Momento desculpem-lá-qualquer-coisinha-sou-estrangeira-e-não-percebo

Que é como quem diz, esta coisa das expressões idiomáticas tem muito que se lhe diga.

O que vou relatar passa-se em plena aula de pintura, trabalhos expostos na parede, numa conversita de preâmbulo antes da análise colectiva que é costume o professor fazer nos dias de composições com poses rápidas. Imaginem duas folhas gigantes por pessoa, e somos mais de uma dezena, ou seja, uma parede cheia.

Uma das minhas colegas, sentada atrás de mim, pergunta-me:

“Che, los tuyos son esos?”, apontando de facto para os meus trabalhos. Assenti.

“Ay, la flauta!”, respondeu ela.

Ora aqui está. Para a minha cabeça mal-pensante, ay, la flauta só se poderia estar a referir à posição das figuras. Abri gigantemente os olhos e perguntei-lhe: “QUÉ?”. Foi um “qué” tão enfático que até lhe pus o ponto de interrogação ao contrário no início e tudo, apesar de ser objectora de consciência no que toca a grafar esse sinal pouco prático.

Vendo o meu ar de espanto-barra-susto, que ela, obviamente, não entendia, explicou-me o significado da dita expressão idiomática:

“Che, la flauta significa que es bárbaro!”. E bárbaro, na Argentina, é bom.

A pintura em questão era esta:

2009.09.28_02 baixa

Tenho dito.

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5 comments

  1. Nem se pode dizer que seja equivalente ao nosso “Ora, gaita!” Falsos amigos, portanto!
    Conhecedora do significado da expressão, também eu digo “Ay, la flauta!” Tem cor, tem expressão, tem força!
    Beijinhos
    M

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