My story of fear

Giving blood.
Giving blood.

Today I’m sharing a story about fear.

A few weeks ago, I gave blood for the first time. While I was walking there, I felt giddy, nervous and excited, knowing that I was going to do something I was scared of doing.

I have been wanting to give blood for many years now, but I always found an excuse: I was under the weight limit, I was too busy. Once, when I was living in Buenos Aires, Argentina, I was walking home from my German lesson and there was, on a pedestrian street, a blood donor drive. A very nice medic came my way and invited me to give blood. That day, my excuse was that I was busy at the moment, but that day what I felt was hunger. It was lunchtime after all.

All these reasons were valid and true, but they were mostly very convenient. I knew I could get lunch somewhere near; the nice fellow even gave me all the information about places where I could give blood at any time. But I never did.

Why? I was scared. Really. And it’s so easy to postpone doing something that inspires fear in me.

This time, I wanted this to be different. I wanted to feel that I had tried, not hidden behind excuses. When walking to work, I started seeing posters on every shop window in my neighborhood and slowly worked this idea into consciousness. What if this time it were different? What if I gave back to my community? What if my blood ever saved a life?

What if this time I overcame the hurdle I built all alone, in my head?

When the day came, I walked there, I took all the tests necessary and gave blood. The following week I felt more tired than usual, but that was it.

I went home feeling euphoric: conquering that fear made me think I can overcome any fear, as long as I set myself to do it. Fears are hurdles we create in our heads, and we are the only ones who can decide to bring them down.

Don’t get me wrong, though. There are many fears I have absolutely no desire to overcome. Skydiving? No, thanks. But the other barriers are there to push us to go new places and try new things. In the end, it is so rewarding to find out I’m much more of a superwoman than I thought.

What about you? What fears have you conquered? Share them below, in the comments.

*

Há umas semanas atrás fui dar sangue pela primeira vez. A par de uma sensação de estar a flutuar, a pairar, por saber que ia vencer um medo que tinha, levava um nervoso miudinho na cabeça.

Há já vários anos que quero dar sangue, mas sempre arranjei uma desculpa conveniente para não o fazer. Primeiro foi a questão do peso: sempre estive ali a rondar os 50 kg, e os dadores têm de estar acima desse limite. Depois foi a questão da oportunidade: rapidamente não dava jeito naquele momento, por uma razão ou outra. Uma vez, quando vivia em Buenos Aires, voltava eu a casa depois da aula de alemão e lá estava uma tenda de campanha numa das artérias pedonais da cidade, a interceptar os transeuntes e a tentar convencê-los a dar sangue. Nesse dia, a minha razão foi que estava com pressa. Na verdade, tinha mesmo era fome.

E apesar de todas estas razões serem válidas e verdadeiras, elas são também convenientes. Eu sabia que a fome se resolvia com facilidade, nem precisava de chegar a casa para o fazer. E também fiquei com a informação de onde podia ir dar sangue, a qualquer momento que me fosse mais conveniente. Mas nunca fui.

E o porquê é, muito simplesmente, medo. Tinha medo, e é tão cómodo adiar.

Desta vez, comecei a ver os cartazes a anunciar a campanha de recolha em todas as montras do bairro e aos poucos fui-me habituando à ideia. Desta feita queria mesmo vencer este medo, queria sentir que não arranjava desculpas e que finalmente daria esse passo.

E a verdade é que não custou nada. Na semana seguinte senti-me mais cansada que o normal, e foi tudo.

Saí de lá quase eufórica: vencer aquele medo fez-me sentir que posso vencer qualquer medo que eu queira ultrapassar. Que os obstáculos que eu própria levanto, dentro da minha cabeça, não são definitivos e insuperáveis, pelo contrário. Basta mentalizar-me e tentar, uma, duas, várias vezes se for necessário.

Há medos que não quero vencer e não tenho qualquer problema com isso. (Skydiving? Não, obrigada.) Outros há que vale a pena, um a um, ir enfrentando. É muito bom descobrir que sou muito mais super-mulher do que pensava.

E vocês? Que medos venceram ultimamente?

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