Converseta

Ontem entrei na farmácia aqui da esquina para comprar um par de coisas que precisava. O farmacêutico começou a aviar o meu pedido, entre muitos sorrisos. Pensei que teria coisas nos dentes – não é inédito – ou estaria mal vestida, pois vinha do ginásio. Pergunta-me:

– Disculpe, señora, que le pregunte: usted no es de acá.

Não, realmente não sou, não, sou portuguesa.

– Ah, de Portugal! Tamaña belleza no podía ser de acá.

E é isto. Vai uma pessoa à farmácia e tem o farmacêutico, com idade para ser meu pai, nestes delírios.

Join our community, start beautifying your life!

11 comments

  1. Ai os farmacêuticos porteños!
    Onde é que já se viu?
    Pelo menos não é tão antipático como o mais velho da farmácia aqui da rua, que nos responde sempre com sete pedras na mão. Enfim, feitios…
    É claro que eu, como mãe, fico muito orgulhosa de “tanta belleza”.
    Beijinhos
    M

  2. Billy says:

    Mãe, tu não és a pessoa mais idónea para falar sobre a beleza das tuas filhas! Mas obrigada na mesma. 😀

    Da próxima vez que o farmacêutico for chatinho, conta-lhe dos argentinos! Ou então muda de farmácia.

  3. Bau says:

    E as irmãs, podem falar da beleza das irmãs??? 🙂
    Mas olha, que experiência tão exótica e contável às futuras gerações de RR’s!
    “Sabes, quando eu era jovem… a minha beleza ressoava do lado de lá do Atlântico!”
    Não sei qual é o farmacêutico de que falam! É (aqui que ninguém nos ouve) aquele mais alto?
    Agora lembrei-me de um episódio deste Natal. A C1, nos seus comentários de grande ponderação (estão a ver a cara?) diz-me assim: “Bau, cantas mesmo bem! Não és muito bonita, mas cantas muito bem!”
    Isto para dizer que nem deste lado do Atlântico a minha beleza ressoa… 🙂

  4. Quanto a farmacêuticos, por aqui, estamos contados.
    Imaginem que hoje, no regresso da escola da C1, entrei na farmácia da rua dos Navegantes. No início, estava uma cliente e nenhum empregado. Depois, entrou um empregado, jovem, com as mãos cheias de medicamentos que eram para a cliente em espera. A seguir, entrou outro, mais velho (diria mesmo na andropausa), com um papel que carimbou e foi-se embora.
    O rapaz, simpaticamente, continuou a falar com a sua cliente, que me pareceu habitual, e em dois
    /três minutos não voltou o outro.
    Eu e a C1 viemo-nos embora.
    Neste caso, até teria apreciado que um dos farmacêuticos me tivesse falado na minha ausência de beleza…

  5. alcinda leal says:

    Billy
    O que te tenho dito das alterações que fizeste ao teu visual?
    Eu que nem sou farmacêuticO, nem sexo oposto já tinha feito esse piropo!!!!
    Às vezes pequenas alterações realçam o que já lá está, e isto é válido para todo o auditório!!!
    Beijinhos
    Alcinda

  6. MAR says:

    Eu partilho, tenho cá para mim que não sou de intrigas, o farmacêutico com a tua mãe. Se não é o mesmo, é o da farmácia ao lado, mas que é igualmente antipático… de tal maneira, que passei a ir a uma em frente ao meu trabalho, na qual – Graças! – são simpáticos (mas sem piropos;-)… e até tenho pena, d evez em quando sabem bem, não ???:-)))

  7. Billy says:

    Fungagá, pois é, tens razão. Mas é falso, as argentinas são muito vistosas.

    MAR, desconfio que é bem possível que “partilhes” (com umas grandes aspas, sempre quero saber de que partilhas falas tu!! 😉 ) o farmacêutico com a minha mãe.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

CommentLuv badge