A finished cowl

This weekend I finished #knitting my #honeycowl which now is my dear friend T's honey cowl. I hope she likes it and uses it until it falls apart in a very distant future. No pressure... ;)

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Knitting has been slow over here. It’s summer, and I dislike knitting with cotton (or linen or hemp for that matter), which leaves me with mostly cold weather fibers. I specially like knitting with wool because it is so forgiving on the hands (hello, lanolin!) and also forgiving on the result, smoothing away uneven tension after a good soak.

In my case, there’s more to my slow knitting than warm weather and fiber choice. I know I’m still not up to knitting complicated patterns. You may recall that it took me a while to get back to knitting after my babies were born and my baby boy died. Life didn’t feel normal (I suppose that is true to most new mothers) and my grief was so overwhelming I hardly had any emotional space to start something, anything new.

When the different pieces of the enormous jigsaw puzzle that is grief started to slowly fall in their places, I started to feel that itch, and started my baby’s blanket. I needed a simple pattern, one that didn’t require much mental space to follow, but still kept me interesting. After that blanket, which was a turning point for me, I started a cowl, the Honey Cowl, to be more precise. It took me several months to complete, but who’s counting? Certainly not me. It feels like I’m suddenly coming back to the surface of those deep, dark waters. It feels like my joy of creating, of giving life to new things, is coming back.

Above is my Honey Cowl, pattern by Antonia Shankland, made with Lopo Xavier’s Trianon yarn (two skeins), colorway mustard.

I loved knitting it. It was intended for me, but then decided to give it to my dear friend T., who saw her life changed this summer. I wanted her to know that she is not alone, and gave her this cowl as a big hug. I hope she likes it.

Next on the needles: a shawl! It’s a simple stockinette shawl (with a purl ridge to add rhythm and interest every now and then) and it’s intended for my sweetheart. I’ll share more about it later.

In the meantime, I added three new dates for knitting workshops here in Lisbon, this Fall. Now that the weather is cooling, it feels great to cozy up with yarn and needles in hands. Check the dates here.

(And, if knitting is not your thing, but embroidery is: you can learn to embroider free with the free, fun and fantastic e-course that will launch later this month. Registration is now open!)


A #honeycowl is happening on my #knitting needles. #wool

O tricot tem andado lento aqui pelas minhas paragens. É verão, e não aprecio tricotar com algodão (nem linho, nem cânhamo), o que me deixa com fibras mais apropriadas a temperaturas mais baixas. Entre elas, a minha favorita continua a ser a lã, não só porque não desgasta tanto as mãos (olá, lanolina!) como também porque depois de lavada atenua possíveis diferenças na tensão.

No meu caso, há mais que calor e fibras quentes para justificar o meu tricot lento: ainda não tenho vontade de me atirar a projectos mais complexos. Talvez se recordem que demorei bastante tempo a voltar a tricotar depois do nascimento dos meus bebés e da morte do meu rapazote. A vida não me parecia nada normal (penso que esta é uma sensação comum a outras mães estreantes) e o meu luto era tão forte que não tinha qualquer disponibilidade mental para criar algo novo.

Quando as diferentes peças deste complicado puzzle que é o luto começaram, gradualmente, a cair nos devidos sítios, comecei a sentir aquela vontade de recomeçar, de pegar nas agulhas e fazer algo novo. E foi assim que comecei, fiz e terminei a mantinha da minha bebé. Precisava de uma receita simples, que não requeresse demasiado espaço mental, mas que ao mesmo tempo me mantivesse entusiasmada. E assim foi. Ponto a ponto, comecei a sentir-me mais parecida comigo própria, à medida que a manta ia crescendo no meu colo. Depois da manta, comecei uma gola, a Honey Cowl. Levou-me meses a fazer, mas isso é pouco importante. O mais importante é que me sinto a regressar das profundezas desse lago escuro que é o luto, e a pouco e pouco, à medida que vejo o tricot a crescer-me no colo, sinto que a minha alegria de viver e de criar coisas do nada está de volta.

Nas fotografias acima está a minha gola Honey Cowl, receita de Antonia Shankland, feita com duas meadas de lã Trianon da Lopo Xavier, cor mostarda.

Adorei tricotar esta gola! Comecei-a para mim, mas à medida que a ia fazendo começou a surgir a imagem da minha querida amiga T., que este verão viu a sua vida revirada de cabeça para baixo. Quis oferecer-lha porque ela é linda e fofa e também para que saiba que não está sozinha! Espero que goste!

Agora, nas agulhas, tenho um xaile bastante simples, desta feita para o meu querido Príncipe. Em breve partilharei mais sobre este projecto.

Por falar em tricot, adicionei três datas à página de workshops de tricot aqui no atelier, em Lisboa. Agora que o tempo começa a arrefecer, as agulhas voltam a chamar! Datas e inscrições aqui.

(E se quiser aprender a bordar, para além de tricotar, fica aqui o meu convite para se vir inscrever no curso gratuito de bordado que estou a preparar. As inscrições estão abertas!)

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