Category: crafts

Peace

Getting into the holiday mood. Happy December, everyone! #lisboa #lisbon

"Peace" - it's the first of the month, so there's a new #embroidery in #airembroideryclub members' inboxes. After these few crazy months, and in this holiday season, I wanted to turn the noise down and retreat. I was surprised to see that I went for just

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…and so 2016 has come to an end. We are now less than two weeks away from 2017, and I have to say this year has officially flown by me. Just yesterday it was Easter break, and we were in Florence climbing the Duomo stairs, and now it’s Winter again.

This was a good, busy year. Work has kept me elsewhere (you can follow me on Instagram, where I still post regularly), entertained with many new challenges, but some things remain the same: my knitting, my embroidery, my beautiful city of Lisbon.

This was the year I launched my podcast with my friend Eliana about female entrepreneurship, Anita no Trabalho. We’re very proud of it.

I started working at two new places; after the adjustment period, I’m now loving the different challenges they bring around. Through these two projects, I have met many new people, some of them I now call friends.

I’ve been dragging my feet on releasing my first (well, second) knitwear design pattern – insecurity, mostly. It will be coming in January, I’m promising myself, because no one is more let down when I procrastinate on sharing my creative projects with the world than myself. So. There. Now I said it.

In the meantime, I wish you all happy holidays. This year I’m very much delighted by the coincidence of the first night of Hanukkah and Christmas. And to everyone, even those not celebrating, I wish much peace, love and embroidery (or knitting).

See you in 2017! (or sooner on Instagram)

*

E eis que sem saber ler nem escrever chegamos ao fim do ano de 2016. Este ano voou. Ainda ontem estávamos a subir as escadas do Duomo, em Florença, nas férias da Páscoa. E agora já é inverno outra vez.

Este foi um ano bom, muito ocupado. Tenho estado muito entretida com projectos de trabalho longe do blog (podem seguir-me no Instagram, onde vou partilhando imagens com mais frequência), novos desafios, mas há coisas que continuam sempre iguais: o tricot, o bordado, a minha querida cidade de Lisboa.

2016 foi o ano em que a minha querida Eliana e eu lançámos o podcast Anita no Trabalho, um podcast em português sobre empreendedorismo no feminino. Penso que falo por ambas quando digo que temos muito orgulho neste projecto.

Comecei a trabalhar em dois lugares diferentes, e após um período de adaptação, estou a adorar os novos desafios. Através destes dois projectos, conheci várias pessoas novas, algumas das quais hoje já considero amigas.

Tenho estado a adiar o lançamento da minha primeira (vá, segunda) receita de tricot. É do meu casaco cinzento que já usei tantas e tantas vezes (aliás, tenho vestido neste preciso momento. Sempre que se trata de um projecto criativo meu, tenho tendência a arrastar os pés… insegurança, claro. Mas vou aqui e agora fazer um pacto comigo mesmo: sai em Janeiro de 2017!

E por agora desejo a todos Boas Festas! Este ano, a primeira noite do Hanukkah calha precisamente na véspera de Natal. De alguma forma, esta coincidência faz-me sentir mais próxima de quem celebra coisas diferentes das minhas, e faz-me acreditar que a paz e a convivência em harmonia são possíveis (não há a menor relação causa-efeito entre a coincidência e a paz no mundo, mas deixem-me sonhar à vontade). A todos vocês, quer celebrem uma festa este fim-de-semana, ou não, desejo paz, amor e muito bordado (e tricot).

Até 2017! (ou mais cedo, no Instagram)

November at the air Embroidery Club

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The last few weeks have been busy, busy. I took on two new jobs: one, teaching knitting in Companhia das Agulhas, here in Lisbon (I also have my knitting workshops in the studio – check the new dates for this season); and the other, as a documentation specialist in a software company.

I’ve been incredibly busy, but also happy to feel that my skills are being challenged in different ways. On the one hand, I’ve been learning a lot about how to talk about knitting. It’s much easier to teach by showing than by talking about it, and yet there is so much that needs to be transmitted to the person who is learning that it is, indeed, necessary to find a way to talk about it. I feel that I have learned a lot about talking about knitting in a way that is easier to understand to a beginner – and this, of course, is thanks to my students, who have posed the most interesting questions, showing me the way to become a better teacher.

My other new job as a documentation specialist is very much a job as a “translator”, in the sense that I try to convert a mostly tech language into a more broadly understood language. It’s been fun, and challenging, and eye-opening, too.

November was also the month we had the Web Summit happen here in Lisbon, for the first time. It was amazing, stimulating, a wonderful learning opportunity. Eliana and I compiled our thoughts in the latest Anita no Trabalho podcast episode (in Portuguese only, sorry!)

In the meantime, November is here, almost gone, and today I was finally able to put together a fun stop motion animation of this month’s air Embroidery Club project. Hope you like it!

(Even if my posts and emails have been erratic, I keep posting updates to Instagram, if you’d like to connect.)

Hugs and happy Thanksgiving, if you celebrate!

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Estas últimas semanas têm passado a correr. Esta ilusão do tempo que foge é precipitada por uma causa: ter começado a trabalhar em dois novos projectos. Um, como formadora de tricot na Companhia das Agulhas, perto da Gulbenkian (paralelamente aos meus workshops de tricot aqui no atelier, cuja página foi actualizada com novas datas). Sinto que tenho aprendido todo um mundo sobre como falar e ensinar a tricotar. Isto, porque sobre tricot é mais fácil demonstrar do que teorizar – e no entanto, para quem aprende, é necessário estabelecer uma estrutura, ainda que pequena, de conhecimento teórico sobre malha.

O outro projecto a que me dediquei é um novo desafio para mim. Estou a trabalhar numa empresa de software como especialista de documentação, que é uma forma de dizer que compilo e transformo a documentação técnica em documentação compreensível por todos. Tem sido uma experiência muito boa.

Em Novembro, tivemos também aqui a Web Summit em Lisboa. A Eliana e eu trocámos as nossas impressões num episódio especial do nosso podcast Anita no Trabalho.

E hoje finalmente consegui preparar um vídeo do making of do bordado de Novembro do Clube de Bordado air. Espero que gostem!

(É verdade que os meus posts e emails têm sido raros – mas continuo a partilhar imagens no Instagram, se quiserem acompanhar!)

Até breve!

Tricot na revista Prevenir de Abril de 2016

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Este mês, a revista Prevenir traz um artigo sobre os benefícios do tricot. Vale a pena ler o trabalho da jornalista Catarina Baguinho, com quem conversei sobre este tema que tanto me apaixona. Vem também recomendado o livro da Zélia Évora “A terapia do tricot”, um livro muito completo, particularmente adequado a quem está a começar.

Já sabem que para mim o tricot é uma viagem só de ida, e aqui se conta porque é que penso assim: por um lado, a malha traz-nos para o aqui e para o agora, fazendo-nos esquecer um pouco as preocupações do dia-a-dia. Por outro, à medida que vamos vendo o tecido a crescer debaixo das agulhas, sentimos aquela satisfação que se tem ao olhar para trás e ver o caminho percorrido.

Também foi a primeira vez que falei em público sobre levar o tricot para reuniões de brainstorming, pois noto que tenho muito mais facilidade em produzir e associar ideias quando tenho as mãos ocupadas com a malha. Não vos vou mentir: foi uma ideia que hesitei  em partilhar por não ser muito convencional, por poder ser alvo de gozo, mas que me parece de facto importante – e por isso a partilhei.

O número de Abril já está nas bancas e vale bem a pena: para além do artigo sobre os benefícios do tricot, vem também um artigo sobre os “Filhos da ciência” (título do livro da jornalista Sandra Moutinho sobre a sua história de luta contra a infertilidade), muita informação sobre saúde e alimentação e ainda um plano de exercícios que, como vem sendo hábito desde há dois anos, é ilustrado por mim.

Links úteis: Revista Prevenir | Workshops de tricot – próxima data: 30 de Abril. 

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This month, Prevenir magazine has an article about the benefits of knitting. It was an honor to participate in it and share my thoughts on how knitting helps to slow down and destress with journalist Catarina Baguinho. I also shared why I bring my knitting to brainstorming meetings: it helps me produce more ideas and associate them in a different, freer way than when I’m not knitting. This was something I was reluctant to share, to tell you the truth, given that it’s a somewhat unconventional idea. In the end, I think it may be a helpful change, so I decided to go forward with it.

This month’s issue is packed full of interesting information besides this article; it also features a story on infertility (another topic close to my heart) and has an exercise plan that was illustrated by me (as has been for the past two years).

Links: Prevenir Magazine | Knitting workshops here in Lisbon – coming up: April 30th.

Mending visibly with embroidery

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A few days ago, I was running late to my yoga class – a project for a new client had just landed on my desk and I was caught in a meeting with my partner. So when I left for yoga, I didn’t have the time I usually allow myself to get there on my calm pace: I had to run!

But at some point I felt something stopping me on my tracks. At first, I didn’t quite understand what had just happened to me. But then I realized my lovely, long, feels-like-a-warm-hug-sleeping-bag cardigan got caught in a parked car. I wanted to sob! This has been my go-to cardigan ever since I got it, and although it isn’t handmade, I love it almost as much as if it were.

Há uns dias, ia eu para a minha aula de yoga um pouco em cima da hora, senti um puxão no meu casaco. Não!! Tinha ficado preso num carro! Foi com absoluto horror que olhei para o meu casaco-que-mais-parece-um-saco-cama (de tão confortável que é) e vi que tinha um grande buraco lá no meio. Apeteceu-me chorar!

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Try the air Embroidery Club – free!

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An animated view of the making of our February 2016 project at the air Embroidery Club.

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Hi everyone, this week I decided to shake things up a bit here.

To be very transparent, I’ve been working hard to grow the air Embroidery Club. This is a project I truly, deeply believe in, because it not only challenges me to learn and create new things (and, hopefully, other members, too), it creates a lovely community where experiences and techniques are shared and new friendships are forged.

At its inception, I thought that the Club would be a good way to share with others what I’m passionate about: the power of creating beauty around you with your own hands; slowing down and carving time to be with one’s own thoughts; the enjoyment of the process and the gratification given by the final product. And mostly: taking care of yourself and your well-being through beauty and calm.

But now, two and half years later, I see that it’s so much more than that: it’s about sharing inspiration and experiences; it’s about feeling empowered to try new (to us) techniques, to connecting dots in a new way. It’s about meaningful connection in this online world.

Because I would like to share this with all of you, I want to invite you to join the air Embroidery Club free for the first month. At the end of the first month, you get to decide whether you join for six months (60€+VAT) or twelve months (100€+VAT) or not. How about that?

Start your free trial today.

P.S. Above you can see last February’s embroidery in the making.

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Olá, olá! Esta semana trago-vos algo de diferente… deixem-me explicar. 🙂

Para ser transparente convosco, tenho feito grandes esforços no intuito de fazer crescer o Clube de Bordado air. Este é um projecto em que acredito, porque não só me leva a experimentar e aprender coisas novas (e aos outros membros, espero, também), como também cria uma comunidade onde a partilha de várias experiências e técnicas nos enriquece a todos.

No início, pensei que o Clube seria uma boa forma de partilhar as minhas paixões convosco, a saber: o poder de criar beleza à nossa volta, com as nossas próprias mãos; abrandar o ritmo frenético dos nossos dias para, com um bordado nas mãos, nos sentarmos com agulha, fio e os nossos pensamentos; a alegria do processo e a gratificação de chegar ao produto final. Mas sobretudo, o poder de cuidarmos do nosso bem-estar através de intencionalmente criar beleza e calma à nossa volta.

Dois anos e meio volvidos, noto que o Clube traz muito mais que isso: traz partilha de experiências, de técnicas e de conhecimentos; traz uma sensação de satisfação ao experimentarmos coisas que antes não pensávamos poder fazer, relacionando diferentes elementos de formas novas para nós. Mas, sobretudo, o Clube promove um ambiente de amizade entre os membros, unidos pela sua paixão comum.

Quero poder partilhar isto com todos vocês, e por isso faço aqui o convite para se juntarem ao Clube de Bordado air de forma gratuita durante o primeiro mês. No final do primeiro mês, poderá decidir se quer aderir durante seis meses (60€+IVA) ou doze meses (100€+IVA), ou não. Que tal?

Experimente o Clube de Bordado grátis no primeiro mês!

P.S. Acima, uma animação com o “making of” do bordado de Fevereiro passado.  

From sketch to embroidery: the process

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Earlier today, #asketchaday in #Lisboa

If there’s something I like seeing in an artist’s work is the behind the scenes process. I love seeing the making of a finished piece, because it not only adds layers of meaning to a finished piece, it also unveils the steps, the doubts, the leaps, from inception to finished object.

And because I love seeing the steps, I also share the steps behind my own projects. And here, today, you can see how a sketch I made will become March’s embroidery at the air Embroidery Club.

When I start thinking about a suitable design for the air Embroidery Club, I look for a story that can be told in a small area, that of the embroidery hoop. Not all sketches are suitable, as some of them tell only a small part of a story (maybe a tiny detail, too little to make sense in an embroidered piece). So I browse my sketchbooks looking for candidates.

This month, I picked a sketch I made a few weeks ago in a beautiful place near my studio, the Miradouro de São Pedro de Alcântara. From here you get to see a beautiful panorama of my city, with the castle and the river in the background. When I made the sketch, I quickly captured some visitors that came and went, and even a naughty pigeon who wanted to be part of the group.

When I start embroidering the sketch, I make decisions about which strokes are important and which are “noise” when it comes to embroidery. Some of the pen strokes that help understand the context of the scene become “noise” when embroidered. I remove those strokes to get a “cleaner” embroidery template.

I share the process, the doubts and the leaps over on my Instagram account. Until I get to the finished piece, which I photograph and add to the final pdf embroidery template active members of the air Embroidery Club receive.

The final embroidered pieces become different things: this one is being worked on a cushion cover from ikea I’m filling with embroidered sketches of Lisbon. It will become a Lisbon-themed cushion. (I have several embroidered pieces waiting to see the light of day, maybe being shown in an art show and sold to new, loving homes, but this one will become a one-off mosaic of Lisbon scenes.)

You can see the final piece when I finish it on Instagram , Facebook, or directly in your inbox on March 1, when you joing the air Embroidery Club.

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Some useful info and links:

  • We have two new knitting workshop dates: February 27 (this Saturday) and March 5 (next Saturday). There are a few spots left so please join us if you are here in Lisbon. More info here.
  • I’ve been asked if there will be knitting workshops in week days: I’m more than happy to organize for groups of 4 people. Let me know in the comments or by e-mail.
  • I love sharing bits of my days over on Instagram and Facebook.
  • If you want to learn embroidery, sign up for my free embroidery e-course. If you wish to get a fresh embroidery template every month, and join a group of really nice and supportive people, join the air Embroidery Club today.

That’s all for today! Have a great weekend – and happy stitching!

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Committing another #Lisbon sketch to fabric. #asketchaday

Se há coisa que gosto de ver no trabalho dos artistas é o “making of”, o processo por detrás do produto acabado. Gosto, mas gosto mesmo. Porque quando vemos o produto acabado, vemos uma coisa terminada. Intuímos o trabalho que ali está, mas sem certezas. Achamos que a versão final foi sempre linda e perfeita, imaculada. No fundo, concentramo-nos no objecto final, e não no processo que o viu nascer. E eu adoro o processo, isto porque passo tanto tempo no processo, que se não o amasse seria certamente mais infeliz.

É por isso que gosto de ir partilhando o percurso entre a génese de uma ideia e o objecto final. E aqui, hoje, mostro-vos o desenho inicial, que estou de momento a bordar e a preparar para ser o projecto de Março no Clube de Bordado air.

Quando penso num projecto para o Clube de Bordado, penso em algo que possa ser representado numa dimensão pequena, e que no fundo conte uma história dentro da área do bastidor. Nem todos os desenhos servem esse propósito. Daqui, vou espreitar os desenhos que tenho nos meus caderninhos, ver quais se poderiam adequar.

Este mês, fui buscar um desenho que fiz há umas semanas no miradouro de São Pedro de Alcântara, uma perspectiva da vista e dos visitantes que se foram acercando para a observar. Ao bordar, vou percebendo que elementos posso retirar do desenho: a verdade é que há vários traços que ajudam a contar uma história no desenho, mas que no bordado só adicionam “ruído”. Esses detalhes saem.

À medida que vou bordando, vou registando o processo e partilhando fotos, dúvidas e reflexões na minha conta no Instagram. Até que chegamos ao produto final, que fotografo para constar na receita de bordado, em pdf, que os membros activos do Clube recebem.

Quanto aos bordados finais, esses, têm fins diferentes. Este que aqui vêem está a ser feito numa fronha de almofada de sofá que comprei no ikea, que estou a encher de desenhos lisboetas. Em vez de ir parar a um tecido solto, que depois acaba por ficar guardado no armário (tenho tantos à espera de uma exposição, ou de serem vendidos para irem para novas casas), estas fronhas ficam sentadas no meu sofá, onde as posso ver todos os dias.

Quanto ao bordado final – vejam no Instagram, Facebook, ou juntem-se ao Clube de Bordado para receberem a respectiva receita, muitas mais fotos do processo e instruções passo-a-passo no próximo dia 1.

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Algumas informações úteis:

  • Temos duas novas datas de workshop de tricot: dias 27 de Fevereiro (depois de amanhã) e 5 de Março. Ainda há vagas! Mais informações e inscrições aqui.
  • Perguntaram-me por workshops de tricot durante a semana: até ao momento ainda não houve, mas poderá vir a haver. Se houver interesse, digam-me por favor nos comentários ou por e-mail.
  • Gosto muito de partilhar fotos dos bastidores dos trabalhos e do meu dia-a-dia no Instagram. Encontram-me aqui. Ou aqui, no Facebook.
  • Se quiserem aprender a bordar, podem fazê-lo no meu curso de bordado gratuito. Se quiserem receber uma receita de bordado por mês, todos os meses, e aderir a um grupo muito fofinho de gente que borda por esse mundo fora, façam-se membros do Clube.

E é tudo por hoje! Bom fim-de-semana para todos!

Climbing a volcano, conquering a dream, finishing a project

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making of air Embroidery Club Feb 2016 - 02

making of air Embroidery Club Feb 2016 - 04

A few days ago, I was waiting for a client’s response and had a few minutes for a pause. I grabbed the knitting I have in my studio – a pair of socks – and added a few more rows. Not much, really, but as I moved from one section of the sock to the next, I looked at what I had accomplished and felt a sense of wonder, and surprise. The sock was much longer than I remembered it to be, which was specially impressive given that I work on it only when I have a few moments to spare. Read more

mosaico

When my grandma taught me to knit, three decades ago, she couldn’t have guessed how important it would become in my life. I remember knitting scarves full of dropped stitches, and telling grandma: “I can knit with my eyes closed!” Knitting was something I did with my grandmother, and when we moved from the outskirts of Lisbon, Portugal, to live in Macau, South of China, I didn’t pick up the needles again. Adolescence struck, along with the 90s, and knitting faded to the background, giving way to checked shirts and Doc Martens boots.

It wasn’t until my late twenties, when I was living in Buenos Aires, Argentina, that I thought about knitting again. With some basics from my mom and a yarn shop near my apartment, soon I was using knitting needles again. Ravelry, a social network for knitters and crocheters, had been just launched, and through it I met people and made new friends.

I have moved twice since those days, and I still treasure knitting as a way to improve my well-being. Sharing that joy is what led me to start teaching others how to knit. We gather in small groups, on Saturday mornings, between yarn and needles, talking all things stitches.

Students arrive early in the morning, a bit nervous and shy. Some apologize in advance, believing they might not be able to learn; they feel it must be difficult to turn a single thread into a solid piece of fabric.

We start by winding the yarn and casting on, allowing our hands, not our minds, to learn the gestures. We wrap the yarn around our fingers and behind the neck, as our grandmothers did, and we start purling. Stitch by stitch, we work through the row. When purling becomes easy, we go on to knitting, then ribbing. Amid childhood memories of a grandmother or aunt who made booties or a scarf, a small miracle happens: with a pair of sticks and a bit of thread, fabric starts to grow out of the needles. That is the point of no return, when students realize they, too, can make something out of nothing.

Being part of this small miracle brings a sense of community to everyone in the room. We now have a common thread that connects us, one that is defined by slowing down and taking the time to make things with our own two hands. We become partners in a slow process, one that allows time for thought, movement and creativity. Knitting becomes a “passport”, one that shows us new worlds.

Last Saturday, January 9th, was one of those days. We shared a morning learning, connecting, recovering childhood memories and remembering those who knitted around us when we were just kids.

There will be another workshop on January 30th, and I hope you’ll want to join us and be part of the magic. (More info + sign up here.)

(This essay was first published in issue 27 of Uppercase Magazine. If you don’t know about Uppercase yet, it is a wonderful quarterly magazine dedicated to all things creative and curious. Do check it out and consider subscribing to it!)

*

Quando a minha avó materna me ensinou a tricotar, há três décadas, não poderia imaginar a importância que iria ter, mais tarde, na minha vida. Lembro-me de tricotar cachecóis intermináveis em liga, cheios de malhas caídas, e anunciar, feliz e orgulhosa, que já sabia tricotar de olhos fechados! A malha era algo que fazia com a minha avó, e quando nos mudámos dos arredores de Lisboa para a nossa nova vida em Macau, não voltei a pegar nas agulhas. Veio a adolescência, chegaram os anos 90, e o grunge, as camisas aos quadrados e as botas Doc Martens ocuparam o panorama. O tricot, esse, perdeu-se na penumbra da memória.

Só na segunda metade dos meus vintes, já a viver em Buenos Aires, na Argentina, é que voltei a pensar no assunto. Com umas lições da minha mãe e uma loja de lãs perto de casa, passado pouco tempo estava a tricotar. Nessa altura surgiu também o Ravelry, uma rede social de tricot e crochet, que me permitiu conhecer mais pessoas e fazer amigos na minha nova cidade.

Desde então já me mudei duas vezes, e continuo a considerar o tricot como uma excelente forma de promover o meu bem-estar. Partilhar a alegria que o tricot me traz foi o que me levou a organizar workshops de tricot e a ensinar pessoas a tricotar. Juntamo-nos em pequenos grupos, ao Sábado de manhã, e entre lã e agulhas se passa o tempo.

Os alunos chegam cedo, por vezes nervosos, um pouco envergonhados. Alguns começam por pedir desculpa, pensam que provavelmente não irão conseguir aprender; muitos acreditam que transformar um simples fio em tecido deve ser demasiado complicado para aprender.

Começamos por dobar as meadas em novelos, e depois montar as malhas. São as mãos, e não o intelecto, que têm que aprender o movimento. Depois passamos o fio à volta do pescoço, tal como faziam as nossas avós, e começamos a aprender a fazer liga. Malha a malha, avançamos pela agulha até chegar ao final da carreira. Quando a liga se torna fácil, passamos à meia, e daí ao canelado. Entre memórias da avó ou da tia que tricotava (ou, no meu caso, dos relatos do avô que fazia as suas próprias meias), acontece um pequeno milagre: com apenas um par de agulhas e um fio começa a crescer tecido debaixo das agulhas. E esse é ponto sem retorno, o ponto em que os alunos se apercebem de que também eles podem criar algo a partir do nada.

Ser parte deste pequeno milagre traz uma sensação de comunhão, de partilha de algo especial como todos os que ali estamos. Temos um fio que nos liga uns aos outros e que se define por conscientemente abrandarmos e nos deleitarmos com o prazer de podermos criar novos projectos com as nossas próprias mãos. Tornamo-nos parceiros num processo lento, que pelas suas características nos permite abrandar, ter tempo para pensar, para deixar a mente deambular, para criar. O tricot transforma-se num “passaporte” que nos abre novos mundos.

O Sábado passado foi um desses dias especiais em que houve workshop aqui no atelier. Começámos a manhã a aprender, a trocar experiências e memórias das nossas infâncias, daqueles que à nossa volta faziam malha. A hora de almoço chegou sem repararmos, e não fossem as barrigas a dar horas se calhar ainda lá estávamos… 🙂

No próximo dia 30 de Janeiro vai haver novo workshop. Espero que se queiram juntar a nós! (Mais informações e inscrições aqui.)

(Uma versão deste post foi publicada no número 27 (do Outono de 2015) da revista Uppercase. Se ainda não conhece esta revista, não hesite em visitar o site! É uma revista trimestral canadiana dedicada a tudo o que é criativo. Vale mesmo a pena! Visite o site da Uppercase.)

2015 in embroidery

My last post was a roundup in pictures of my year of 2015. Today’s post is another kind of roundup: it’s 2015 in embroidery. These were the projects I created for the air Embroidery Club. Most come from sketches on my sketchbook, some are observation sketches, some are patterns borne out of doodles. But they were all ways for me to learn and experiment new techniques. If you’re curious about the Club, click here. If you want to learn how to embroider (free!), register here.

 

air Embroidery Club - Jan-2015

This sketch was made during a trip to Mexico, where VW Beetles are a common presence. Mexico was a treat for the senses, with all its colors and spices.

 

air Embroidery Club - Feb-2015

This embroidery was made on a typical “chita de Alcobaça”, and it is based on a sketch inspired by my hometown of Lisbon, Portugal.

 

 

air Embroidery Club - Mar-2015

This floral design was made to remind me that Spring was just around the corner. And it came early, as soon as I started embroidering this project.

 

air Embroidery Club - Apr-2015

An animated view of the process to complete April 2015's air Embroidery Club project.
An animated view of the process to complete April 2015’s air Embroidery Club project.

This was one of my favorite projects to date: although challenging (working with metallic floss took some trial and error), it was very fulfilling to both my mind and my senses, as it created a delightful texture on the fabric.

 

air Embroidery Club - May-2015

In May, I tried to create a deep, full texture with very few elements: one color, one stitch, one element repeated. I loved how this project turned out.

 

air Embroidery Club - Jun-2015

 

In June, I repurposed a tunic that was bound for the recycling bin.

 

air Embroidery Club - Jul-2015

 

In July I dreamed of childhood summers, with endless days at the beach, playing with the waves and building sand castles.

 

air Embroidery Club - Aug-2015

In August, I embroidered a sketch made in Sortelha, Portugal, one of the historical villages along the border with Spain.

 

air Embroidery Club - Sep-2015

 

In September, I played a bit with cross stitch and other filling stitches in this door I sketched a few years ago in Casco Viejo, Panama.

 

air Embroidery Club - Oct-2015

 

In October, my embroidery took me back to the sunset on my friend’s balcony back in Macau, where I spent my teenage years and revisited in April 2015.

 

air Embroidery Club - Nov-2015

 

November’s project was based on a sketch I made right outside my studio.

 

air Embroidery Club - Dec-2015

You know how there is “comfort food”? Well, this was my “comfort embroidery”, to be shared with members of the air Embroidery Club in the month of December.

 

My story in Uppercase magazine

Uppercase magazine+#knitting = two of my favorite things. I'm really happy to share that I have an article about why I love to teach how to knit over on page 101. Thanks for the invitation, Janine! @uppercasemag #uppercasereader #uppercaselove

Read in English É sempre especial quando acontece chegar no correio o nosso exemplar da nossa revista favorita. E é mais especial ainda quando, como se deu neste número, tem um artigo escrito por mim. Já não é a primeira vez que contribuo para a Uppercase; já apareceram os meus bordados, já escrevi sobre outros, sobre o Clube de Bordado, sobre como o tricot me ajudou na integração quando fui para a Argentina.

Desta vez o tema também é tricot, e também me toca no coração: conto porque é que gosto de ensinar a tricotar. E isto até parece combinado para vos falar do workshop de tricot que vai acontecer no próximo Sábado, já no dia 17. (Ainda se podem inscrever, mandem-me um mail.)

Mas não foi combinado, foi pura coincidência.

É verdade, gosto mesmo de ensinar as pessoas a tricotar. Gosto da metamorfose subtil que se opera nas quatro horas de workshop, desde a insegurança inicial até ao processo alquímico que se dá na sala quando as malhas começam a sair e as voltas crescem debaixo das agulhas. Gosto de ver o entusiasmo das pessoas que, da concentração absoluta no que as mãos estão a fazer, passam – sem notar – a “fazer malha” sem olhar, enquanto conversam. E adoro quando dão conta disso, quando de repente se apercebem que conseguem fazer algo que não sabiam se iriam conseguir. É muito bom! Por isso, terei todo o gosto de receber quem quiser vir aprender este Sábado (há mais datas marcadas, esta é apenas a primeira), aqui com a melhor vista sobre Lisboa.

De resto, também na fotografia, o xaile que estou a tricotar para o meu Príncipe, que andava sempre a “roubar” os meus. Este é mesmo, mesmo para ti (mas pode acontecer que eu to roube a ti…). Detalhes da receita, fio e agulhas aqui no ravelry.

E finalmente: o curso de bordado já está online. É completamente gratuito e as inscrições fazem-se aqui.   

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Thanks to @uppercasemag for having me in your Fall issue. Check out my story on page 101 about why I love to teach how to knit. #knitting #knitstagram #knittersofinstagram #uppercaselove #uppercasereader

The feeling is always special, when my favorite magazine gets to my doorstep. This issue, though, is even more special: this time around, there is a story by me on page 101 of Uppercase Magazine. It’s not my first time contributing, but it’s always exciting to see my name in print. My embroideries have been featured, I’ve written about others, I’ve shared the Embroidery Club, I wrote about how knitting helped me integrating when I moved to Argentina.

This time around, the topic is knitting, too. I reflect on why I love to teach people how to knit. And this may sound like a build up to this Saturday’s knitting workshop, but it isn’t. (You can still sign up by e-mail.)

It’s the truth: I love to teach people how to knit. I love the subtle metamorphosis happening between the moment students arrive, in the morning, feeling a bit insecure and the moment they leave. In the middle, there’s an alchemic process that happens: that moment when stitches start to happen and rows start growing under the needles. I love the enthusiasm, the full concentration on what hands are doing, and the moment people realize that they have learned how to knit and purl, for now they can even manage to keep a conversation while knitting. It’s amazing when students realize that they could, indeed, learn something they weren’t sure they would be able to.

That’s why I’m looking forward to having you this Saturday here with me, learning, stitching and enjoying the best view over Lisbon.

Also pictured, the shawl I’m knitting for my Prince, who used to “lift” my shawls from my drawer. This one is really, really for you (borrowing your shawl may or may not happen in the future; I’m not saying that it will, but I’m not denying it either. 😉 ). Pattern, needle and yarn details on ravelry.

One last thing: the air embroidery e-course is now live. You can register here, free.

A finished cowl

This weekend I finished #knitting my #honeycowl which now is my dear friend T's honey cowl. I hope she likes it and uses it until it falls apart in a very distant future. No pressure... ;)

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Knitting has been slow over here. It’s summer, and I dislike knitting with cotton (or linen or hemp for that matter), which leaves me with mostly cold weather fibers. I specially like knitting with wool because it is so forgiving on the hands (hello, lanolin!) and also forgiving on the result, smoothing away uneven tension after a good soak.

In my case, there’s more to my slow knitting than warm weather and fiber choice. I know I’m still not up to knitting complicated patterns. You may recall that it took me a while to get back to knitting after my babies were born and my baby boy died. Life didn’t feel normal (I suppose that is true to most new mothers) and my grief was so overwhelming I hardly had any emotional space to start something, anything new.

When the different pieces of the enormous jigsaw puzzle that is grief started to slowly fall in their places, I started to feel that itch, and started my baby’s blanket. I needed a simple pattern, one that didn’t require much mental space to follow, but still kept me interesting. After that blanket, which was a turning point for me, I started a cowl, the Honey Cowl, to be more precise. It took me several months to complete, but who’s counting? Certainly not me. It feels like I’m suddenly coming back to the surface of those deep, dark waters. It feels like my joy of creating, of giving life to new things, is coming back.

Above is my Honey Cowl, pattern by Antonia Shankland, made with Lopo Xavier’s Trianon yarn (two skeins), colorway mustard.

I loved knitting it. It was intended for me, but then decided to give it to my dear friend T., who saw her life changed this summer. I wanted her to know that she is not alone, and gave her this cowl as a big hug. I hope she likes it.

Next on the needles: a shawl! It’s a simple stockinette shawl (with a purl ridge to add rhythm and interest every now and then) and it’s intended for my sweetheart. I’ll share more about it later.

In the meantime, I added three new dates for knitting workshops here in Lisbon, this Fall. Now that the weather is cooling, it feels great to cozy up with yarn and needles in hands. Check the dates here.

(And, if knitting is not your thing, but embroidery is: you can learn to embroider free with the free, fun and fantastic e-course that will launch later this month. Registration is now open!)


A #honeycowl is happening on my #knitting needles. #wool

O tricot tem andado lento aqui pelas minhas paragens. É verão, e não aprecio tricotar com algodão (nem linho, nem cânhamo), o que me deixa com fibras mais apropriadas a temperaturas mais baixas. Entre elas, a minha favorita continua a ser a lã, não só porque não desgasta tanto as mãos (olá, lanolina!) como também porque depois de lavada atenua possíveis diferenças na tensão.

No meu caso, há mais que calor e fibras quentes para justificar o meu tricot lento: ainda não tenho vontade de me atirar a projectos mais complexos. Talvez se recordem que demorei bastante tempo a voltar a tricotar depois do nascimento dos meus bebés e da morte do meu rapazote. A vida não me parecia nada normal (penso que esta é uma sensação comum a outras mães estreantes) e o meu luto era tão forte que não tinha qualquer disponibilidade mental para criar algo novo.

Quando as diferentes peças deste complicado puzzle que é o luto começaram, gradualmente, a cair nos devidos sítios, comecei a sentir aquela vontade de recomeçar, de pegar nas agulhas e fazer algo novo. E foi assim que comecei, fiz e terminei a mantinha da minha bebé. Precisava de uma receita simples, que não requeresse demasiado espaço mental, mas que ao mesmo tempo me mantivesse entusiasmada. E assim foi. Ponto a ponto, comecei a sentir-me mais parecida comigo própria, à medida que a manta ia crescendo no meu colo. Depois da manta, comecei uma gola, a Honey Cowl. Levou-me meses a fazer, mas isso é pouco importante. O mais importante é que me sinto a regressar das profundezas desse lago escuro que é o luto, e a pouco e pouco, à medida que vejo o tricot a crescer-me no colo, sinto que a minha alegria de viver e de criar coisas do nada está de volta.

Nas fotografias acima está a minha gola Honey Cowl, receita de Antonia Shankland, feita com duas meadas de lã Trianon da Lopo Xavier, cor mostarda.

Adorei tricotar esta gola! Comecei-a para mim, mas à medida que a ia fazendo começou a surgir a imagem da minha querida amiga T., que este verão viu a sua vida revirada de cabeça para baixo. Quis oferecer-lha porque ela é linda e fofa e também para que saiba que não está sozinha! Espero que goste!

Agora, nas agulhas, tenho um xaile bastante simples, desta feita para o meu querido Príncipe. Em breve partilharei mais sobre este projecto.

Por falar em tricot, adicionei três datas à página de workshops de tricot aqui no atelier, em Lisboa. Agora que o tempo começa a arrefecer, as agulhas voltam a chamar! Datas e inscrições aqui.

(E se quiser aprender a bordar, para além de tricotar, fica aqui o meu convite para se vir inscrever no curso gratuito de bordado que estou a preparar. As inscrições estão abertas!)

Change

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I’ve been thinking a lot about what has changed for me over the past two years, since I launched the air Embroidery Club, with many of you embarking with me on this journey. These have been two very full years, both personally and professionally. As you may already know, when I launched the Club I was recently back to living in Lisbon, soon thereafter got pregnant with my twins, lost my baby boy soon after birth, and dealt with all the grieving process, embroidery in hand. Actually, were it not for the support of this community, it would have been a lot harder to overcome this huge loss. And my dear air Embroidery Club members? You rock!

The Club has been very, very important for me, as you can see, so I wanted to know how it has impacted members’ lives, too. You know, my goal with the Club is not only to create an income that helps me support me and my family through art. That’s obviously an important goal, but it doesn’t tell the whole story. I want the Club to be a means for me to be of service to you, to help you reach your own goals. Many people look for a way to relax – embroidery is such a great invitation to relaxation. Others want to connect meaningfully to other people, and the experience of making things with your hands creates such strong bonds between people who may or may not have anything in common.

So I decided to ask members about their experiences, too. I wanted to know how they changed since joining. And Guida – who joined the Club on day one and, by the way, is my sister – wrote back saying:

“What I like about the air Embroidery Club is the surprise of opening a fresh template each month. I like how careful and creative its presentation is. I enjoy the pleasure I get from choosing different colors for each project. I see how my work has progressed and love to think that other members may be going through a similar experience to mine, even if making very different choices.”

Guida’s words went to the core of the question for me: to feel creatively empowered to make choices, at the same time to feel free to experiment, and maybe even failing. She also mentions her progress, not alone but in the context of a community, where others may be going through a similar experience.

I was delighted to think about this, as the biggest challenge, for me, is not even creating embroidery projects I am passionate about. The biggest challenge is to keep you engaged and motivated, and seeing progress is very motivating.

But Guida has seen beyond the possibilities that are ahead. In her own words:

“Since joining the Club, I pay a lot more attention to craft and am interested in learning other kinds of embroidery techniques. Sometimes I even imagine possible embroidery motifs out of everyday elements, where before I didn’t see any.”

And, to me, this is so exciting! Because I love giving you a nudge to start creating, my nudge being the embroidery template you receive every month. But it is you who takes the template to a whole new level with your interpretation of it. It is with pure joy that I see you stretching your wings and flying high and away, making your choices of floss, colors, materials and creating new, stunning pieces.

I love it. And the Club. So thank you for being a part of it.

If you wish to join us at the air Embroidery Club, consider doing so before September 1st, before the prices go up. I can’t wait to have you with us.

P.S. Follow Guida on instagram! She recently moved to Liberia, where she’s working and taking gorgeous pictures. The photos on this post are hers! Obrigada, Guida!

*

Tenho reflectido muito sobre o que mudou em mim desde que lancei o Clube de Bordado air, há já quase dois anos (já?!). Estes foram anos muito preenchidos, como muitos de vós já saberão, pois em 2013 voltei do Panamá para Portugal; lancei o Clube em Setembro, pouco tempo depois engravidei dos meus gémeos, vim a perder o meu rapazote poucas horas depois do seu nascimento, e fiz todo o processo de luto acompanhada pelos projectos do Clube de Bordado air. Na verdade, não fosse o apoio de muitos de vós que fazem parte desta comunidade, posso dizer que o processo de luto teria sido bem mais difícil de suportar. E por isso: obrigada! Vocês são o máximo.

O Clube de Bordado tem sido muito importante para mim, e por isso quis saber de que forma é que as vidas dos membros também mudaram desde que aderiram. Porque para mim o Clube é mais que uma forma de criar um rendimento para mim e para a minha família; é também uma forma de prestar um serviço a todos vocês que me acompanham. Muitas pessoas procuram uma forma de relaxar, e o bordado é uma óptima auto-estrada para a “zona”, para um estado meditativo. Outras procuram uma forma de conhecer pessoas com interesses semelhantes – e as manualidades, em geral, são um bom veículo para fazer novas amizades.

Então perguntei aos membros o que tinha mudado nas suas vidas. E a Guida – que aderiu ao Clube no primeiro dia (e também é minha irmã!) – respondeu-me:

“No Clube de Bordado air, gosto da surpresa do template de cada mês, gosto do cuidado e da criatividade na apresentação do template, gosto dos artigos que são escolhidos para a página do Facebook, gosto do prazer que me proporciona a escolha das cores, de ver o progresso do meu trabalho e pensar que há outros membros do clube a passar por um processo semelhante mas, provavelmente, a fazer escolhas muito diferentes das minhas.”

As palavras da Guida foram ao que considero ser o cerne da questão: sentir-se capaz de tomar decisões criativas, ao mesmo tempo que se sente à vontade para experimentar, sem medo. A Guida também menciona os progressos que tem feito, sozinha, mas inserida numa comunidade.

Fiquei deliciada ao ler estas palavras, pois um dos grandes desafios para mim nem sequer é criar receitas de bordado que sejam apaixonantes para os membros. Para mim, o maior desafio é manter os membros motivados e em paz com o seu próprio ritmo. E sentir que se fazem progressos é, na minha opinião, das coisas mais motivantes!

A Guida vai mais longe ao ver possibilidades que antes não via:

“Desde que entrei no Clube de Bordado air, presto ainda mais atenção aos trabalhos manuais, aos lavores, tenho mais interesse por diferentes tipos de pontos e bordados, e por vezes imagino imagens ou elementos do dia-a-dia que poderiam fazer um óptimo bordado.”

Para mim, isto é super entusiasmante! Adoro dar-vos um pequenino “empurrão” (um “empurrinho”, portanto) para que comecem a bordar. No fundo, cada receita de bordado é apenas um ponto de partida para a vossa criatividade. E é maravilhoso ver como os membros começam a esticar as suas asas à medida que ganham confiança, e experimentam com cores e materiais diferentes, criando bordados completamente novos.

Adoro. E adoro ver isso no Clube. Por isso, obrigada por estarem comigo nesta aventura!

Se ainda não faz parte do Clube, junte-se a nós! Vamos adorar ter mais gente connosco! Aproveito para relembrar que os preços vão subir no dia 1 de Setembro de 2015, por isso aproveite o preço actual e adira já.

 

P.S. A Guida está no instagram, onde partilha fotografias lindas do país onde vive actualmente, a Libéria. As fotografias neste post são dela. Obrigada, Guida!