Month: October 2011

Baby blanket

"Bai mantinha feliz boando" baby blanket

"Bai mantinha feliz boando" baby blanket

"Bai mantinha feliz boando" baby blanket

A new baby blanket is now waiting for its new owner – and companion – to be born. This one is made with cotton fabric with polar fleece batting, to ensure warmth during winter.

I´m in love with making these baby blankets: the embroidery process, a long one, gives me the time to notice any tiny flaws on the print or on the fabric. Then comes the sewing part, and it feels like it is through and alchemic process that from pieces of fabric a whole baby blanket is born.

I like to think of the baby who will be wrapped in those layers and I wish for him – or her – to have a wonderful and full life.

It´s good to be involved in new lives, even those I´ll never actually meet.

For abbrigate* (website, facebook page).

Chamo-lhe um figo

Doces regionais algarvios

Doces regionais algarvios

Tenho uma gigantesca pasta de fotografias das férias aqui no meu computador. De vez em quando, vou lá espreitar e tiro uma ou duas imagens para ir matando as saudades.

Os doces regionais algarvios devem ser dos poucos da doçaria portuguesa de que realmente gosto, com todo o amor e paixão que se pode sentir por uma sobremesa. Não que não sejam deliciosos; eu é que não sou particularmente amiga de doces – de longe, prefiro salgados.

Mas aqui abro uma excepção: primeiro, porque são lindos. Imitam frutos, bichos, flores; são pintados com cores saturadas e, claro, sabem bem. Exceptuando os que têm forma de camarão-barra-lagostim-barra-gamba, adoro escolher um bolinho, trincá-lo devagarinho e olhar para o interior, para ver se tem fios de ovos. Adoro o contraste do ligeiríssimamente amargo da amêndoa com o doce predominante, a textura e o volume.

Dêem-me doces regionais algarvios (excepto em forma de gamba) e sou uma mulher feliz.

Oh.

RIP Steve Jobs

Estou triste com a notícia da morte de Steve Jobs. Que fazer? Graças a este senhor há vários anos trabalho de forma muito mais cómoda e com sistemas operativos intuitivos, funcionais e fáceis de aprender; apesar de usar computadores da marca há mais de 10 anos, até hoje só tive duas máquinas. Obsolescência? Esta em que escrevo já tem cinco anos e continua a dar cartas.

Há mais de um ano atrás apaixonei-me pelo iPad, ferramenta que uso todos os dias, sobretudo para lazer, mas também para trabalhar. Os cépticos não lhe encontravam utilidade; eu já não sei como seria viver sem ele.

Ao maluco que imaginou que podíamos ter toda a nossa música num paralelepípedo (iPod); que quis um telefone só com um botão (iPhone) e que achou que devíamos navegar na net numa coisa para a qual nem havia nome (iPad), só posso agradecer. Estas ideias loucas vieram revolucionar e facilitar a minha vida.

Em jeito de despedida, o discurso do fim de ano na Universidade de Stanford. Vale a pena ver até ao fim.

Thank you, Steve Jobs

RIP Steve Jobs

So sad. Thank you for being such an inspiration, Steve Jobs. You´ll be missed and remembered.

(This post – as well as most other posts you can read here – was written on my five year old mac book pro. Obsolescence is not a word I need when I think about apple.)

Não havia necessidade

Há dias em que me esforço muito por tentar ver os lados positivos deste país onde vivo. E ele há-os, claro que sim. Mas há outros em que só consigo pensar que francamente, não havia necessidade.

Há um par de semanas, tivemos a visita de um amigo que fazia uma escala de cinco horas na cidade. Pediu-nos para passarmos de carro nas principais atracções turísticas. Primeira paragem, Casco Viejo. Passeámos um bocadinho e, claro, levei-o à Plaza Mayor, a da Catedral. Parecia haver uma procissão, o que normalmente é sinónimo de espectáculo de luz e cor.

Quando entrámos na Catedral, o panorama foi este:

Iglesia Catedral, Casco Viejo, Panamá

Iglesia Catedral, Casco Viejo, Panamá

No meio da lixarada, até uma sola de sapato encontrei. O meu amigo, cheio de sentido de humor, dizia-me que adorava visitar os mercados das cidades que visitava. E eu pensava nos meus pais, que quando visitaram a Catedral em Fevereiro passado a acharam pouco cuidada… comparada com isto, estava um brinquinho.

Para a nojice e para a falta de civismo e de respeito não há a menor paciência.

A edição-inundação está no ar!

"We´re in Panama!", issue 16

Ainda a estação das chuvas vai no adro, qual procissão, e já aí está o número que celebra o fenómeno frequente da bela da inundação. Até Dezembro, muita água há-de cair (literalmente) e muito bolor há-de chegar à roupa (ou não, que eu ando alerta). Mas agora, confesso, já estou um pouco cansada dos dilúvios bíblicos que se fazem sentir, potenciados pelo deficiente sistema de drenagem da cidade.

E porque é destas histórias bizarras que se faz esta zine, é ir, meus amigos, é ir ler exactamente aqui. E depois fazer uma passagem pela página do facebook para apertar o botão do “gosto”.

“We’re in Panama!”, the flood issue

"We´re in Panama!", issue 16

The new issue of “We´re in Panama!” is here! Exhausted of this neverending rainy season, here´s an account of what happens many, many times, whenever the downpour is a bit heavier than usual. Check it out! Back issues are all here. And don´t forget to visit our facebook page and like it as well.

Percebes?

Oh, bela visão!

O que para uns pode consistir numa visão dantesca, para mim é promessa de deleite gastronómico.

Tento explicar aos amigos de cá o que são percebes, como se comem e a que sabem. Mas é inútil: olham e acham que isto deve ser coisa do outro mundo e que os seus apreciadores só podem ser marcianos (ou, vá, portugueses). Quando lhes digo que é como comer mar com consistência, não entendem.

Só provando.

E agora, olhando as fotografias das maravilhosas refeições das férias em Portugal, salivo e recarrego as baterias. Diz que agora só para o ano.