Mercado de Abasto

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A Cidade do Panamá não é conhecida por ser um destino pululante de eventos e distracções, por isso, cada fim-de-semana escolhemos uma coisa nova para ir visitar. Com três meses cá, já fomos a muitos sítios que os próprios panameños não conhecem – isto dito por uma local, entenda-se.

Uma das excursões de fim-de-semana, já repetida, foi ao Mercado de Abasto. A primeira dificuldade é encontrá-lo, porque não se trata de um mercado como nós estamos habituados. A entrada é escondida e confunde-se com a entrada para um parque de estacionamento. Dentro do recinto, há um pavilhão para as vendas a grosso e, cá fora, dezenas de pequenas lojinhas fazem a distribuição a retalho.

É toda uma experiência antropológica a preço de feira: o ananás custa 75 cêntimos, o molho de couves 5. Deve ser dos poucos sítios onde uma pessoa pode ser consumidoramente feliz com notas de um dólar.

Na primeira visita aproveitámos também para perguntar os nomes das coisas, já que apesar de a nossa mudança ter sido dentro do universo hispanófono, a maioria dos nomes de fruta, verdura e roupas muda. De maneira que conhecemos o chaiote – o “nosso” xuxu, creio – e o culantro – de cheiro e sabor muito parecidos ao nosso coentro, mas com folha longa, estreita e com piquinhos. A maior estreia do dia foi o sapote, uma fruta que fechada parece um pião, aberta parece um presente, e na boca é fibrosamente deliciosa. Sabem a fibra da manga? Aquela que fica teimosamente agarrada em tudo o que é dente, desde o incisivo até ao siso, lá atrás onde ninguém chega? Pois a do sapote não tem nada a ver. Entra, sai, desce e já está, segue caminho despachado esófago abaixo. A única coisa é o tamanho do caroço: quase do tamanho do da banana, com a (mínima) diferença de que não é comestível.

Resumindo: com uns míseros 5 dólares fazemos a festa, compramos fruta e verdura para toda uma semana e quiçá algo mais. Tirando a trabalheira de explicar que não precisamos do saquito de plástico, é todo um êxito.

A paragem seguinte é o Mercado de Mariscos, mas isso fica para outro dia.

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5 comments

  1. Billy says:

    Da gastronomia ainda não fiz relatos mas tenho muita coisa. Por estas bandas é tudo “muy rico”!

    A não actualização do blog deve-se à falta de tempo, de energia e de internet no computador. Qualquer dia há mais!

  2. Cris says:

    Já acrescentei à minha lista ‘To Do in Panama’! Tens que me dar umas dicas, principalmente de como chegar lá… não ia gostar nada de me perder nessa zona 🙂

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