Creativity Series: Raquel Félix

Criatividade_Raquel-Felix

Fotografia: Raquel Félix

Conheci a Raquel há alguns anos, através de uma amiga comum. Há quase dois anos atrás, a Raquel fundou a plataforma Portugalize.me e contactou-me para colaborar com ela, uma vez por semana. Começámos por nos aproximar pela paixão que ambas temos pelo que é bom e bem feito em Portugal e por portugueses, e a amizade foi crescendo.

A Raquel, psicóloga de profissão, empreendedora de paixão, tem uma visão muito interessante de criatividade, que estou desejosa de partilhar convosco. Assim sendo, não me alongo e deixo-vos com as palavras da Raquel.

*

Falar de criatividade.

Ela é ampla, pessoal e expressa-se de forma diferente em cada um de nós. A criatividade não é exclusiva de alguns. Não pertence a ninguém em particular e no entanto é de todos, porque todos, sem excepção temos essa capacidade… a de criar. Criamos porque nos relacionamos, pensamos, sentimos, vivemos.

Nos dias que correm a criatividade ganhou um lado tangível omnipotente e castrador de outras vertentes que lhe são inerentes. A criatividade não é apenas dos artistas, dos publicitários ou marketeers (quais “criativos” da contemporaneidade que se alapam ao conceito como sendo propriedade privada e dom conferido por obra do espírito santo).

Desenganem-se os que se apoderam desta “marca não registrada” e aqueles que acham não ter a mínima hipótese no que toca a serem criativos. A criatividade não é apenas uma coisa que se materializa em obra externa.

Quando estamos perdidos nos nossos pensamentos, numa espécie de sonho acordado, estamos a criar sentidos próprios ou não (por vezes surgem coisas sem sentido, mesmo assim, uma criação possível, a possível).

A criatividade “trabalha-se”, “alimenta-se”, é processo.

Divagar por dentro é um acto criativo. Falar é um acto criativo. Brincar é um acto criativo. Viver é um acto de criação em si, constante.Tudo isto nós sabemos fazer, sem ter de fazer disto profissão, sem a pressão da tangibilidade.

No dia em que a criatividade for apenas para alguns, ai de nós, ai da nossa humanidade.

*

Obrigada, Raquel!

Podem encontrar a Raquel no seu site ou no Portugalize.me, que aconselho sigam atentamente, já que a Raquel partilha diariamente novas razões para acreditarmos que Portugal faz bem e tem futuro.

Este texto faz parte do projecto Creativity Series, onde peço a amigos que partilhem a sua definição de “criatividade”. Gostaria de participar? Escreva-me um mail. Para receber estes posts na sua caixa de correio, clique aqui.

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