Aventuras e desventuras

Já estamos no Panamá há dois meses. Já explorámos alguns restaurantes – e não houve desilusões nessa matéria. Já estou a fazer contactos com clientes, já estou a fazer aulas de yoga (e de bailoterapia, como contei noutro dia). Já tenho uma rotina mais ou menos articulada. Tudo isso, mas ainda não temos casa.

Minto: temos casa. Aquela em que estamos, temporária, e aquela para onde iremos, em data a definir, nos píncaros de uma torre moderna. Quem diria, afinal até temos duas casas e eu a queixar-me.

Tudo isto seria muito mais bonito se, em vez de duas, tivéssemos só uma, a nossa, e se dentro dessa casa tivéssemos só as nossas coisas, e não as emprestadas.

Mas tudo isso está ainda longe de acontecer. As nossas coisas estão em Buenos Aires, provavelmente ainda presas na engasgada alfândega argentina, que noutro dia se deparou com 300kg de cocaína dentro de móveis usados, num contentor com Espanha como destino.

Assim sendo, espera-nos pelo menos mais um mês sem móveis, sem a nossa cama, sem a minha máquina de costura nem os meus pincéis nem o cavalete.

Bem sei: não é o fim do mundo – nem nada que se pareça – mas já estou um bocadichiquinho farta.

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9 comments

  1. Mar says:

    rrrrrr…. que frustração!!!! bj grande deste lado do charco… e de quem esta a tentar perceber como organizar os próximos meses e a ter imagens de terror das possíveis casas sem luz, mínima, algures no meio da cidade… rrrr. estou insegura e isso também cansa, Por isso compreendo… assim, a sensação de alguma impotência… bj grande grande

  2. Billy says:

    Olha, Mar, inspiro fundo e sorrio sempre, “muita calma nesta hora”, e siga pra bingo. Daqui a uns meses vamos olhar para trás e rir-nos ao pensar na seca que foi esperar tanto tempo.

  3. Ahimsa says:

    Namaste!

    Não desanimes, é todo um processo.
    A minha mesa de cabeceira é um cabaz de Natal de madeira. A minha sapateira é o cabaz de Natal do ano passado (verga preta). Os cestos da roupa são os cabazes de Natal (de verga) de anos precedentes. O cabaz de Natal deste ano é o cesto de estender a roupa (não é de verga mas sim de uma fibra). Portanto 🙂 o teu problema é não teres cabazes de Natal que chegue!

  4. Billy says:

    Ahimsa, tens toda a razão! Ri-me muito com os teus cabazes de Natal e o teu sentido de adaptação. É isso mesmo.

    Dylan, obrigada!

  5. kel says:

    Billy,

    Espero que a coisa se resolva depressa, é bem chato estarmos sem as nossas coisas. A minha amiga neo-zelandesa mudou-se no final do ano passado de Chicago para a Austrália e as coisas dela só chegaram esta semana, imagina…! Andava a viver à custa de uma malita há 7 meses!

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