Month: March 2011

First portrait

Retratos I final

This was the first of the paintings done during my March Challenge. It is also the first time I tried my hand at portraits, and I loved it.

It´s acrylic on canvas, 60cm x 80cm (23.6in x 31.4in).

I´m now working on my second portrait and I´m enjoying it so far. As for the challenge itself, I have to say that today was a really hard day. I found numerous distractions and kept pushing the painting time forward… was it the famous weekend effect? I stopped for two days and then it was hard to go back? I don´t know.

I finally got to painting, and the session was productive enough. I´m glad I made the effort, but boy, today it was an effort. Good habits are difficult to gain!

Busy week

zines, ready to be sent out

working

This has been a very busy week. The 100th International Women´s Day? Gone. Mardi Gras? Gone. (Coincidentally, the same day, but two different festivities that I had no time to celebrate.)

Am I complaining? No. I love having work to do, to look back and see all that I´ve produced.

It´s just that for a week with two sort of working days – Tuesday was a holiday and Monday was an unofficial day off – this has been a very, very busy week.

I did manage to squeeze a banana pie with friends into it. Failed to take pictures, though.

Above, zines being organised and getting ready to be shipped to magazines and art directors. Pick me!

P.S. My thoughts are with those affected by the earthquake and tsunami earlier today. May you heal your wounds completely.

Deitar cedo e cedo erguer (parte II)…

detail

…dá saúde e faz o dia render.

Já contei no meu blog de trabalho que me propus um desafio para o mês de Março: o de pintar todos os dias úteis. Não vou necessariamente pintar os dias, nem encher os dias de pintura. Meia hora ou três horas são ambas alternativas válidas na progressão do meu desafio.

E como tenho pintado todos os dias, tenho notado grande aumento na produtividade. Sendo a pintura como o meu parque infantil, onde posso brincar à vontade com as cores, a matéria, as formas e os gestos, quando chego ao meu trabalho tudo corre verdadeiramente melhor.

Acima está um detalhe do primeiro quadro; que mais irei pintar eu este mês?

"Bai mantinha feliz buando" baby blanket

"Bai mantinha feliz"

Here´s another baby blanket, this time for the little – or not so little – prince in our lives. All cotton and cotton flannel, it´s perfect for a slightly fresh evening, or excessive air conditioning. It measures 109cm x 88cm (42.9in x 34.6in) and is machine washable, with like colours.

Buy it now.

More photos of this and other baby blankets, here.

*

Depois das mantinhas anteriores, chega-nos mais uma, desta vez para rapaz. É de algodão, com recheio de flanela de algodão, e é perfeita uma noite de Primavera ou de Verão mais fresca.

Mede 109cm x 88cm e é lavável à máquina, em ciclo delicado.

Para comprar clique aqui.

Para ver mais fotos de outras mantas, aqui.

Deitar cedo e cedo erguer

Early morning in Panama City, Panamá

Early morning in Panama City, Panamá

Às vezes pergunto-me que terá acontecido àquela outra eu que gostava de ficar na sorna, na cama, ao fim-de-semana. Não sei. Não é que não goste – não há prazer melhor que um livro ao Sábado de manhã, entre os lençóis – mas parece que gosto mais de me levantar e ir aproveitar a madrugada para a varanda.

Às seis e meia da manhã o sol ainda vem baixinho, mas luminoso. Na estação húmida, é provavelmente o único momento do dia em que há, digamos, sol. A esta hora está, realmente, fresquinho, e sinto pele de galinha quando vou à varanda. Há que aproveitar.

Pinto, ou leio, ou tricoto, ou não faço nada disto e aproveito o silêncio da manhã, antes das actividades, ou das obras do prédio ao lado, ou do sindicalista que vem de megafone em punho gritar aos operários que constroem os arranha-céus onde jamais poderão viver.

À hora do almoço já tudo terá mudado: o calor é insuportável, o barulho e a poeira também, as nuvens estão prestes a despejar a sua carga diária e pontual sobre a cidade.

Para ao fim da tarde regressar a magia.

early evening in Panama City, Panamá

March challenge so far

detail

The other day I mentioned my March challenge, to paint every weekday of the month, be it half an hour or three hours. Sticking to it has been more or less easy (last Friday was a challenge, I must admit) and the increased productivity is surprising. I mean, how surprising can it be? I´m painting more often, more canvases come out of it. Quite predictable, but still surprising to actually see it.

My first canvas is almost ready and it was something new: I tried portraits for the first time. I was a bit nervous about it, since there´s always a temptation to comparing with the depicted person, but I´m glad I tried my hand at it. I´m definitely going for more, as soon as I finish this one.

Have you set any challenges for yourself? Do you have any strategies to tackle the task when you really feel like doing something else?

Quem diria?

Enquanto tive cá os meus pais, aproveitei – tal como já contei – para pedir ajudas específicas, como nas compotas (mnham) e na mantinha. Assim de passagem mostrei uma blusinha que já tinha cortada, alinhavada e com algumas partes cosidas, blusinha que ficou em fase de projecto. Na minha cabeça processou-se algo do género “eu seja santa, como é que resolvo isto, este decote faz uma ondinha, nem em sonhos descoso tudo e volto a coser”.

E pronto, a dita blusinha ficou em águas de bacalhau meses sem fim, quiçá até mais que um ano.

Pois que senhora dona Mãe, de signo tigre no zodíaco chinês, não deixou o projecto voltar para a gaveta e insistiu (rugiu?) que nessa mesma tarde o teria de terminar. Foi-me dando indicações, e enquanto eu cosia (e desfazia e voltava a coser), senhora controladora das costuras foi lendo capítulo após capítulo do livro que queria terminar antes de voltar a Lisboa.

E assim foi. Cheguei ao momento do fecho invisível, na costura lateral. O truque? Alinhavar até mais não, e muita, muita paciência.

Não terminei a blusa no próprio dia, mas terminei-a a tempo de a estrear com os meus pais cá. E já a usei e reusei, exibo-a até mais não poder. Porque, afinal de contas, fui eu que a fiz. E até lhe instalei um fecho invisível. Ora toma, Billy que achava que não conseguia. Conseguiste!

March is for challenge

March is for painting

I challenged myself with painting every weekday during the month of March. So far, so good, and the fruits of this challenge are obvious: I spend more time doing something I really love and my brain, my eyes and hands get challenged as well.

Spending more time painting also works as a sort of practice, or ground testing, that I later incorporate into my professional activities.

Yay for painting, for the doors (in my mind, in my life, in my work) that it opens.

Mais actividades

Quilted baby blanket | Manta bordada e acolchoada

"Bonequinha feliz..."

"Tenho na minha alma um sonho..."

Outra das actividades desenvolvidas em vez de ir visitar imensos museus, monumentos e jardins foi a costura.

Como sabem (ou não), quando vivia na Argentina criei – na altura com uma sócia – uma marca de roupa de bebé tricotada à mão. Entretanto o projecto tem evoluído: já estou sozinha, já há camisolas para mais crescidos (não exclusivamente bebés) e… agora também temos mantinhas. Não tricotadas, mas cosidas.

A vinda para o Panamá dificultou-me bastante o acesso à fabulosa matéria-prima que existia na Argentina: a lã de merino lá é tão boa que é quase toda exportada, sendo até difícil encontrá-la no comércio tradicional. Aqui no Panamá, terra de Verão todo o ano, não existem lanifícios (não posso censurar!). O que existe, e muito, é algodão. Ou melhor, tecido de algodão.

Enfim, encurtando a história, a acrescentar a todas as razões acima e para combater a sazonalidade inevitável da lã, criei umas mantinhas a partir da ideia do lenço dos namorados, na versão paixão pelos pequenos príncipes e princesas que entram nas nossas vidas.

São bordadas à mão (e à mão levantada, sem desenho prévio) e cosidas à máquina. Algumas são acolchoadas (aptas para climas mais frescos) e outras não, com flanela de algodão para dar apenas algum aconchego. São muito fofas, mas também divertidas, e estão à venda através do site do abbrigate*. Ide, ide ver!

Mais fotos aqui.

As actividades e os seus frutos

Panquecas com doce de tomate caseiro

A Cidade do Panamá não é uma metrópole vibrante de actividade cultural, pelo que quando cá estiveram os meus pais usufruímos do tempo para fazer actividades. Vocês perguntam, e muito bem, que actividades? E perguntam também quantos anos terei, claro está, porque isto das actividades é conversa da minha sobrinha de seis anos. Eu tenho mais uns quantos que ela, mas gosto igualmente das ditas actividades!

Pois uma delas foi aprender a fazer doce de tomate. A minha Mãe faz um doce de tomate que é de comer e chorar por mais, de rebolar no chão e fazer birra, de bater com o pé e exigir mais, só porque é tão delicioso. Por isso fomos ao mercado comprar tomate o mais madurinho possível, deixámo-lo fora do frigorífico um par de dias, e tunfas, ao ataque. Enquanto a panela esteve ao lume, a casa encheu-se de um cheirinho delicioso a canela, a tomate cozinhado, a açúcar derretido… enfim, um odor bem inspirador para uma outra actividade que tínhamos em mãos (sobre a qual falarei oportunamente).

Avancemos para o Sábado passado, dia em que o Príncipe fez panquecas para o pequeno-almoço e eu aproveitei para usar o doce de tomate para as barrar. Qual maple syrup, qual quê…!

A apreciação das qualidades organolépticas é excelente, o sabor é de – lá está – comer e chorar por mais. Aqui está uma excelente vantagem de estarmos a viver no Panamá, e não em Buenos Aires. Lá haveria certamente algum museu para visitar e, consequentemente, afastar-nos da minha aula prática, que tão bons resultados rendeu.

P.S. Um par de dias depois, repetimos a dose para o doce de ananás. Mnham!