Uma visita ao MoMa

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Visitar o MoMa, em Nova Iorque, requer planificação. Ainda mais se essa visita recair, como aconteceu no nosso caso, em férias escolares e celebrações pascais. Da primeira vez que lá fomos não conseguimos entrar: a fila era absolutamente assustadora. Voltámos no dia seguinte, e antes da abertura do museu já havia uma fila gigante na rua. Era naquele momento ou nunca, por isso lá nos enchemos de paciência e agradecemos o solinho que ia espreitando. À nossa frente, uma turma qualquer de liceu demonstrava grande excitação pela visita ao museu; tiravam-se fotografias uns aos outros, cada um com a câmara digital mais potente que a do companheiro do lado.

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Com estas distracções lá se fez a hora de abertura e dividimos esforços: o Príncipe ficou na fila dos bilhetes, para comprar o combo MoMa+Top of the Rock; eu fui para a fila dos casacos. E aí uns vinte minutos mais tarde conseguimos, finalmente, entrar dentro do espaço expositivo do museu. Pegámos no audioguia (incluído no preço do bilhete) e lá fomos nós.

Começámos pelo sexto piso, com uma exposição temporária sobre o expressionismo alemão. Eu adorei, claro, porque aqueles senhores desenhavam mesmo muito bem. Mas as temáticas não eram as mais animadoras: entre guerra, doenças e miséria, a maioria das obras expostas tem temática lúgubre.

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Dali descemos para o quinto piso, onde está exposta a colecção permanente. Aqui estão as obras que vêm em todos os compêndios de história da arte, as que já vimos reproduzidas centos de vezes em postais, serigrafias e calendários, essas estão na colecção permanente: Starry Night, de Vincent van Gogh, deixa-me sempre sem palavras e com pele de galinha. Há também quadros impressionantes de Matisse, como Red Studio, de Jackson Pollock, Amedeo Modigliani, Picasso e muitos outros. As obras são magníficas e os textos do audioguia são excelentes para melhor as entender. Estão feitos para aproximar as peças do público, explicando pequenos detalhes que ajudam a contextualizá-las. Depois de tantos anos a estudar história e crítica de arte, em que o palavreado usado parece ter o objectivo de alienar o observador da obra, estes textos constituem uma lufada de ar fresco: não são condescendentes, fazem-nos entrar na obra e ver detalhes que, de outra forma, não veríamos.

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O museu é muito grande; naturalmente, a páginas tantas dá-nos a fome. Mas havia tanta, mas tanta gente, que até para a cafetaria havia fila. Por isso pegámos nos nossos bilhetes e saímos à rua. Mesmo em frente havia um dos famosos food carts com kebabs e vários pequenos restaurantes. Escolhemos um de sushi, almoçámos sem grande cerimónia nem protocolo e voltámos para mais um banho de cultura e multidão.

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O nosso plano era ir, nesse mesmo dia, ao Top of the Rock. Queríamos estar lá à hora do pôr do sol, o que nos dava ainda umas horinhas para passear pelo Central Park. Assim fizemos. Andámos, andámos, vimos mundo e mais mundo, vimos um filme a ser filmado, passámos pelo Delacorte Theater (onde, no Verão, assisti a um dos espectáculos do ciclo Shakespeare in the Park), depois saímos pela Quinta Avenida, onde apanhámos um autocarro até ao Rockefeller Building.

Chegámos felizes e contentes à bilheteira, pensando já ser detentores de um bilhete (o tal combo comprado no MoMa, nesse mesmo dia) e ficamos a saber que não, que aquele era apenas um vale que tínhamos de trocar pelos bilhetes – que por sinal já só havia para as dez da noite desse dia. Lá se nos ia o pôr-do-sol, que história macaca!

Ficámos um pouco desiludidos: afinal de contas, deviam ter-nos explicado esse pequeno detalhe no momento da aquisição do bilhete! Lá trocámos os vales por bilhetes para o dia seguinte, à mesma hora. Que pôr do sol lindo, nesse dia, e nós cá em baixo…

Alguns detalhes que vale a pena ter em conta: é possível comprar entradas para o museu no próprio site. E à sexta, a partir das 16h, a entrada é gratuita.

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2 comments

  1. Anonymous says:

    A descrição da ida ao museu é muito interessante.A foto do Príncipe é uma obra de arte.
    bjs
    F

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