Yesterday | Ontem

Yesterday was a busy day, albeit Sunday. Signed up for the painting “clinic”, which is actually a monthly workshop at the teacher´s studio, with two live models (now that´s a treat!). We start early in the morning (the worst part is getting out of bed on Sunday, really) with quick sketches.

But, after a while, these first quick sketches seem like they took an eternity: new sketches are done in less and less posing time and, at the end of the morning, models are dancing and jumping and singing and sketching their movement is very challenging. At this point, I just tried to doodle whatever movements came to my arm and to my body. It was amazing.

After lunch each of the participants exposes the work done and we all discuss it. Now this was a tricky part for me – not because I was specially afraid of criticism nor were there any negative comments involved. It´s just that our drawings say so much about us, a lot more than we expected and definitely more than I would feel comfortable exposing. It´s amazing how those extra quick sketchings of people dancing (sketches? who am I kidding, it felt more close to children painting than to rationalize shapes and volumes into sketches) tell so much about you and force your other self to come out to the light.

I haven´t taken any photos of yesterday´s work yet. The format is large and I´m not sure how to photograph it here at home. But it certainly was an enriching experience.

*

Ontem, apesar de Domingo, foi um dia muito produtivo de trabalho. Tive aquilo a que o meu professor de pintura chama de “clínica”, que é, no fundo, um workshop no ateliê dele. Com dois modelos vivos, começamos por fazer desenhos rápidos (com tinta acrílica) de poses de 10 minutos.

Os exercícios progridem diminuindo o tempo das poses e aumentando a complexidade das composições em cada folha. De 10 minutos passamos para 5, para dois minutos e meio… e uma dezena de exercícios depois estamos a pintar modelos que dançam e que cantam, de olhos fechados, com a “outra mão” e assim por diante.

Depois do almoço, vem a parte da discussão dos trabalhos. Cada um dos participantes expõe os seus trabalhos e faz-se uma apreciação geral. Esta, verdade seja dita, foi a parte mais importante do dia. Bem, não foi a mais importante, mas foi muito importante. Passo a explicar: através dos comentários dos colegas e do professor fico a saber muito mais sobre mim do que pensava possível, pois os desenhos – sobretudo feitos nestas condições, em pouco tempo, com modelos que se mexem constantemente e que cantam música linda – revelam muito mais sobre a outra parte de mim, aquela que de vez em quando entrevejo em pequenos indícios do meu comportamento habitual. Estes desenhos são uma janela aberta para um lado estranho de nós e olhá-los e partilhá-los com quem passou pelo mesmo é realmente uma experiência muito marcante. Não se trata de pinturas particularmente bonitas (pelo menos não achei que as minhas o fossem) mas constituem momentos de catarse, de viver no limite, de expressar no limite: já não há cores na paleta, há uma amálgama de cinzentos mais claros ou mais escuros; a água está igualmente parda e os exercícios sucedem-se. É uma sucessão de acontecimentos esgotante, que nos deixou prostrados durante a hora de almoço. Só à custa de muito mate resisti (quase me atrevo a dizer “sobrevivemos”, mas não quero falar pelos outros!) desperta toda a tarde.

Que bom foi. Mas, ufa!, que cansativo!

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