Boquete, Panamá

Já sei que para os leitores brasileiros deste blog o nome “boquete” significa outra coisa totalmente diferente. Mas para os efeitos deste post, Boquete é uma terra panamenha, na encosta do vulcão Barú, pertinho da fronteira com a Costa Rica. Encontra-se a 1600m acima do nível médio das águas do mar, o que significa que goza de um clima tropical de altura. Traduzindo, apesar do sol ser quente, as sombras são fresquinhas e a noite pede agasalho.

O caminho até lá leva cerca de 7 horas pelas estradas panamenhas. Apesar de longo, a paisagem é linda, sobretudo a partir da cidade de Santiago, porção em que somos acompanhados pela visão da cordilheira central, coberta de nuvens.

Devido às suas características climáticas e topográficas, em Boquete há morangos (todo o ano!), café de altura e muitas, muitas flores. Há trilhos na montanha, rios com quedas de água, escaladas, rafting e outras aventuras.

"Se Vende"

Queda de água, a recompensa pela caminhada

Ponte suspensa sobre o riacho

River uphill from Boquete

River uphill from Boquete

Uma família abastada chiricana (da província de Chiriquí, onde Boquete se situa) decidiu fazer um enorme jardim e abrir as suas portas ao público: Mi jardín es su jardín, aberto entre as 9 e as 16 e de entrada livre, é um jardim cuidado, com laguinhos e peixes, pontes, flamingos de plástico e piscinas com formatos estranhos. É imperdível, não só pelo fogo das buganvílias como também pelas casas, que podemos apreciar de fora. É incrível ser um jardim privado aberto ao público e tão, mas tão cuidado.

"Mi jardín es tu jardín" I

"Mi jardín es tu jardín" II

"Mi jardín es tu jardín" III

"Mi jardín es tu jardín" V

Também há a visita às lojas de morangos, onde se faz de tudo um pouco com esta fruta: batidos, gelados, iogurte, molhados em chocolate ou caramelo, morango split e outras variações que tais. E isto, caros leitores, todo o ano. Todo o ano! E doces! E deliciosos! Comi ao natural, claro está, para quê inventar quando o original já é o que é?

Visitámos uma quinta de café, a Finca Lérida, onde pudemos fazer a visita guiada e aprender muito sobre esta cultura. Nunca tinha visto a árvore do café, nem provado o sabor da fruta, à qual chamam “café cereja”. É doce, mas não deve ser comida. O café, o grão de café, é o caroço deste fruto. Desde a sua colheita até à chávena, vão várias etapas de processamento, de três tipos: natural, em que o grão seca dentro da polpa, tal qual foi apanhado; honey, em que o grão passa uma parte do tempo dentro da polpa; e lavado, em que é separado da casca e polpa logo ao início. Depois deste processamento, são comprados por distribuidores, que o torram, embalam e vendem.

Fruit and grain, fresh off the coffee tree

Prontos para a prova de café

Laboratório de café

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Horta de cheiros

Finalmente, a comida: em Boquete há uns quantos restaurantes altamente recomendados. Têm fama, e merecem-na: The Rock e Panamonte foram os visitados e em ambos comemos regiamente. O primeiro tem um ambiente muito acolhedor, com a sua lareira, iluminação e espaço fantástico; o segundo localiza-se numa casa antiga, também muito bonita e arranjada. Ficaram muitos por experimentar – da próxima vez será, que Boquete ficou na lista dos lugares a repetir.

De volta a casa, pelos caminhos do Panamá

(Mais fotos aqui.)

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