Cada qual com seu amigo

Antes do concerto do @drexlerjorge

Há uns meses atrás, uma das actividades que a minha sobrinha mais velha fez com a outra tia emigrante foi a de escrever uma carta ao Pai Natal. Começou-a com, pasme-se, “Meu velho amigo Pai Natal”.

Pois é, decidi seguir o exemplo dela: meu velho amigo Jorge Drexler, na quinta-feira passada fomos ver-te no concerto que deste aqui no Ateneo da Ciudad del Saber, no Panamá. E foi tão bom. Entraste sozinho em palco, com as caixinhas de sons que pontapeaste e desligaste, encantaste-nos com a tua comunicação cantada com o público, chamaste colaboradores ocasionais para tocarem outros instrumentos. Enfim, vim de lá com a alma lavada, apesar das condições de som não terem sido as melhores.

E a temperatura, nossa, a temperatura. Num país onde se usa e abusa do ar condicionado, nós víamos-te a tirar casaco, arregaçar mangas, limpar a testa. E nós, na plateia, tirávamos casacos e arregaçávamos mangas, porque alguém se lembrou de desligar o ar, apesar da sala cheia e do país tropical.

Quando saímos, levezinhos e a flutuar de alegria, a noite estava fresca e levantou alguma pele de galinha.

Foi o fim de noite perfeito para o concerto que tão generosamente nos deste. Espero poder rever-te numa sala de espectáculos melhor, com melhores condições, mas já sei que um concerto teu é bom, seja onde e como for. Obrigada.

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2 comments

  1. Bau says:

    As ideias que as sobrinhas nos dão, ó que realmente! Poder-se-ia lá imaginar que resultariam num post tão lindo! 🙂

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