Month: April 2008

Happy birthday! | Parabéns!

The birthday boy and the birthday girl have received their papercut birthday cards and now I can finally publish it.

The text in the tree is the portuguese lyrics that go into the “Happy Birthday” song.

See more images of the final result here and some of the process here.

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Os meninos aniversariantes já receberam os seus respectivos postais no correio e, como tal, posso finalmente pôr uma fotografia dos cartões aqui no blog.

Mais uma vez, um papercut (estou a ficar absolutamente viciada…).

Aqui estão mais fotografias dos cartões e do processo todo, desde o esboço até ao produto acabado.

On my desk

Well, it isn´t exactly on my desk. It´s spread on the floor and it´s the product of last monday´s acryilic paint workshop. It consisted of five quick poses, ten minutes each and I´m growing to love this exercise because it just brings things out of your system, without you even noticing.

It´s open on the floor for me to look at it because I´m actually proud of the progress I´m making: slow but steady progress. I´m thinking about what i can do with it. I don´t just know yet.

More images here.

And more desks here.

Parabéns

Muitos, ao meu Pai.

No ano passado a coisa não correu tão bem: acho que nem sequer lhe consegui dar os parabéns. Estava internada e tinha sido operada de urgência aos intestinos. Quando fechava os olhos, viajava numa tripe demasiado surrealista provocada pela anestesia. Quando acordava, voltava a adormecer.

Felizmente este ano está tudo bem: embora a barriga ainda continue grande (continuo a ouvir a sempre pertinente questão: “estás grávida?”), a cicatriz de talhante que me fizeram está com muito boa cara e bem sarada. Os intestinos, maravilha. E a boa forma vai sendo recuperada gradualmente.

Tudo isto para dizer: parabéns Pai! Pena não ter estado aí para celebrar contigo, mas acho que já não foi nada má a ajuda que o skype nos deu, não é verdade?

Final-de-semana legal

(Atenção: este post deve ser lido com sotaque brasileiro)

Esse final-de-semana foi legal demais. Tivemos nossos amigos brasileiros, mais precisamente cariocas, de visita. Uma viagem de trabalho a Buenos Aires se prolongou por mais dois dias para poderem aproveitar Sábado e Domingo por cá.

Logicamente os convidámos para ficarem cá em casa: não perdemos uma oportunidade pra falar português, não é? Tanto falámos que, no final de sexta-feira, já eu estava pensando em português brasileiro, colocando uma série de “…pra cacete” (“bom pra cacete”, “cheio pra cacete”,…) no meio de minhas frases. As pensadas, claro. O que eu falava, eu tentava que soasse português lusitano.

Daí que foi legal demais. Nossos amigos são muito gente fina (adoro esta expressão!), nos fizeram uma companhia muito bacana, fomos no Osaka comer ceviches e tiraditos, na Feria Puro Diseño e, inclusivamente, passámos pelo Easy, esse hipermercado de materiais de construção que está faltando no Rio. Ou, pelo menos, está faltando com os preços de cá.

Os serões foram passados em casa, olha só: Paulo tocando piano, acompanhado no violão pelas mãos de D e pela voz de F. Eu, no tricô.

Que pena que finais-de-semana beleza como esse tenham um fim tão rápido. Mas agora tá mesmo vindo a vontade de ir no Rio. Outra vez.

Have a nice weekend! | Bom fim-de-semana!

This is a collage on me sketchbook with some type that I papercut the other day, when making a birthday card (the one that was on my desk yesterday). The little letters looked so nice and yummy and I just couldn´t throw them into the bin without giving them a bit of use.

It reads “have a nice weekend”, or, more literally, “nice weekend”.

(I forgot to explain: above it is a saying I learnt from my mother about making the best of what you have, be it time, materials… I have no clue of how I should translate “aproveitar”. Any help?)

*

Estas letrinhas foram cortadas de um papercut que fiz para um cartão de feliz aniversário. Eram tão lindas que não as pude deitar directamente no caixote do lixo, sem passar pelo meu caderninho nem receber dois contos.

Um bom fim-de-semana!

Os disparates do costume

Quem me conhece sabe. Sabe que eu gosto destes disparates. E de tipografia. E de tipografia na cidade.

Mas, claramente, este post não é propriamente sobre a tipografia na cidade mas sim sobre as aventuras da tipografia na cidade.

Ora estava eu a sair alegremente com a minha amiga F. do Ateneo, livraria porteña instalada dentro de um teatro (no palco, o café onde tínhamos ido comer a sobremesa do ceviche), e não é que olho em frente e vejo uma loja com este nome?

“Nossa”, disse, sob influência claramente carioca. E deixei-me ficar a apreciar a sensação de encontrar uma loja sofisticada com um nome destes. Depois desviei-me, o poste saiu do caminho e vi aparecer o “l”. “Clona”, chama-se.

Caiu um mito.

On my desk


It´s already Thursday and, once again, I´m a day late blogging about what´s on my desk. Wednesdays are half-work days for me because I have german class the whole morning. One wouldn´t believe how much energy the class drains out from me. Don´t get me wrong, I love to study german and being in class is, despite of tiring, very… (I´m lacking the words here!) every entertaining and interesting and engaging. Yes, maybe that´s the engaging part of it that takes so much energy.

When I get back from german class I only have half a day to go through with projects and the daily chores, so I guess that blogging just comes after all that.

Well, so here´s what was on my desk yesterday: a new papercut (I can´t show more of it just yet because it´s a birthday present) and the usual stuff: my tablet, loads of water, loads of magazines, well, you know what I mean with “loads of”. Basically, what looks clear is just the cutting board!

See you next Wednesday and make sure to check out other desks via Kootoyoo.

FAQ

Faz hoje um ano da minha chegada à Argentina. Para comemorar a efeméride, faço um post sobre as perguntas mais frequentes destes últimos 12 meses.

Diálogo A:
– De dónde sos?
– De Portugal.

– De qué parte de Portugal?
– De Lisboa.

– Ah. Y cuándo volvés a Rio?
– Bueno, no sé, algún día voy a visitar.

Diálogo B
– De dónde sos?
– De Portugal.

– De qué parte de Portugal?
– De Lisboa.

– Y que hacés acá?
– Vivo acá.

– Sí? Mirá vos. Y te gusta vivir acá?
– Sí.

– Extrañás mucho?
– Sí.

Diálogo C
(farmacêutico põe ar sedutor:)
– Vivís en Francia?
– No.

– En Italia?
– No.

– Dónde vivís?
– Acá en Buenos Aires.

– Bueno, sí. (sorriso, bate a pestana) Pero de dónde sos?
– De Portugal.

– Ah! De Portugal… Mirá vos.
(peço-lhe o talão e vou-me embora porque já sei que pergunta se segue.)

Eu chamo a este fenómeno “perguntite aguda”. Manifesta-se sobretudo na população masculina mas é inegável que há uma certa curiosidade pelos estrangeiros que é comum a toda a gente. Invariavelmente, pensam que sou brasileira. Às vezes, mesmo depois de dizer que sou portuguesa (vide Diálogo A). E, sendo brasileira, obviamente que sou do Rio.

Só em Ushuaia nos aconteceu uma coisa extremamente curiosa, que muito me (nos) surpreendeu. Estávamos num restaurante a escolher os pratos e o rapaz que nos atendia percebeu que falávamos português. Muito gentilmente começou a falar português connosco. Quando chegou ao ingrediente “alho-francês” de um dos pratos, disse-nos que tinha “alho-porro”. “Ah, alho-francês”, dissemos, um pouco como quem pensa alto, enquanto imaginávamos o prato – e salivávamos. Responde o gaiato: “dizem alho-francês? São portugueses, não é?”.

Merece a minha admiração.

A minha primeira camisola tricotada!

Ora aqui vai o início da minha primeira camisola. Quero dizer, tricotada por mim!

“Ter pano para mangas” ganhou um novo sentido…

Mais fotografias aqui.

Knitting my first sweater | A primeira camisola (tricotada por mim)

Here it is. Well, here it will be. By now it´s just lots of calculations to adapt it a bit. I wonder what will come out of it.

More photos here.

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Aqui está ela. Bem, aqui há-de estar ela, pois neste momento é mais “projecto-dela”. Espero chegar a bom porto com a minha “semimurcielago”.

Mais fotografias aqui.

Argentinizada

Parece que sim, estou definitivamente argentinizada. Falo castelhano com sotaque de Buenos Aires, uso vos em vez de , atravesso a rua à maluca, já me oriento a a andar de autocarro.

E agora já cebo mate em casa:

Desmentindo a mentira

Ora bem, apesar de ninguém ter reagido à minha mentira (esta é directamente enviada às visitas que cá estiveram e ao coabitante desta casa!), desminto já a mentira: não há mancha nenhuma na despensa, o tecto está branquinho e parece-me que as sessões de raspadela, estuque, selante, primário e pintura final terminaram.

Tenho dito.