Month: October 2009

About knitting

Tongues of fire in Diavolo

I´m preparing an oral presentation for my german class tomorrow about… knitting! Funny how knitting became so anglicized to me, that sometimes I even have difficulties using the portuguese terms for it. Learning those in german was fun and useful too.

Above, my Tongues of Fire scarf (free pattern here), using Joji sock in Diavolo.

"The wool and the snow" | "La lana y la nieve"

I´m reading a book called “The wool and the snow”, by Ferreira de Castro, one of Portugal´s 20th century literature classics.It was published in 1947 and tells the story of Horácio, a young man who is a shepherd near Manteigas, a country town near Portugal´s Serra da Estrela. This region is historically known for its wool industry and bitterly cold weather, which are the backdrop to the portrait of communities who lived in great hardships and worked extremely hard to make a meager living.

In the book, an interesting procedure, directly related to the production of wool, is described. Since most of us, urbanites, have probably never seen or heard about this, it was surprising for me to learn that ram´s horns must be shaped in order to protect the animal from piercing itself and others. The author describes the process, which appears to be painless for the animal: each horn is inserted into a boiled potato, still hot from the pot. The warmth and humidity contained within the potato soften the horn, which is then flexible enough to be reshaped, so that it does not pierce the animal´s eyes or neck. Who knew that? Not me, certainly!

*

Estoy leyendo un libro llamado “La lana y la nieve”, del autor portugués Ferreira de Castro, uno de los precursores del neo-realismo y un clásico de la literatura del siglo XX. El libro, publicado en 1947, cuenta la historia de Horácio, un joven pastor de un pueblo serrano del interior de Portugal, conocido por su producción lanera. En el libro se cuenta no sólo su historia sino que también se describe la vida difícil de su gente.

A pesar de mi pasión por el tejido y por la lana, la verdad es que como urbanita que soy no sabía que A los carneros jóvenes hay que amoldarles los cuernos para que no lastimen. En el libro describen el proceso: con cada cuernito se pincha una papa hervida. La humedad y el calor de la papa suavizan el cuerno lo suficiente para que se vuelva flexible y se pueda cambiar su forma. ¿Quién hubiera dicho?

"A lã e a neve"

É o segundo livro de Ferreira de Castro que leio e, tal como no primeiro, surpreendo-me por um clássico me agarrar desde o princípio. Eu sei, é uma grande falta de cultura e de erudição da minha parte dizer que os clássicos da literatura podem ser chatos, tal como é admitir que adormeço sempre durante as peças de teatro, mesmo quando estou interessada e a gostar. Mas a verdade, para mim, é essa: às vezes os clássicos são chatos.

Pois não é o caso deste. Para além de a acção se passar numa zona que me é querida (Covilhã, Manteigas e terras serranas), fala de outra coisa que me é querida: a produção de lã. E o que, outrora, se sofria para se produzir aquilo que para mim é como um parque de diversões (tricoticamente falando, claro está).

Ontem à noite aprendi uma coisa nova: tal como se “bloqueia” uma peça tricotada para que as fibras estabilizem, também os pastores têm de dar um jeitinho nos chifres dos carneiros, para evitar acidentes. E o processo é de um pragmatismo fabuloso: espeta-se cada um dos chifres do carneiro adolescente numa batata recém-cozida, ainda quente. A temperatura e humidade da batata amolecem o chifre, que depois é retorcido de forma a não crescer nem na direcção dos olhos nem do pescoço do animal. Quando se termina o processo, prendem-se os chifres com guita e um pau, de forma a estabilizarem na nova forma. Giro, não é?

O mesmo acontece nas peças tricotadas: são lavadas e depois deixam-se secar horizontalmente com alfinetes a dar-lhe a forma definitiva:

Damson
Vêem os alfinetes a puxar a malha para a abrir bem?

E esta, hein?

Papercut sketching

work in progress

Here´s a papercut illustration I´m working on. I love papercutting more and more as a medium!

My growing yarn stash part II

Joji´s WoollamaWoollama by Joji

Joji sock yarn Sock by Joji

The other day I mentioned my growing stash.

I left some yarn for a new post, because this once I must tell you about some yarn that is hand-painted by Joji, my associate in abbrigate*. She chooses the best local fibres and hand-paints them herself, producing nicely hand-crafted yarn that is a pleasure to knit with.

I did enjoy knitting with Woollama, but am smitten with Sock. I´m using them for my Christmas knitting and therefore am not sure wether I can post pictures here, in case the recipients read this… In January, maybe? Until then, let the knitting-pleasure go on!

Eu, no Jornal do Brasil!


No Domingo passado foi publicado um artigo meu no Jornal do Brasil. Atalhando uma longa história, estou muuuuuuuito feliz por ter tido a oportunidade de escrever um texto para ser impresso. Blog é giro, mas no jornal é outra coisa!

Obrigada aos envolvidos nesta aventura!

I´m on Jornal do Brasil


Last Sunday, a text I wrote was published in Jornal do Brasil. Cutting a long story short, I´m very happy about it: blogging is fun, but writing a text to be actually printed? Wow.

My most heartfelt thank you to the people involved in this story.

Mercedes Sosa

Na madrugada de Domingo, Mercedes Sosa morreu.

Nem vale a pena comentar a cobertura dada pelos media ao acontecimento (um directo, todo o santo dia, desde o edifício do Congresso, onde o corpo foi velado. Não houve notícias no mundo – nem locais, diga-se -, não houve absolutamente nada, só um directo, a câmara apontada ao féretro e a corrente de pessoas que lá iam despedir-se a passar. Mencionei que foi todo o dia? Todinho?). Também não vou comentar o dia de tolerância dada aos funcionários públicos a propósito do luto nacional.

O que importa mesmo, mas mesmo, mesmo, é que Mercedes Sosa foi uma figura-chave da cultura do país. Não conheço nem quero conhecer as conotações políticas da música dela. Do que eu gostava, mesmo, era da música em si, das melodias, da poesia e da forma como ela as interpretava. Vi-a ao vivo pela primeira (e última) vez em Frankfurt. Na assistência distinguiam-se claramente os latinos, aos saltos e a bater palmas, a pedir mais uma canção antes da despedida, dos alemães, sentados nas suas cadeiras, surpreendidos com as reacções calorosas dos primeiros. Não é que não estivessem a gostar; só manifestam o seu agrado de forma menos exuberante.

Enfim, saímos de lá numa espécie de nuvem etérea provocada pela música, assim como se devem sentir as pessoas quando fumam coisas que fazem rir. Foi uma maravilha.

Uma mulher que cantou Gracias a la vida deve ter morrido em paz. E que em paz descanse.

Help is on the way… / La ayuda está en camino…

The launch of abbrigate was a surprise for us, because we immediately received a lot of orders! That meant that our project was a success, but also that we had to get knitting a lot. We realised that we were going to need another “wizard” with knitting powers to help us, so we went to Joji’s mom, who happily offered to help.
The problem was that since we are very careful with detalis, we saw that her knitting was a bit looser than ours… And we wanted all the kimonos to look the same! So we went out hunting for some super-special knitting needles so that her tension is the same that ours… And thay were so hard to find that we had to order them in the United States. So the help is on the way!

El lanzamiento de abbrigate fue una sorpresa, porque inmediatamente recibimos muchos pedidos! Eso significaba que nuestro proyecto era exitoso, pero también que había que ponerse a tejer mucho. Nos dimos cuenta de que íbamos a necesitar a otra “hechicera” con poderes tejeriles para ayudarnos, y recurrimos a la mamá de Joji, que se ofreció contenta.
El problema fue que como somos muy atentas a los detalles, vimos que ella tejía un poco más flojito que nosotras… Y queremos que los kimonos queden todos iguales! Así que salimos en busca de unas agujas de tejer super-especiales para que su tensión quede igual que la nuestra… Y tan difícil fueron de conseguir, que hubo que encargarlas en Estados Unidos. Así que la ayuda está en camino!

Férias parte II: no calor

Depois das férias no frio, vieram as férias no calor. A viagem foi longa, longa, entre Ushuaia e Lisboa, com uma noite (que mais pareceu uma sesta) dormida em Buenos Aires. Daqui fomos para São Paulo, e dali para Lisboa. Nos antigamentes voávamos por Madrid, mas agora que descobrimos a ligação brasileira não queremos outra coisa. Não é só o facto de a viagem ficar mais repartida, com três horas e qualquer coisa até ao Brasil e mais nove e picos até Lisboa, em vez do voo enorme até Madrid e do engasgo dali até Lisboa. É, sobretudo, o conforto de sermos bem tratados, tanto na TAM como na TAP. Para quem venha para estes lados, em podendo, TAM-TAP é que é bom. Começamos logo a falar português mal saímos de cá e, entrando no avião da TAP, já bebemos água do Luso, sumos Compal e comemos empadão de novilho biológico. Mnham!

Pausa publicitária terminada, passamos ao momento “Paremos-de-dizer-mal-de-Portugal”. Acaso sabem quanto tempo levámos a passar a fronteira? Aí uns 30 segundos, se tanto, devido a essa invenção que é o passaporte electrónico. Não há filas, não há esperas, a única dificuldade é reproduzir a cara de segunda-feira que consta do documento para a máquina fazer o reconhecimento visual. Roça o impossível, sobretudo tendo em conta que do outro lado nos esperam familiares felizes e a nossa cidade de eleição. As malas, contrariamente ao que esperávamos, não demoraram tempo nenhum a chegar e pudemos então enfrentar o calorzinho estival do início da manhã. Ai, é tão bom chegar a Portugal.

Lisboa foi uma breve passagem a caminho do Algarve. Seguiu-se uma semana cheia daquelas coisas que fazem das férias na praia a melhor coisa do mundo. Sol, cheirinho a Algarve, mar, mergulhos, docinhos em forma de fruta, passeios à beira-mar, gelados comidos na praia, castelos na areia e muitos, muitos mimos da família.

Para compensar o aporte calórico das refeições nas férias frias, em Portugal fizemos uma estrita dieta de amêijoas e peixe. Que regime bom! Fossem todas as provações da vida semelhantes a esta… Iguarias e mimos da família à parte, o momento alto de praia foi quando um cardume de golfinhos veio fazer acrobacias pertinho da areia. Foi tão bonito! O público, siderado com o espectáculo, aplaudia e comentava. Falta-me o registo fotográfico, mas foi impossível descolar os olhos da água para procurar a câmara…

Foto tirada pela C1. Temos fotógrafa!

Muitos pêssegos e bolinhos do Algarve depois, voltámos a Lisboa. Mas essa é conversa para outro post.

We´re on Facebook! | Estamos en Facebook!

We´ve been busy preparing and shipping orders (thank you for buying our Kimonos!) but we managed to open a Facebook page for abbrigate*, right here. Thank you for spreading the word!

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Gracias por todos los kimonitos que nos están encargando. Entre la pilita que tenemos para enviar, pudimos encontrar un tiempito para abrir una página para abbrigate* en Facebook, que pueden visitar acá. Los esperamos!