myself a pair of needles and some yarn. Little did I know that that gesture was the beginning of a one way street to inclusion and adaptation to my then new hometown.

Through knitting I made friends with people of all colors and backgrounds, found my community over there and became part of a group. It was wonderful.

This last year, after having my twins and losing my baby boy, I didn’t feel like knitting. Or writing, or anything, really, apart from being a mom to my baby girl and mourning my baby boy. It was a wonderful and awful period, with the strongest, contradictory emotions at the same time. No wonder I felt my well dry up and absolutely no desire to knit.

A few months ago, though, I started to feel it. A subtle, gentle impulse to start knitting again, and it showed me that I was on the right path, that I was starting to see the light at the end of the tunnel. Impulse turned to action when a dear friend of mine gave me Lopo Xavier’s Phoebus yarn as a gift, an exquisite wool I was eager to try (but isn’t easy to find here in Lisbon).

I’m knitting a baby blanket for my baby girl. I chose the Purl Bee’s Colorblock Bias Blanket, which is a wonderful, mindless knit that allows me to just add a few stitches here and there whenever possible. It’s been great to get back to knitting, to get back to that wonderful feeling of making something with my hands, something that takes time to put together. I feel that every stitch brings me closer to my grandmother, as well as closer to my own daughter, who (I hope) will love the blanket and cherish it as much as I cherish the hand knits I received.

If you’re interested in learning to knit, join us next Saturday, January 24th 2015, here in Lisbon. We’ll be having a knitting workshop. Visit this project’s ravelry page.

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knitting my baby a blanket

Tenho uma relação próxima, muito próxima com o tricot. A minha avó ensinou-me a tricotar era eu criança, e sempre que pego nas agulhas para fazer malha lembro-me dela.

O tricot tem um papel muito importante na minha vida: há uns anos atrás, a viver na Argentina e sem conhecer uma única pessoa numa cidade que alberga milhões, foi o tricot que me ofereceu uma forma de me integrar numa comunidade. No dia em que decidi comprar um par de agulhas e um novelo de lã, iniciei o caminho para fazer amigos de todos os cantos da cidade, para me sentir incluída e amparada na minha nova cidade.

Este último ano, depois de ser mãe de gémeos e de ver o meu bebé morrer, fiquei sem vontade de tricotar. Nem de escrever, nem de nada, na realidade. Todos os meus esforços se concentraram em ser mãe da minha bebé, ao mesmo tempo que chorava a morte do meu rapaz. Foi um período de sentimentos muito fortes e contraditórios; não admira que tenha sentido a minha “fonte” secar.

Há uns meses atrás, comecei a sentir um impulso: leve, subtilmente, a vontade de tricotar começou a regressar e eu constatei que estava no caminho certo, que o luto estava a ser feito e que já estava mais organizada na minha nova vida como mãe. O impulso fez-se acção com um presente delicioso de uma querida amiga do norte, que me trouxe várias meadas de lã Phoebus da Lopo Xavier, do Porto.

De momento estou a fazer uma manta tricotada para a minha bebé. Escolhi o Colorblock Bias Blanket da loja Purl Bee, de Nova Iorque. É uma receita muito fácil de uma manta quadrada, tricotada na diagonal. É perfeita para encaixar nos pedacinhos de tempo que vou encontrando aqui e ali, e é maravilhoso vê-la a crescer, ir mudando as cores, imaginar como ficará quando terminada. Será que a minha princesa vai gostar dela? Espero que sim, tal como eu adoro as peças tricotadas que a minha avó me ofereceu, e que guardo com muito carinho.

Para quem tiver vontade de aprender a tricotar, vamos fazer um novo workshop já no próximo dia 24 de Janeiro de 2015, Sábado.

A página da manta, no ravelry.

An embroidered wreath

December at the air Embroidery Club.
Embroider your own wreath with the December project at the air Embroidery Club.

Hi, olá!

How have you been?

It has been a very busy Fall over here.

December surprised me, to tell you the truth. It’s a paradox of life how the days with a baby may feel like forever, while months seem to fly away from my hands. But here we are: it’s the holiday season and it’s time to celebrate!

During December only, I’m releasing the air Embroidery Club’s current pattern to the public as a stand alone. Get it now!

But! That’s not all:

  • if you choose to buy the pattern plus a six month membership, you will enjoy a special price of 28€;
  • the pattern plus a twelve month subscription will be just 47€.

This is the perfect gift to give to yourself or to a friend, and it’s a 100% stress free! Get it now! (Gift cards available)

Thank you so much for being here. If you are a regular reader, you may want to join our community to gain access to exclusive freebies and discounts.

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Tem sido um Outono muito movimentado aqui pelo atelier.

Dezembro chegou num instante. É incrível como os dias com um bebé podem demorar tanto tempo, enquanto que os meses nos escapam por entre os dedos! Mas aqui estamos: é Dezembro e estamos em época de celebrações.

Por isso, e só durante este mês, estará disponível para todo o público a receita de bordado do mês de Dezembro. Ponto a ponto, poderás bordar uma coroa de Natal e assim entrar no espírito natalício!

  • O preço de venda é de €6 para a receita;
  • quando comprada com uma subscrição de seis meses do Clube, fica por apenas €28 (em vez de €31);
  • se comprada com uma subscrição de doze meses, fica por um preço ainda mais conveniente: €47 (em vez de €51). Compra já!

Este é o presente perfeito para este Natal, e 100% sem stresse!

Esta oferta é limitada ao mês de Dezembro – e em Janeiro os preços do Clube de Bordado vão subir. Aproveita agora e junta-te ao Clube. Ou, se preferires, experimenta um só mês.

Obrigada pelo apoio!

 

Junta-te à nossa comunidade e acede a conteúdos gratuitos e exclusivos para assinantes da newsletter.

Holiday gift cards available!

airdesignstudio-giftcards

Did I ever tell you I love the holiday season? I love the coziness of it. When I lived in Argentina, where Summer comes in December, and then in Panama, where it was hot and humid year round, I missed the cold weather, nesting on the couch under a blanket, hot chocolate in one hand and playing scrabble by the fire, with family.

What I don’t like about Christmas, though, is the crazy shopping, the elbowing and pushing nervous crowds are known for; I’m not fond of the rushed expedition to the mall to fulfill a list of holiday shopping. That’s why I prefer, whenever possible, to give experiences, instead of things.

Experiences are wonderful opportunities to try new things; they are also wonderful to mark the passage of time. Have you noticed how routine blurs weeks together? Inserting new activities here and there help us single out a specific day and realize we did and tried much more than we may have thought.

Many of you have asked if there were gift cards for both the Embroidery Club and knitting workshops, and I’m glad to tell you, there are. If you know someone who likes to learn new things and would like to engage in a new community of makers, this if the gift for them. Also, you will be able to purchase a special, personal gift with no stress!

Interested in giving the gift of creativity? Mail me for the details.

Happy Holidays!

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Adoro a época natalícia, não sei se já aqui contei? Adoro estar embrulhada numa mantinha, de chocolate quente na mão, a jogar scrabble com a família, à beira da lareira. Quando vivia na Argentina, onde o Verão chega em Dezembro, ou no Panamá, onde está calor todo o ano, tinha muitas saudades das temperaturas baixas e do seu convite ao convívio dentro de casa.

Do que não gosto na época, tenho de admitir, é do stresse das compras natalícias e das multidões nervosas. É por isso que prefiro, sempre que possível, oferecer experiências, em vez de coisas. As experiências são uma oportunidade para experimentar algo novo; mas não só: também nos ajudam a sair da rotina e, como tal, assinalar a passagem do tempo. Já repararam como às vezes, olhando para trás, nos perguntamos aonde foi o tempo? E quão rápido passou, quase sentimos que não fizemos nada? Pois de cada vez que experimentamos algo novo estamos a cortar a rotina e a dizer ao nosso cérebro que os dias não são todos iguais.

Vários leitores me perguntaram se este Natal haveria vales, tanto para o Clube de Bordado como para os workshops de tricot. E agora posso-vos dizer que sim! Há sim! E são uma excelente oportunidade de oferecer um presente único, uma experiência diferente, para quebrar a rotina e conhecer pessoas novas.

Interessados? Era bom que todas as compras fossem assim!

Featured in Flow Magazine

air Embroidery Club featured on Flow Magazine

air Embroidery Club featured on Flow Magazine

air Embroidery Club featured on Flow Magazine

Back in February, I received a friendly email from Irene Ras, a journalist writing a story for Dutch Flow Magazine. Irene was writing about learning new things online, and she wanted to talk about the Embroidery Club. I couldn’t be happier about it: talking about embroidery? About the pleasure in making things with our hands? About the power in creating beauty with a piece of fabric and colored floss? You got me, here I am, more than ready to talk (and talk) about it.

We had a lovely conversation over skype and I learned that the article would be published sometime in July, in Dutch Flow. It felt like a million years away, more so given the fact that I was expecting my twins to be born in late May and to be head deep in baby land by July. May came and went, my life changed in more than one way and the truth of the matter was that I wasn’t paying a lot of attention when July came around.

Fast forward to a few months later: I saw many of you joining our community from Belgium and The Netherlands, and I slowly (but surely) woke up and realized that you probably found me via Flow. So enter the power of community! I sent you an email and you helped me out: Chayenne sent me pictures of the article and Mauri got in touch with the lovely ladies over at Flow, who graciously mailed me a few issues (see photos above).

It’s true that it takes a village to raise a child; the same applies here: it takes a community – albeit virtual – to make things happen. And beautiful things do indeed happen, thanks to the power of you.

(In the spirit of American Thanksgiving, I want to thank you all for making the improbable possible, for connecting with me and for the support you have shown, specially during this very tough year. Thank you, obrigada!)

*

Parece que foi há anos, mas não: em Fevereiro, recebi um mail de uma jornalista holandesa, Irene Ras, para falarmos sobre o Clube de Bordado a propósito de um artigo que iria escrever para a revista Flow. Não podia ter ficado mais feliz: falar sobre bordado? Sobre a sensação de criarmos peças novas com as nossas mãos? Aqui estou eu, prontíssima para falar (sem parar) sobre o tema.

Encontrámo-nos por skype numa tarde de Fevereiro. Na altura, a Irene disse-me que o artigo seria publicado em Julho, data essa que parecia estar a milhões de anos de distância. Grávida dos meus gémeos e com uma grande barriga, Julho parecia-me quase ficção científica, um mês longínquo em que estaria entre biberões e com fraldas até ao joelho. Entretanto a vida mudou e eu deixei Julho passar sem sequer me lembrar do assunto.

Eis senão quando começo a ver a nossa comunidade aumentar com muitas de vós chegadas da Bélgica e da Holanda – aí entendi que o artigo já deveria ter saído! E como Julho já tinha passado, pedi a vossa ajuda para localizar o artigo. A Chayenne enviou-me fotos da revista e do texto e a Mauri contactou as senhoras da Flow, que imediatamente me enviaram vários exemplares para eu ver (e fotografar!). Muito e muito obrigada!

Diz-se que é preciso uma aldeia para educar uma criança e eu acho que o mesmo se aplica aqui: é graças a esta comunidade – ainda que virtual – que estas coisas boas acontecem!

(No espírito do Dia de Acção de Graça, que se celebra amanhã nos Estados Unidos, quero agradecer-vos a todos por fazerem o improvável acontecer e por todo o apoio e carinho com que me têm rodeado neste ano tão difícil. Muito, muito obrigada!)