O meu aniversário

San Blás, Panamá

Eu adoro fazer anos. Adoro. Adoro celebrar o dia, o facto de estar viva, saudável, feliz. Adoro pensar que hoje sei um pouco mais que há um ano atrás e que neste meu novo ano vou aprender muitas coisas novas, que jamais imaginei poder fazer.

Sabendo tudo isto, o Príncipe todos os anos se supera nos preparativos para as celebrações. E este ano, gente minha, foi a maior loucura de sempre, um dia (três, em boa verdade) que jamais esquecerei.

Os meus pais vieram de Lisboa, numa folguinha entre aniversários, para estar connosco duas semanas. E assim partimos para um mini-cruzeiro de catamaran: nada de luxuoso, só nós e o nosso capitão-cozinheiro-pescador-anfitrião.

are there enough seats for everyone?

Voámos da Cidade do Panamá para o aeroporto de Corazón de Jesús, aeroporto esse que é, na verdade, uma pista de aterragem numa das ilhas. Em circunstâncias normais dá para aceder à reserva indígena em automóvel, mas devido a uma enxurrada a estrada está intransitável. Não se sabe se e quando estará novamente operacional, por isso os voos da Air Panama são a única forma de chegar.

Quero dizer, minto: também dá para chegar de barco desde Portobelo (perto de Colón e a uns 80km da Cidade do Panamá) e, claro, desde a costa colombiana, tudo isto em viagens marítimas charter.

San Blás, Panamá
A chamada “dureza da vida”.

San Blás é um arquipélago pertencente ao lado caribenho do país. É também uma reserva indígena e está inserido numa região autónoma. É constituído por muitas ilhas – alguns dizem que 365, uma para cada dia do ano – e por recifes de coral. Há ilhas habitadas, outras desertas, outras só com habitantes diurnos (gente como nós). É um paraíso na terra, excepto em noites de chitras, umas mosquinhas minúsculas que picam, picam e picam vorazmente, deixando um rasto de dor, ardor e comichão.

(Um parêntesis para adicionar um pedaço de informação absolutamente vital para o bem-estar pós-picada: vinagre de maçã faz maravilhas na recuperação, cortando bastante a comichão e encurtando o período de ardor. Diz que também funciona em queimaduras por alforreca. Nunca experimentei, mas, em caso de desespero, não custa tentar.)

Ficámos alojados no catamaran Chi, sendo o nosso anfitrião um austríaco, Chico de alcunha. Levou-nos em segurança a todos os lados, contou-nos histórias, pescou e cozinhou para nós, até me fez uma sobremesa especial no meu aniversário. Bom interlocutor, deu-nos imenso espaço no barco, que, para além de pequeno, também é a sua casa.

Tivemos três dias de sol, água transparente, peixinhos, corais, decisões difíceis como vamos dar uma volta à ilha? para a esquerda ou para a direita? ou nadamos até àquela ilha? sim? depois da cerveja?.

birthday meal

Fizemos piqueniques na praia com peixinho fresco, acabado de pescar. Ensaiei acrobacias e equilibrismos aquáticos, às vezes com sucesso…

a fazer o pino em água rasa!

…e fizemos concursos de mergulhos:

concurso de mergulhos

Fizemos parte da cadeia alimentar como predadores:

dinner!

…mas também como presas:

chitras suck

E assim foi. Mais fotos aqui.

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8 comments

  1. Anonymous says:

    iSTO É LAMENTÁVEL 🙂
    E em Lisboa chove, e faz frio.
    🙂 Parabéns!

    Um beijiho

    Pedro Ribeiro

  2. Anonymous says:

    Foi muito bom ter partilhado esta alegria convosco!
    Posso não ganhar o concurso de fotografias (como disse?), mas o das mais duráveis picadas de chitras, esse está no papo!
    Bjs
    M

  3. Billy says:

    Olá Pedro! Bem-vindo e obrigada pela visita. Quanto à lamentabilidade das fotografias, pois bem, o trabalho de turista é extremamente duro, mas alguém tem de o fazer… 😉

    Menina Anónima, foi uma viagem muito repousante, sim, quando vem?

    Menina M, foi tão fixe! Ainda bem que vieram!

    AnaV, foi mesmo, mesmo chiro! E juro que não photoshopei nada…

    Obrigada, Karen! Eu também dispensava as picadas… felizmente foi na última noite, depois pudemos vir controlar os estragos na cidade. Vivam as pomadas, o vinagre e os anti-histamínicos!

    Beijinhos a todos.

  4. Anonymous says:

    A natureza é fabulosa! É tudo tão bonito! E no fim encarregou-se de escolher a nossa santa mártir das chitas!
    Que respeito!
    PT

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