Há dias assim

Hoje o dia começou com uma notícia triste e o peso da distância e do oceano que me separa de Portugal fez-se sentir com força. Queria poder ter uma máquina de tele-transporte para estar em Lisboa esta noite e poder acompanhar os amigos durante o dia de amanhã. Não sendo possível, que não é, espero poder dar-lhes um grande abraço quando nos virmos, daqui a um mês.

As cores do dia foram mudando com a ida à aula de pintura, onde hoje sucedeu uma coisa maravilhosa. Hoje tivemos a última aula do ano e o exercício que fizemos foi com a modelo a dançar. Poses fixas? Nada. Dança, poses elegantemente efémeras, pincel, trincha, espátula e mãos a funcionar, desligadas do cérebro.

No último exercício o professor pôs uma música que eu levei e a resposta das pessoas foi, para a descrever de alguma maneira, electrizante. As pinturas de todos os participantes foram diferentes e todos, todos comentaram na análise final que a música tinha sido inebriante e factor decisivo no resultado.

Qual foi a música? A banda sonora original do documentário “Portugal, um retrato social”, de Rodrigo Leão.

Não me canso de a ouvir.

Acrescento aqui, já que hoje a música está tão presente neste blog, que dedico aos meus amigos a magnífica obra “Requiem for a friend” de Zbigniew Preisner. Não resolve, mas consola.

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