Category: creativity

Peace

Getting into the holiday mood. Happy December, everyone! #lisboa #lisbon

"Peace" - it's the first of the month, so there's a new #embroidery in #airembroideryclub members' inboxes. After these few crazy months, and in this holiday season, I wanted to turn the noise down and retreat. I was surprised to see that I went for just

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…and so 2016 has come to an end. We are now less than two weeks away from 2017, and I have to say this year has officially flown by me. Just yesterday it was Easter break, and we were in Florence climbing the Duomo stairs, and now it’s Winter again.

This was a good, busy year. Work has kept me elsewhere (you can follow me on Instagram, where I still post regularly), entertained with many new challenges, but some things remain the same: my knitting, my embroidery, my beautiful city of Lisbon.

This was the year I launched my podcast with my friend Eliana about female entrepreneurship, Anita no Trabalho. We’re very proud of it.

I started working at two new places; after the adjustment period, I’m now loving the different challenges they bring around. Through these two projects, I have met many new people, some of them I now call friends.

I’ve been dragging my feet on releasing my first (well, second) knitwear design pattern – insecurity, mostly. It will be coming in January, I’m promising myself, because no one is more let down when I procrastinate on sharing my creative projects with the world than myself. So. There. Now I said it.

In the meantime, I wish you all happy holidays. This year I’m very much delighted by the coincidence of the first night of Hanukkah and Christmas. And to everyone, even those not celebrating, I wish much peace, love and embroidery (or knitting).

See you in 2017! (or sooner on Instagram)

*

E eis que sem saber ler nem escrever chegamos ao fim do ano de 2016. Este ano voou. Ainda ontem estávamos a subir as escadas do Duomo, em Florença, nas férias da Páscoa. E agora já é inverno outra vez.

Este foi um ano bom, muito ocupado. Tenho estado muito entretida com projectos de trabalho longe do blog (podem seguir-me no Instagram, onde vou partilhando imagens com mais frequência), novos desafios, mas há coisas que continuam sempre iguais: o tricot, o bordado, a minha querida cidade de Lisboa.

2016 foi o ano em que a minha querida Eliana e eu lançámos o podcast Anita no Trabalho, um podcast em português sobre empreendedorismo no feminino. Penso que falo por ambas quando digo que temos muito orgulho neste projecto.

Comecei a trabalhar em dois lugares diferentes, e após um período de adaptação, estou a adorar os novos desafios. Através destes dois projectos, conheci várias pessoas novas, algumas das quais hoje já considero amigas.

Tenho estado a adiar o lançamento da minha primeira (vá, segunda) receita de tricot. É do meu casaco cinzento que já usei tantas e tantas vezes (aliás, tenho vestido neste preciso momento. Sempre que se trata de um projecto criativo meu, tenho tendência a arrastar os pés… insegurança, claro. Mas vou aqui e agora fazer um pacto comigo mesmo: sai em Janeiro de 2017!

E por agora desejo a todos Boas Festas! Este ano, a primeira noite do Hanukkah calha precisamente na véspera de Natal. De alguma forma, esta coincidência faz-me sentir mais próxima de quem celebra coisas diferentes das minhas, e faz-me acreditar que a paz e a convivência em harmonia são possíveis (não há a menor relação causa-efeito entre a coincidência e a paz no mundo, mas deixem-me sonhar à vontade). A todos vocês, quer celebrem uma festa este fim-de-semana, ou não, desejo paz, amor e muito bordado (e tricot).

Até 2017! (ou mais cedo, no Instagram)

November at the air Embroidery Club

ec-novembro-stop-motion

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The last few weeks have been busy, busy. I took on two new jobs: one, teaching knitting in Companhia das Agulhas, here in Lisbon (I also have my knitting workshops in the studio – check the new dates for this season); and the other, as a documentation specialist in a software company.

I’ve been incredibly busy, but also happy to feel that my skills are being challenged in different ways. On the one hand, I’ve been learning a lot about how to talk about knitting. It’s much easier to teach by showing than by talking about it, and yet there is so much that needs to be transmitted to the person who is learning that it is, indeed, necessary to find a way to talk about it. I feel that I have learned a lot about talking about knitting in a way that is easier to understand to a beginner – and this, of course, is thanks to my students, who have posed the most interesting questions, showing me the way to become a better teacher.

My other new job as a documentation specialist is very much a job as a “translator”, in the sense that I try to convert a mostly tech language into a more broadly understood language. It’s been fun, and challenging, and eye-opening, too.

November was also the month we had the Web Summit happen here in Lisbon, for the first time. It was amazing, stimulating, a wonderful learning opportunity. Eliana and I compiled our thoughts in the latest Anita no Trabalho podcast episode (in Portuguese only, sorry!)

In the meantime, November is here, almost gone, and today I was finally able to put together a fun stop motion animation of this month’s air Embroidery Club project. Hope you like it!

(Even if my posts and emails have been erratic, I keep posting updates to Instagram, if you’d like to connect.)

Hugs and happy Thanksgiving, if you celebrate!

*

Estas últimas semanas têm passado a correr. Esta ilusão do tempo que foge é precipitada por uma causa: ter começado a trabalhar em dois novos projectos. Um, como formadora de tricot na Companhia das Agulhas, perto da Gulbenkian (paralelamente aos meus workshops de tricot aqui no atelier, cuja página foi actualizada com novas datas). Sinto que tenho aprendido todo um mundo sobre como falar e ensinar a tricotar. Isto, porque sobre tricot é mais fácil demonstrar do que teorizar – e no entanto, para quem aprende, é necessário estabelecer uma estrutura, ainda que pequena, de conhecimento teórico sobre malha.

O outro projecto a que me dediquei é um novo desafio para mim. Estou a trabalhar numa empresa de software como especialista de documentação, que é uma forma de dizer que compilo e transformo a documentação técnica em documentação compreensível por todos. Tem sido uma experiência muito boa.

Em Novembro, tivemos também aqui a Web Summit em Lisboa. A Eliana e eu trocámos as nossas impressões num episódio especial do nosso podcast Anita no Trabalho.

E hoje finalmente consegui preparar um vídeo do making of do bordado de Novembro do Clube de Bordado air. Espero que gostem!

(É verdade que os meus posts e emails têm sido raros – mas continuo a partilhar imagens no Instagram, se quiserem acompanhar!)

Até breve!

October at the air Embroidery Club

October at the air Embroidery Club

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Hi everyone!

October is here! Last Saturday, members of the air Embroidery Club received the template for this project in their inboxes. I took lots of pictures of the process wanting to make a stop motion animation to show you all a bit more about it.

You may notice that the colors are not those I usually go for when planning a new embroidery. Well, even the floss is different, as I used linen instead of the usual pearl cotton no. 8 from DMC.

There’s a story to this, as you may imagine! Last April, I visited All You Knit is Love in Barcelona. This is a local yarn shop ran by two really nice people. While shopping, I talked and talked (and talked) to one of the owners, who was helpful and knowledgeable and introduced me to the idea of knitting with linen. Curious? Meet Purlwise, their exclusive line of linen for knitting.

I bought myself two skeins of Purlwise linen, along with two skeins of Knitwise (their 100% alpaca yarn). And came home to Lisbon. I started knitting a cardigan for my daughter while hoping the yarn would be enough – and as you may guess, it wasn’t.

So I went on to order more yarn. I waited (impatiently) for the mail to arrive and when it did… it had a few goodies for me! Two mini skeins of Purlwise linen in these beautiful colors you see here.

I loved stitching with these. This yarn has four strands; I picked two apart and used them double. While I was stitching, I watched all the videos the ladies over at Clube do Bordado made – and adopted many of their techniques. I’m now a huge fan of theirs! (Clube do Bordado is a collective of women artists from Brazil who express themselves through embroidery. They publish video tutorials periodically and they’re great fun to watch.)

This project encases many things for me: new materials (linen instead of cotton), new friendships (thanks Jen for sending these mini skeins!), new techniques (thank you, ladies at Clube do Bordado!), new colors in my palette. In a nutshell, it means new, renewal, opening myself to what is new in life.

And for many of you the arrival of Fall may mean less sunlight, or colder weather. But to me? It means new beginnings, a renewal, a sort of going back indoors, and inwards, and having time to being with myself and finding out where I want to go.

Hope you have a wonderful Fall – or Spring, if you’re down south! Hope you’ll want to embrace something new and join us over at the air Embroidery Club.

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Purlwise linen mini skeins - love them!

Purlwise linen mini skeins ready to start stitching!

Olá a todos! (e eu que pensava que vinha aqui ao site partilhar um pequeno vídeo do “making of” do projecto de Outubro no Clube de Bordado air – vai daí escrevo um testamento…)

Outubro já cá está! No Sábado passado, os membros do Clube de Bordado air receberam o seu projecto deste mês. Enquanto o preparava, tirei muuuuitas fotografias, para poder fazer uma pequena animação a documentar o processo.

Em primeiro lugar, os leitores mais atentos poderão notar que há algo de diferente neste projecto! A começar pelas cores, que não são as que habitualmente uso nos meus bordados. Nem mesmo o fio é o mesmo: em vez do Cotton Perlé da DMC usei um linho especial que uma nova amiga me ofereceu.

Claro que há uma história por trás, como já devem imaginar… e nem vou esperar mais um instante para vo-la contar. Em Abril passado, visitei a loja de fios para tricot All You Knit is Love, em Barcelona. Para além da loja ser linda, os donos são ainda mais encantadores. No local estava um deles, com quem falei (e falei) e que me tentou a experimentar tricotar com linho. Mostrou-me a game de linhos que têm, chamada Purlwise, com uma gama de cores muito ampla.

Trouxe duas meadas de Purlwise, bem como duas meadas de Knitwise (um fio 100% alpaca). Assim que cheguei, comecei logo um casaco em alpaca para a minha filha, enquanto torcia os dedos para que o fio fosse suficiente – não foi, claro.

Daí que tive de encomendar mais alpaca, para ser enviada pelo correio, e procedi a montar guarda à minha caixa de correio, qual perdigueiro. No dia em que chegou, foi com muita alegria que descobri duas mini meadas de Purlwise dentro da encomenda, nestas cores lindas que aqui vêem.

Foi um prazer bordar com este fio. Composto por 4 fios mais finos, separei-os dois a dois e usei-os dobrados. Enquanto bordava, vi avidamente os vídeos das meninas di Clube do Bordado – e adoptei algumas das suas técnicas. Fiquei fã!! (O Clube do Bordado é um colectivo de artistas brasileiras que usam o bordado como meio de expressão. Publicam vídeos com lições passo-a-passo de várias técnicas de bordado, que para além de pedagógicos são também muito divertidos.)

Este projecto representa para mim o abraçar de várias coisas novas na minha vida: novos materiais (linho, em vez do habitual fio de algodão que costumo usar), novas técnicas (obrigada, meninas do Clube de Bordado), novas cores na minha paleta. Resumindo, este projecto representa algo de novo, de renovação, de fazer espaço, dentro de mim, para o que há de novo na minha vida.

E se para muitos de vocês a chegada do Outono pode significar menos luz solar, ou mais frio, para mim o Outono é um novo início, um regresso a um tempo mais introspectivo em que posso decidir que quero experimentar de novo na minha vida.

Espero que tenham um excelente Outono – ou Primavera, se estiverem no Sul! Se quiserem abraçar um novo desafio, espero-vos no  Clube de Bordado air.

Tricot na revista Prevenir de Abril de 2016

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Este mês, a revista Prevenir traz um artigo sobre os benefícios do tricot. Vale a pena ler o trabalho da jornalista Catarina Baguinho, com quem conversei sobre este tema que tanto me apaixona. Vem também recomendado o livro da Zélia Évora “A terapia do tricot”, um livro muito completo, particularmente adequado a quem está a começar.

Já sabem que para mim o tricot é uma viagem só de ida, e aqui se conta porque é que penso assim: por um lado, a malha traz-nos para o aqui e para o agora, fazendo-nos esquecer um pouco as preocupações do dia-a-dia. Por outro, à medida que vamos vendo o tecido a crescer debaixo das agulhas, sentimos aquela satisfação que se tem ao olhar para trás e ver o caminho percorrido.

Também foi a primeira vez que falei em público sobre levar o tricot para reuniões de brainstorming, pois noto que tenho muito mais facilidade em produzir e associar ideias quando tenho as mãos ocupadas com a malha. Não vos vou mentir: foi uma ideia que hesitei  em partilhar por não ser muito convencional, por poder ser alvo de gozo, mas que me parece de facto importante – e por isso a partilhei.

O número de Abril já está nas bancas e vale bem a pena: para além do artigo sobre os benefícios do tricot, vem também um artigo sobre os “Filhos da ciência” (título do livro da jornalista Sandra Moutinho sobre a sua história de luta contra a infertilidade), muita informação sobre saúde e alimentação e ainda um plano de exercícios que, como vem sendo hábito desde há dois anos, é ilustrado por mim.

Links úteis: Revista Prevenir | Workshops de tricot – próxima data: 30 de Abril. 

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This month, Prevenir magazine has an article about the benefits of knitting. It was an honor to participate in it and share my thoughts on how knitting helps to slow down and destress with journalist Catarina Baguinho. I also shared why I bring my knitting to brainstorming meetings: it helps me produce more ideas and associate them in a different, freer way than when I’m not knitting. This was something I was reluctant to share, to tell you the truth, given that it’s a somewhat unconventional idea. In the end, I think it may be a helpful change, so I decided to go forward with it.

This month’s issue is packed full of interesting information besides this article; it also features a story on infertility (another topic close to my heart) and has an exercise plan that was illustrated by me (as has been for the past two years).

Links: Prevenir Magazine | Knitting workshops here in Lisbon – coming up: April 30th.

Mending visibly with embroidery

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A few days ago, I was running late to my yoga class – a project for a new client had just landed on my desk and I was caught in a meeting with my partner. So when I left for yoga, I didn’t have the time I usually allow myself to get there on my calm pace: I had to run!

But at some point I felt something stopping me on my tracks. At first, I didn’t quite understand what had just happened to me. But then I realized my lovely, long, feels-like-a-warm-hug-sleeping-bag cardigan got caught in a parked car. I wanted to sob! This has been my go-to cardigan ever since I got it, and although it isn’t handmade, I love it almost as much as if it were.

Há uns dias, ia eu para a minha aula de yoga um pouco em cima da hora, senti um puxão no meu casaco. Não!! Tinha ficado preso num carro! Foi com absoluto horror que olhei para o meu casaco-que-mais-parece-um-saco-cama (de tão confortável que é) e vi que tinha um grande buraco lá no meio. Apeteceu-me chorar!

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From sketch to embroidery: the process

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Earlier today, #asketchaday in #Lisboa

If there’s something I like seeing in an artist’s work is the behind the scenes process. I love seeing the making of a finished piece, because it not only adds layers of meaning to a finished piece, it also unveils the steps, the doubts, the leaps, from inception to finished object.

And because I love seeing the steps, I also share the steps behind my own projects. And here, today, you can see how a sketch I made will become March’s embroidery at the air Embroidery Club.

When I start thinking about a suitable design for the air Embroidery Club, I look for a story that can be told in a small area, that of the embroidery hoop. Not all sketches are suitable, as some of them tell only a small part of a story (maybe a tiny detail, too little to make sense in an embroidered piece). So I browse my sketchbooks looking for candidates.

This month, I picked a sketch I made a few weeks ago in a beautiful place near my studio, the Miradouro de São Pedro de Alcântara. From here you get to see a beautiful panorama of my city, with the castle and the river in the background. When I made the sketch, I quickly captured some visitors that came and went, and even a naughty pigeon who wanted to be part of the group.

When I start embroidering the sketch, I make decisions about which strokes are important and which are “noise” when it comes to embroidery. Some of the pen strokes that help understand the context of the scene become “noise” when embroidered. I remove those strokes to get a “cleaner” embroidery template.

I share the process, the doubts and the leaps over on my Instagram account. Until I get to the finished piece, which I photograph and add to the final pdf embroidery template active members of the air Embroidery Club receive.

The final embroidered pieces become different things: this one is being worked on a cushion cover from ikea I’m filling with embroidered sketches of Lisbon. It will become a Lisbon-themed cushion. (I have several embroidered pieces waiting to see the light of day, maybe being shown in an art show and sold to new, loving homes, but this one will become a one-off mosaic of Lisbon scenes.)

You can see the final piece when I finish it on Instagram , Facebook, or directly in your inbox on March 1, when you joing the air Embroidery Club.

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Some useful info and links:

  • We have two new knitting workshop dates: February 27 (this Saturday) and March 5 (next Saturday). There are a few spots left so please join us if you are here in Lisbon. More info here.
  • I’ve been asked if there will be knitting workshops in week days: I’m more than happy to organize for groups of 4 people. Let me know in the comments or by e-mail.
  • I love sharing bits of my days over on Instagram and Facebook.
  • If you want to learn embroidery, sign up for my free embroidery e-course. If you wish to get a fresh embroidery template every month, and join a group of really nice and supportive people, join the air Embroidery Club today.

That’s all for today! Have a great weekend – and happy stitching!

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Committing another #Lisbon sketch to fabric. #asketchaday

Se há coisa que gosto de ver no trabalho dos artistas é o “making of”, o processo por detrás do produto acabado. Gosto, mas gosto mesmo. Porque quando vemos o produto acabado, vemos uma coisa terminada. Intuímos o trabalho que ali está, mas sem certezas. Achamos que a versão final foi sempre linda e perfeita, imaculada. No fundo, concentramo-nos no objecto final, e não no processo que o viu nascer. E eu adoro o processo, isto porque passo tanto tempo no processo, que se não o amasse seria certamente mais infeliz.

É por isso que gosto de ir partilhando o percurso entre a génese de uma ideia e o objecto final. E aqui, hoje, mostro-vos o desenho inicial, que estou de momento a bordar e a preparar para ser o projecto de Março no Clube de Bordado air.

Quando penso num projecto para o Clube de Bordado, penso em algo que possa ser representado numa dimensão pequena, e que no fundo conte uma história dentro da área do bastidor. Nem todos os desenhos servem esse propósito. Daqui, vou espreitar os desenhos que tenho nos meus caderninhos, ver quais se poderiam adequar.

Este mês, fui buscar um desenho que fiz há umas semanas no miradouro de São Pedro de Alcântara, uma perspectiva da vista e dos visitantes que se foram acercando para a observar. Ao bordar, vou percebendo que elementos posso retirar do desenho: a verdade é que há vários traços que ajudam a contar uma história no desenho, mas que no bordado só adicionam “ruído”. Esses detalhes saem.

À medida que vou bordando, vou registando o processo e partilhando fotos, dúvidas e reflexões na minha conta no Instagram. Até que chegamos ao produto final, que fotografo para constar na receita de bordado, em pdf, que os membros activos do Clube recebem.

Quanto aos bordados finais, esses, têm fins diferentes. Este que aqui vêem está a ser feito numa fronha de almofada de sofá que comprei no ikea, que estou a encher de desenhos lisboetas. Em vez de ir parar a um tecido solto, que depois acaba por ficar guardado no armário (tenho tantos à espera de uma exposição, ou de serem vendidos para irem para novas casas), estas fronhas ficam sentadas no meu sofá, onde as posso ver todos os dias.

Quanto ao bordado final – vejam no Instagram, Facebook, ou juntem-se ao Clube de Bordado para receberem a respectiva receita, muitas mais fotos do processo e instruções passo-a-passo no próximo dia 1.

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Algumas informações úteis:

  • Temos duas novas datas de workshop de tricot: dias 27 de Fevereiro (depois de amanhã) e 5 de Março. Ainda há vagas! Mais informações e inscrições aqui.
  • Perguntaram-me por workshops de tricot durante a semana: até ao momento ainda não houve, mas poderá vir a haver. Se houver interesse, digam-me por favor nos comentários ou por e-mail.
  • Gosto muito de partilhar fotos dos bastidores dos trabalhos e do meu dia-a-dia no Instagram. Encontram-me aqui. Ou aqui, no Facebook.
  • Se quiserem aprender a bordar, podem fazê-lo no meu curso de bordado gratuito. Se quiserem receber uma receita de bordado por mês, todos os meses, e aderir a um grupo muito fofinho de gente que borda por esse mundo fora, façam-se membros do Clube.

E é tudo por hoje! Bom fim-de-semana para todos!

Climbing a volcano, conquering a dream, finishing a project

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making of air Embroidery Club Feb 2016 - 02

making of air Embroidery Club Feb 2016 - 04

A few days ago, I was waiting for a client’s response and had a few minutes for a pause. I grabbed the knitting I have in my studio – a pair of socks – and added a few more rows. Not much, really, but as I moved from one section of the sock to the next, I looked at what I had accomplished and felt a sense of wonder, and surprise. The sock was much longer than I remembered it to be, which was specially impressive given that I work on it only when I have a few moments to spare. Read more

2015 in embroidery

My last post was a roundup in pictures of my year of 2015. Today’s post is another kind of roundup: it’s 2015 in embroidery. These were the projects I created for the air Embroidery Club. Most come from sketches on my sketchbook, some are observation sketches, some are patterns borne out of doodles. But they were all ways for me to learn and experiment new techniques. If you’re curious about the Club, click here. If you want to learn how to embroider (free!), register here.

 

air Embroidery Club - Jan-2015

This sketch was made during a trip to Mexico, where VW Beetles are a common presence. Mexico was a treat for the senses, with all its colors and spices.

 

air Embroidery Club - Feb-2015

This embroidery was made on a typical “chita de Alcobaça”, and it is based on a sketch inspired by my hometown of Lisbon, Portugal.

 

 

air Embroidery Club - Mar-2015

This floral design was made to remind me that Spring was just around the corner. And it came early, as soon as I started embroidering this project.

 

air Embroidery Club - Apr-2015

An animated view of the process to complete April 2015's air Embroidery Club project.
An animated view of the process to complete April 2015’s air Embroidery Club project.

This was one of my favorite projects to date: although challenging (working with metallic floss took some trial and error), it was very fulfilling to both my mind and my senses, as it created a delightful texture on the fabric.

 

air Embroidery Club - May-2015

In May, I tried to create a deep, full texture with very few elements: one color, one stitch, one element repeated. I loved how this project turned out.

 

air Embroidery Club - Jun-2015

 

In June, I repurposed a tunic that was bound for the recycling bin.

 

air Embroidery Club - Jul-2015

 

In July I dreamed of childhood summers, with endless days at the beach, playing with the waves and building sand castles.

 

air Embroidery Club - Aug-2015

In August, I embroidered a sketch made in Sortelha, Portugal, one of the historical villages along the border with Spain.

 

air Embroidery Club - Sep-2015

 

In September, I played a bit with cross stitch and other filling stitches in this door I sketched a few years ago in Casco Viejo, Panama.

 

air Embroidery Club - Oct-2015

 

In October, my embroidery took me back to the sunset on my friend’s balcony back in Macau, where I spent my teenage years and revisited in April 2015.

 

air Embroidery Club - Nov-2015

 

November’s project was based on a sketch I made right outside my studio.

 

air Embroidery Club - Dec-2015

You know how there is “comfort food”? Well, this was my “comfort embroidery”, to be shared with members of the air Embroidery Club in the month of December.

 

Finding the well – and filling it

Walking in #Lisbon #Lisboa #lisbonlovers #mycity #artistswhowalk #tiles #Azulejo #dspattern #p3top #mytinyatlas

On my walk home, yesterday, I took a different path a noticed different things. Like this roof shaped like a cone, a tiny urban castle in #Lisbon #Lisboa #lisbonlovers #artistswhowalk

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I like routines. I love them, actually. I love the security they give me, the feeling of knowing what comes next. I like to see the same faces in the bus, each morning; I like to look outside and be able to tell the time, just by gauging the luminosity. I like predictability, I like to have patterns framing my days.

But there are moments when breaking these beloved routines is the best – and most enjoyable – thing possible. Yesterday, I was sitting in front of the computer, feeling stuck and dry and something needed to be done about that. I decided to head home, but instead of taking my usual, direct path, I wandered through streets I never passed before.

I carried my head looking up and my eyes wide open and noticed anything that was different – a lot was different, just by taking a different route. My rule: avoid the streets I already know, take those that I don’t.

While walking, I noticed the Bougainvillea right next door sports flowers with two different colors. Or… are these two intertwined plants?

I found cone-shaped rook, like a fairy tale castle, smack in the middle of Lisbon, a stone’s throw away from my studio.

I crossed a little square, and found a beautiful dry well, hidden in plain sight, just a few steps away from a main avenue I often walk.

While I walked, I felt that little child that lives within me jumping with joy, looking at those potted flowers, that beautiful sign, the wonderful house surrounded by buildings. When I got home, my legs were tired, but my well was filled with creative energy.

If you, too, are craving to restore your inner creative well, join us today over at the air Embroidery Club and start stitching our November project.

You don’t know how to embroider? Learn free.

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Is this one Bougainville plant? Or two different, intertwined plants? I spotted flowers in two colors and marveled at the show nature puts on for us. #Lisboa #Lisbon #artistswhowalk

I found this dry fountain, hidden in plain sight, just a few steps away from my usual path. #Lisboa #Lisbon #lisbonlovers #dslooking #mycity #artistswhowalk #wandering #mytinyatlas

Eu gosto de rotinas. Gosto. Gosto da segurança das rotinas, de saber o que vem a seguir. Gosto de encontrar as mesmas caras no autocarro, gosto de saber as horas olhando só para a luminosidade exterior, gosto de padrões previsíveis que se repetem e que enquadram os meus dias.

Mas momentos há em que gosto de quebrar essas rotinas, e de fazer algo completamente diferente do habitual. E então ontem, ontem mesmo, estava num daqueles momentos em que já não adiantava nada em frente do computador e decidi que precisava de ar. Arrumei as minhas coisas e preparei-me para ir para casa. E assim foi: fiz-me ao caminho, sem pressa, e por ruas por onde não costumo ir.

Fui de olhos bem abertos e de cabeça bem atenta a tudo o que era diferente, inesperado. A minha regra: escolher a rua desconhecida, caminhando na direcção de casa, mas não pelo caminho mais directo.

Neste passeio, notei que a buganvília mesmo aqui ao lado tem flores de duas cores – ou serão duas buganvílias juntas?

Encontrei um telhado cónico, qual torre de castelo de fadas, bem aqui no centro da cidade.

Passei por largos que nunca tinha visitado, e encontrei uma fonte, escondida, ainda que perfeitamente à vista, a dois passos de uma avenida onde passo frequentemente.

Enquanto caminhava, sentia a criança dentro de mim aos saltinhos, a apontar para aquele canteiro de flores, para aquele sinal luminoso, para aquela moradia ali, no meio dos prédios da cidade. Cheguei a casa cansada, mas cheia de energia criativa.

O bordado de Novembro do Clube de Bordado air, baseado num desenho da vista que tenho aqui do Príncipe Real, já está em caixas de correio por todo o mundo. Ainda vai a tempo de a bordar, também! Basta aderir ao Clube.

Se tem curiosidade mas não sabe bordar, aprenda, gratuitamente, aqui.

My story in Uppercase magazine

Uppercase magazine+#knitting = two of my favorite things. I'm really happy to share that I have an article about why I love to teach how to knit over on page 101. Thanks for the invitation, Janine! @uppercasemag #uppercasereader #uppercaselove

Read in English É sempre especial quando acontece chegar no correio o nosso exemplar da nossa revista favorita. E é mais especial ainda quando, como se deu neste número, tem um artigo escrito por mim. Já não é a primeira vez que contribuo para a Uppercase; já apareceram os meus bordados, já escrevi sobre outros, sobre o Clube de Bordado, sobre como o tricot me ajudou na integração quando fui para a Argentina.

Desta vez o tema também é tricot, e também me toca no coração: conto porque é que gosto de ensinar a tricotar. E isto até parece combinado para vos falar do workshop de tricot que vai acontecer no próximo Sábado, já no dia 17. (Ainda se podem inscrever, mandem-me um mail.)

Mas não foi combinado, foi pura coincidência.

É verdade, gosto mesmo de ensinar as pessoas a tricotar. Gosto da metamorfose subtil que se opera nas quatro horas de workshop, desde a insegurança inicial até ao processo alquímico que se dá na sala quando as malhas começam a sair e as voltas crescem debaixo das agulhas. Gosto de ver o entusiasmo das pessoas que, da concentração absoluta no que as mãos estão a fazer, passam – sem notar – a “fazer malha” sem olhar, enquanto conversam. E adoro quando dão conta disso, quando de repente se apercebem que conseguem fazer algo que não sabiam se iriam conseguir. É muito bom! Por isso, terei todo o gosto de receber quem quiser vir aprender este Sábado (há mais datas marcadas, esta é apenas a primeira), aqui com a melhor vista sobre Lisboa.

De resto, também na fotografia, o xaile que estou a tricotar para o meu Príncipe, que andava sempre a “roubar” os meus. Este é mesmo, mesmo para ti (mas pode acontecer que eu to roube a ti…). Detalhes da receita, fio e agulhas aqui no ravelry.

E finalmente: o curso de bordado já está online. É completamente gratuito e as inscrições fazem-se aqui.   

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Thanks to @uppercasemag for having me in your Fall issue. Check out my story on page 101 about why I love to teach how to knit. #knitting #knitstagram #knittersofinstagram #uppercaselove #uppercasereader

The feeling is always special, when my favorite magazine gets to my doorstep. This issue, though, is even more special: this time around, there is a story by me on page 101 of Uppercase Magazine. It’s not my first time contributing, but it’s always exciting to see my name in print. My embroideries have been featured, I’ve written about others, I’ve shared the Embroidery Club, I wrote about how knitting helped me integrating when I moved to Argentina.

This time around, the topic is knitting, too. I reflect on why I love to teach people how to knit. And this may sound like a build up to this Saturday’s knitting workshop, but it isn’t. (You can still sign up by e-mail.)

It’s the truth: I love to teach people how to knit. I love the subtle metamorphosis happening between the moment students arrive, in the morning, feeling a bit insecure and the moment they leave. In the middle, there’s an alchemic process that happens: that moment when stitches start to happen and rows start growing under the needles. I love the enthusiasm, the full concentration on what hands are doing, and the moment people realize that they have learned how to knit and purl, for now they can even manage to keep a conversation while knitting. It’s amazing when students realize that they could, indeed, learn something they weren’t sure they would be able to.

That’s why I’m looking forward to having you this Saturday here with me, learning, stitching and enjoying the best view over Lisbon.

Also pictured, the shawl I’m knitting for my Prince, who used to “lift” my shawls from my drawer. This one is really, really for you (borrowing your shawl may or may not happen in the future; I’m not saying that it will, but I’m not denying it either. 😉 ). Pattern, needle and yarn details on ravelry.

One last thing: the air embroidery e-course is now live. You can register here, free.

Change

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I’ve been thinking a lot about what has changed for me over the past two years, since I launched the air Embroidery Club, with many of you embarking with me on this journey. These have been two very full years, both personally and professionally. As you may already know, when I launched the Club I was recently back to living in Lisbon, soon thereafter got pregnant with my twins, lost my baby boy soon after birth, and dealt with all the grieving process, embroidery in hand. Actually, were it not for the support of this community, it would have been a lot harder to overcome this huge loss. And my dear air Embroidery Club members? You rock!

The Club has been very, very important for me, as you can see, so I wanted to know how it has impacted members’ lives, too. You know, my goal with the Club is not only to create an income that helps me support me and my family through art. That’s obviously an important goal, but it doesn’t tell the whole story. I want the Club to be a means for me to be of service to you, to help you reach your own goals. Many people look for a way to relax – embroidery is such a great invitation to relaxation. Others want to connect meaningfully to other people, and the experience of making things with your hands creates such strong bonds between people who may or may not have anything in common.

So I decided to ask members about their experiences, too. I wanted to know how they changed since joining. And Guida – who joined the Club on day one and, by the way, is my sister – wrote back saying:

“What I like about the air Embroidery Club is the surprise of opening a fresh template each month. I like how careful and creative its presentation is. I enjoy the pleasure I get from choosing different colors for each project. I see how my work has progressed and love to think that other members may be going through a similar experience to mine, even if making very different choices.”

Guida’s words went to the core of the question for me: to feel creatively empowered to make choices, at the same time to feel free to experiment, and maybe even failing. She also mentions her progress, not alone but in the context of a community, where others may be going through a similar experience.

I was delighted to think about this, as the biggest challenge, for me, is not even creating embroidery projects I am passionate about. The biggest challenge is to keep you engaged and motivated, and seeing progress is very motivating.

But Guida has seen beyond the possibilities that are ahead. In her own words:

“Since joining the Club, I pay a lot more attention to craft and am interested in learning other kinds of embroidery techniques. Sometimes I even imagine possible embroidery motifs out of everyday elements, where before I didn’t see any.”

And, to me, this is so exciting! Because I love giving you a nudge to start creating, my nudge being the embroidery template you receive every month. But it is you who takes the template to a whole new level with your interpretation of it. It is with pure joy that I see you stretching your wings and flying high and away, making your choices of floss, colors, materials and creating new, stunning pieces.

I love it. And the Club. So thank you for being a part of it.

If you wish to join us at the air Embroidery Club, consider doing so before September 1st, before the prices go up. I can’t wait to have you with us.

P.S. Follow Guida on instagram! She recently moved to Liberia, where she’s working and taking gorgeous pictures. The photos on this post are hers! Obrigada, Guida!

*

Tenho reflectido muito sobre o que mudou em mim desde que lancei o Clube de Bordado air, há já quase dois anos (já?!). Estes foram anos muito preenchidos, como muitos de vós já saberão, pois em 2013 voltei do Panamá para Portugal; lancei o Clube em Setembro, pouco tempo depois engravidei dos meus gémeos, vim a perder o meu rapazote poucas horas depois do seu nascimento, e fiz todo o processo de luto acompanhada pelos projectos do Clube de Bordado air. Na verdade, não fosse o apoio de muitos de vós que fazem parte desta comunidade, posso dizer que o processo de luto teria sido bem mais difícil de suportar. E por isso: obrigada! Vocês são o máximo.

O Clube de Bordado tem sido muito importante para mim, e por isso quis saber de que forma é que as vidas dos membros também mudaram desde que aderiram. Porque para mim o Clube é mais que uma forma de criar um rendimento para mim e para a minha família; é também uma forma de prestar um serviço a todos vocês que me acompanham. Muitas pessoas procuram uma forma de relaxar, e o bordado é uma óptima auto-estrada para a “zona”, para um estado meditativo. Outras procuram uma forma de conhecer pessoas com interesses semelhantes – e as manualidades, em geral, são um bom veículo para fazer novas amizades.

Então perguntei aos membros o que tinha mudado nas suas vidas. E a Guida – que aderiu ao Clube no primeiro dia (e também é minha irmã!) – respondeu-me:

“No Clube de Bordado air, gosto da surpresa do template de cada mês, gosto do cuidado e da criatividade na apresentação do template, gosto dos artigos que são escolhidos para a página do Facebook, gosto do prazer que me proporciona a escolha das cores, de ver o progresso do meu trabalho e pensar que há outros membros do clube a passar por um processo semelhante mas, provavelmente, a fazer escolhas muito diferentes das minhas.”

As palavras da Guida foram ao que considero ser o cerne da questão: sentir-se capaz de tomar decisões criativas, ao mesmo tempo que se sente à vontade para experimentar, sem medo. A Guida também menciona os progressos que tem feito, sozinha, mas inserida numa comunidade.

Fiquei deliciada ao ler estas palavras, pois um dos grandes desafios para mim nem sequer é criar receitas de bordado que sejam apaixonantes para os membros. Para mim, o maior desafio é manter os membros motivados e em paz com o seu próprio ritmo. E sentir que se fazem progressos é, na minha opinião, das coisas mais motivantes!

A Guida vai mais longe ao ver possibilidades que antes não via:

“Desde que entrei no Clube de Bordado air, presto ainda mais atenção aos trabalhos manuais, aos lavores, tenho mais interesse por diferentes tipos de pontos e bordados, e por vezes imagino imagens ou elementos do dia-a-dia que poderiam fazer um óptimo bordado.”

Para mim, isto é super entusiasmante! Adoro dar-vos um pequenino “empurrão” (um “empurrinho”, portanto) para que comecem a bordar. No fundo, cada receita de bordado é apenas um ponto de partida para a vossa criatividade. E é maravilhoso ver como os membros começam a esticar as suas asas à medida que ganham confiança, e experimentam com cores e materiais diferentes, criando bordados completamente novos.

Adoro. E adoro ver isso no Clube. Por isso, obrigada por estarem comigo nesta aventura!

Se ainda não faz parte do Clube, junte-se a nós! Vamos adorar ter mais gente connosco! Aproveito para relembrar que os preços vão subir no dia 1 de Setembro de 2015, por isso aproveite o preço actual e adira já.

 

P.S. A Guida está no instagram, onde partilha fotografias lindas do país onde vive actualmente, a Libéria. As fotografias neste post são dela. Obrigada, Guida!

You’ve been waiting too long

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You’ve been waiting to start making things for too long.

I know I have.

After a while, I start to feel the itch to make again. Maybe it happens because I look at some supplies (hello pastel crayons, it’s been way too long!), or see a picture of yummy knitting yarn on my instagram feed. Sometimes I pass by my local yarn shop and marvel at the colors. Sometimes I go by my favorite street and see the shop windows and imagine all the embroidery floss inside, waiting for me. The need to make something with my hands starts creeping in, like weed through the cracks on a wall of to-dos.

But then life happens, and I’m in a hurry to get to the studio, or to get home to be with my baby, and suddenly days go by and I haven’t started anything, I haven’t felt the satisfaction of seeing a project grow between my hands.

When I feel that pang of frustration, I know it’s time to do something about it.

When rushing from one place to the other, I try to envision what it is that I want to try my hand at. Do I want to start sewing? Do I need to get back to my paints and canvas? Do I need something small and portable? Something I can take with me anywhere? Something that does not need a lot of logistics?

That’s my first step: to find out what I want to make. Believe it or not, it’s a big part of the project.

When I set my mind on the project I want to pursue, I use my commute to mentally gather the supplies. What do I need to get? What do I already have? How am I going to solve this problem? Or that other one?

And when I finally have those ten minutes while the baby plays by herself, I can execute. I know what I want to make, I know the supplies I need, and that means I can roll my sleeves up and get elbow deep into my project.

And it’s amazing how ten (very fast) minutes can give me a sense of accomplishment and happiness, just because I took a step – be it a tiny one, or a large one – towards making. And making? It makes me happy.

How about you?

(Hey, just a reminder that the price for the air Embroidery Club will go up on September 1st. To join our lovely, friendly, supportive community of makers at the current price, do so today! We can’t wait to have you there. And you know what? Embroidery is a great way to take your “making” with you wherever you go!)

*

Há demasiado tempo que quer começar algo novo. Não há?

No meu caso, sim: há demasiado tempo que quero encetar um novo projecto; e tão pouco tempo para tudo o que quero fazer.

Há momentos da vida em que os dias passam a correr e nós, presos a todas as obrigações, andamos de um lado para o outro, numa correria, sem nos permitirmos pensar duas vezes sobre o assunto. Mas a vontade de fazer, em mim, manifesta-se de forma sorrateira. Começo a sentir a aparecer a vontade de fazer, como se de um pedacinho de erva, entalado entre duas grande pedras, se tratasse. Vejo as cores dos meus pastéis secos, guardados no armário; vejo um novelo lindo de lã no instagram; toco num tecido, ou sinto o relevo de um bordado na polpa dos meus dedos. Há dias em que passo na minha rua favorita e penso na paleta de cores de fio de bordar lá dentro das retrosarias, à minha espera. E sinto essa vontade de fazer.

Mas como fazer esse fazer acontecer? Os dias passam-se entre casa, bebé, atelier. Sem que eu dê conta já é fim do dia, outra vez, hora de jantar, banho e cama. Passa num instante. E de repente passou demasiado tempo desde que senti a satisfação de completar um projecto meu, feito por mim, com as minhas mãos.

Quando sinto essa frustração, sei que é o momento certo para avançar.

Começo por aproveitar aqueles momentos em que espero o autocarro para voltar a casa, ou vou a caminho de uma reunião, para pensar no projecto que quero encetar. Que quero experimentar desta vez? Quero brincar com os meus pastéis secos? Ou tricotar uma gola? Será que é das minhas tintas e pincéis que tenho saudades? Ou quero bordar um tecido? Quero algo que requeira alguma logística? Ou algo portátil, que venha comigo para todo o lado?

Esse é o meu primeiro passo, e por incrível que possa parecer, é quase metade de todo o projecto.

Quando decido qual o caminho, uso os pedaços de tempo para reunir mentalmente os materiais que preciso: quais já tenho? Quais preciso comprar? Onde os encontrar?

E chegado o dia em que tenho aqueles breves dez minutos enquanto a bebé brinca sozinha… nesse momento eu posso, simplesmente, arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Porque já sei o que quero fazer, já reuni os materiais, todos os preparativos estão feitos para, simplesmente, pôr mãos à obra.

É incrível quão rápido passam esses dez minutos e, ao mesmo tempo, a sensação de satisfação que tenho por os ter aproveitado bem, a ser feliz. Porque eu sou feliz a fazer coisas com as minhas mãos, e todos os passos, por pequenos que sejam, me aproximam dessa meta. Podem ter sido só dez minutos, mas valeram por mais, pela alegria que me trouxeram.

Passo a palavra ao caríssimo, ou caríssima, leitor. Que o faz feliz? E que passos dá para ser feliz?

(Antes de me despedir esta semana, quero só recordar que o preço para aderir ao nosso Clube de Bordado air vai subir no dia 1 de Setembro de 2015. Inscreva-se hoje mesmo para se juntar à nossa comunidade de gente amiga pelo valor actual. E sabe que mais? Os projectos bordados são óptimos para levar de um lado para o outro e satisfazer o “bichinho” do fazer em qualquer lugar e a qualquer momento!)