You think embroidery isn’t for you

Testing #embroidery stitches for August's #airembroideryclub project. My first time embroidering a #castle!

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I thought that, too. Maybe you had a similar experience to mine: when I was a kid in school, I had so many cross stitch projects in one year I cannot even tell you how much I grew to despise it. I don’t know what it was at the time: maybe the curriculum was very cross stitch intensive? Maybe the designs were uninteresting? Or maybe it was just my age at the time?

Then, many years later, as an adult, I started embroidering my own designs. I started with hand lettering I embroidered free hand, using back stitch, which was the stitch I thought (and still think) best emulates on fabric the line a pen makes on paper. (I made several baby blankets I sold under my abbrigate* brand.)

I tried to stay away, as much as possible, from what I remembered to have been a bad cross stitch experience, with old-fashioned designs. I created mine, either directly while embroidering, or roughly on paper, before I stitched them. Suddenly embroidery became a great medium for me, one that takes time and allows me, because of its slow speed, to be guided by the movement itself.

I don’t know about you, but I like the time an embroidery takes to be completed, which is also the time it allows me to think, to change course, to make creative decisions whether or not to go this or that way. Embroidery allows me the time to think about other stuff too, maybe about issues I’m having in my life, or maybe just remember a vivid dream that quickly was forgotten.

Through embroidery I’m able to be in contact with myself, to carve out a little space where nothing else matters. And maybe in real life it’s no longer than ten minutes, but to me, while I’m stitching, it feels like hours of pure, relaxed pleasure.

Maybe my next challenge is to incorporate cross stitch into this new embroidery chapter of my life, and make it as fun and expressive as all the other stitches I use and love.

How about you? Do you have any activities you were forced to do back in school? How do you deal with them now?

If you’re like me and feel like turning a new page in the book of your embroidery life, join us at the air Embroidery Club. Prices will increase on September 1st, 2015, so do join our lovely community today at the current price.

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Pensa que o bordado não é para si? Eu também pensava isso. Talvez tenha tido uma experiência semelhante à minha: quando andava na escola, em miúda, tive de bordar tantos projectos em ponto cruz que simplesmente passei a detestá-lo com todas as forças. Não que o ponto em si fosse feio. Mas… não sei, terá sido a quantidade de ponto cruz que tivemos de fazer? Ou os desenhos antiquados que acabei por bordar? Ou seria só a minha idade?

Muitos anos mais tarde, já adulta, tudo mudou. Comecei a bordar os meus próprios desenhos, primeiro letras manuscritas, bordadas à mão levantada sobre tecidos que me interessavam mais. Com o ponto atrás, aquele que ainda hoje considero melhor reproduzir no tecido a linha da caneta no papel, bordei várias mantas para bebés, com tecidos muito variados, que vendi através da minha marca abbrigate*.

Tentei manter-me afastada daquilo que me lembro ter sido uma experiência desgastante com o ponto cruz e os seus habituais desenhos antiquados. Para isso, criei os meus próprios motivos, às vezes directamente no tecido, outras vezes com alguns esboços por alto no papel. E assim, sem mais nem para quê, o bordado tornou-se numa forma de expressão de que muito gosto, pois pela sua velocidade de execução – baixa! – permite-me pensar, reflectir, ir tomando decisões criativas sobre a direcção que quero dar ao projecto. Por vezes quase sinto que a agulha tem vontade própria e comanda a linha.

Gosto desse aspecto que o bordado tem: o tempo que demora é tempo que tenho para mim, para contactar com o meu íntimo, para pensar no que quero fazer, para onde quero ir. Cada ponto é quase como um momento em que o tempo pára. Tenho a oportunidade de reflectir sobre o projecto em mãos, sobre a vida em geral, lembrar-me daquele sonho tão límpido que tive e que imediatamente esqueci.

Com o bordado, e por causa do bordado, consigo criar pequenos momentos só para mim, momentos em que me concentro exclusivamente no trabalho em mãos e em que parece que o mundo à minha volta desaparece. Talvez não sejam mais que dez minutos, na vida real, mas eu sinto-os como pequenas eternidades de alheamento feliz.

Suponho que um desafio próximo, para mim, poderá ser incorporar o ponto cruz nos meus projectos actuais, um pouco para ver se a minha aversão é ao ponto em si, se a tudo o que, na minha fantasia, vem agarrado a ele.

E o caríssimo leitor, ou caríssima leitora? Tem alguma actividade no seu passado que a deixou inoculada para todo o sempre? Tenciona mudar a sua relação com a dita actividade?

Se, tal como eu, tiver vontade de abrir uma nova página no livro bordado da sua vida, junte-se ao Clube de Bordado air. Para além de passar a receber uma receita de bordado por mês (há quem lhe chame “poção para relaxamento imediato”!), terá também acesso a um grupo muito fofo que adora bordar e tudo o que tenha que ver com têxteis. A partir de 1 de Setembro de 2015, os preços para aderir ao Clube vão aumentar, pelo que não perca a oportunidade de o fazer até lá pelo preço actual.

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