A different kind of diet (approved by Popeye)

Cooking next week's lunches (i.e., future picnics in the park). #green

A few weeks ago, I was very close to a burnout. I was under a lot of stress and insomnia attacked relentlessly. After one week of almost no sleep, I had to stop and think why that was happening. Work. Work was the answer. Better yet: the permeability between work and personal life.

There’s no one to blame here but me. I did it all alone. I’m glad I figured it out before I was buried too deep under the weight of information overload.

I was never an early adopter or a dedicated gadget fan. That is, until the iPad and the iPhone entered my life. The first, used basically for leisure, brings me no conflict. It has made my work life more productive by clearly separating it from personal life. The iPhone, however, has brought me (and others) the sense that I am always reachable. This is a downward spiral in terms of work/life balance: clients get accustomed to receiving email replies at any time, evenings, weekends. Again: my fault, no one else’s.

Social networks are another black hole sucking me in without contemplation. I use them mainly for work, but also to connect with friends. The result? Stretching out my work hours into my off-hours and a serious lack of downtime.

That’s how I found myself awake in bed, unable to sleep, my heart racing despite my effort to relax. Right there I made the decision of taking better care of myself, starting by imposing serious clocking-off hours for me and absolutely no email checking on my cell phone. I took a long weekend off, took two books with me, had afternoon naps and went to bed early. And imposed a strict technology diet on myself.

Speaking of diets, one of these days while I was sorting through a gigantic pile of spinach, I had the sudden realization that that repetitive action was relaxing me into a meditative state. Like Popeye, I hugely benefited from a bunch of spinach; who knew?

How about you? Have you suffered from burnout? What steps did you take to avoid it?

*

Na semana passada, estive a milímetros de um ataque de nervos. Falo em sentido literal: o stresse foi tanto que tive insónias praticamente toda a semana. E porquê? Por causa de trabalho. Ou melhor, por causa da permeabilidade entre trabalho e vida pessoal.

A única culpada sou eu. Não foi a minha superior hierárquica (eu), nem os clientes. Fui eu sozinha que me meti no buraco; felizmente dei conta antes de me soterrar debaixo do peso do excesso de informação.

Confesso: nunca fui uma enorme fã de gadgets, até o iPad e o iPhone entrarem na minha vida. O primeiro é usado para lazer. Já o iPhone, um aparelho absolutamente maravilhoso, infiltrou-se na minha vida e esbateu a fronteira entre trabalho e lazer. Estar sempre contactável nem sempre é bom: os clientes habituam-se (porque nós os habituamos) a receber resposta ao Domingo. E quando não recebem, estranham.

As redes sociais são outro buraco negro onde o tempo parece evaporar. Uso-as não só de forma pessoal como também profissional; qual foi o resultado?O mesmo: onde termina uma coisa e começa a outra?

Assim foi que cheguei a uma sexta-feira com um total de doze horas dormidas durante a semana, às voltas na cama, com o coração aos saltos e sem o conseguir acalmar. Tomei a decisão de cuidar de mim. Se não o fizer, quem fará?

Alarguei o fim-de-semana e desliguei o telefone, não abri email nem redes sociais. Escolhi apenas uma distracção, a leitura, e de uma penada terminei um título e avancei o segundo. Dormi sestas os três dias e fiz noites completas. Não me preocupei com registar paisagens bonitas nem pratos bem servidos para partilhar no Instagram; limitei-me a admirá-los e depois saboreá-los.

Delineei uma estratégia de ataque ao stresse: sair mais cedo do trabalho, não ver email no telefone, limitar as redes sociais à actividade profissional, a acontecer durante o respectivo horário. E ao fim-de-semana, descansar, cozinhar se estiver em casa, ocupar-me com programas que me apeteçam fazer, seja ler, encontrar-me com amigos ou ir à praia. No fundo, uma dieta de tecnologia.

E por falar em dieta, há uns dias arranjava um enorme molho de espinafres quando me lembrei do Popeye e dos seus músculos de ferro. Pensei que aquela actividade, simples e repetitiva, mais do que braços hipertonificados me proporcionava uma mente relaxada e um ritmo cardíaco suave. Ou seja, todo o contrário de stresse.

E vocês? Já se sentiram à beira do abismo? Que fizeram? Que estratégias recomendam?

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One comment

  1. Ahimsa Soul says:

    Hi Billy,

    I’ve also taken a similar diet, recently. Luckily even with all the technology I am able to leave work at work and not let it physically permeate personal life. However, by staying long hours in the office, has dramatically reduced my personal life hours: either because, oh well, earth days have only 24 hours, 8 of each I need to sleep, or because when “me time” arrived I was so tired, I could barely enjoy it.

    So I positively encourage you to keep on dieting and if push comes to shove I’ll even help you out: I can kidnapp you at the end of the working day for some lemonade, orxata, walks in town, or just watch time go by!

    Namasté!

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