Creativity Series: Inês Marinho

Ines-Marinho-criatividade
Photo: Inês Marinho

A Inês, a minha convidada desta semana para falar sobre Criatividade, é minha amiga de infância. Conhecemo-nos em Macau, há 26 anos (ontem, praticamente), quando ainda usávamos uma bata cor de rosa para ir à escola.

A Inês sempre foi uma apaixonada pela expressão corporal e quem a vê dançar entende o que significam “graça” e “elegância”. O passar dos anos trouxe à Inês uma carreira na área das leis e dos direitos humanos; trouxe-lhe também a descoberta da paixão pela fotografia. (Sigam a Inês no Instagram: inesmarinho é o username dela).

Obrigada por partilhares connosco a tua definição de criatividade, Inês!

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Foi-me pedido para falar sobre criatividade. É um pedido curioso para quem, como eu, sendo jurista, quase nunca é associada a criatividade. Só pelos que me conhecem e sabem que tenho um passado (e presente) ligado à dança e um presente ligado à fotografia. Mas mesmo que assim não fosse, ao contrário do que é a ideia geral, o mundo do direito está fortemente ligado à criatividade e a pessoas criativas. Por um lado, a maior parte dos juristas, advogados ou juízes pintam, fotografam, escrevem, tocam instrumentos, etc, etc, etc.

Além disso, isto ainda pensando em criatividade na minha actividade principal, de jurista, pelo menos tal como eu a vejo e vivo, passa por um enorme sentido criativo (num sentido positivo e não no sentido irónico, muitas vezes traduzido na expressão “2 juristas, 3 opiniões”). E é profundamente criativa porque passa por leitura, interpretação e escrita de textos, construção de argumentos e de reflexão sobre o significado das palavras. E, isso para mim, passa por um enorme sentido criativo, porque ler e pensar sobre as leituras, escrever sobre elas, passa uma capacidade de análise e por um sentido crítico. Criatividade passa por ambas estas capacidades.
Mas mais do que tudo isto, em termos mais “puros”, criatividade, para mim, é liberdade, é liberdade de espírito, aquela que permite ver além da superfície; e de, nessa visão, encontrar imagens, movimentos, sons, sentidos que não são visíveis ou perceptíveis a “olho nu”.

Criatividade é estar desperta para as imensas possibilidades do mundo e do outro. Porque do relacionamento com um e outro, nasce algo sempre novo.

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Obrigada, Inês!

Este texto faz parte do projecto Creativity Series, onde peço a amigos que partilhem a sua definição de “criatividade”. Gostaria de participar? Escreva-me um mail. Para receber estes posts na sua caixa de correio, clique aqui.

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