Viva o 10 de Junho antecipado!

Camané em Buenos Aires

Ontem fomos ver o concerto que a Embaixada de Portugal em Buenos Aires nos proporcionou: Camané e os seus acompanhantes. Três excelentes acompanhantes, há que dizer!

Num concerto cujo acesso era só por convite, a sala, de cerca de 1800 lugares estava praticamente cheia. Incrível, não é? Tendo em conta que não havia assim tantos portugueses (não somos assim tantos por estas bandas), foi uma boa assistência a que se conseguiu ali, sobretudo tendo em conta o preconceito que existe por cá de que o fado é tristón.

Camané cantou e encantou, entre canções a capella, instrumentais magistralmente executados pela sua trupe e pelo entusiasmo com que se ofereceu ao público. Não tendo sido rapaz muito falador, esforçou-se por comunicar em castelhano – e comunicou sobretudo com a sua música.

Em alguns momentos, nos meus braços os pêlos levantaram-se e o coração apertou-se um bocadinho, com as saudades.

Viva o 10 de Junho!

P.S. Ao jantar, contámos à nossa amiga G., argentina, porque é que amanhã é o nosso feriado nacional. Tenho muito orgulho no facto de a data escolhida se relacionar com um acontecimento artístico e não político. Gosto do meu país!

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4 comments

  1. kel says:

    Lá me fizeste ir buscar ao baú das memórias que raio se celebra neste dia de Portugal e que acto artístico era esse… 😛

  2. Não foi propriamente um acto artístico, mas sim a “morte do artista”.
    Mas tens razão: o facto do dia nacional estar relacionado com um poeta e não com um facto político ou militar é muito “simpático”, confirma talvez os nossos brandos costumes.
    Beijinhos
    Mãe

  3. K_line says:

    Cheguei aqui ao seu blog por acaso! (Confesso desde já que tenho um fascínio por Buenos Aires, mas ainda não “experimentei” a cidade! Um dia…)
    Adoro o Camané, e posso dizer que já estive em janelas-com-vista-para-o-Tejo em que ia jurar ter ouvido:
    “Eu sei que esperas por mim
    Como sempre, como dantes
    Nos braços da madrugada…”

    E juro que muitas vezes, ao sair de casa no Bairro Alto, oiço
    “Sou o Bairro Alto
    E olho sempre de alto
    Prás tristezas que Lisboa tem”

    🙂
    Que bela maneira de passar o 10 de Junho aí longe!

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