Chiiii! Já chega!

Lembro-me de ser miúda e de gostar de ficar a ler artigos da enciclopédia. Era passatempo para algumas horas andar a saltar de artigo em artigo, conforme indicado lá. Eram as hiperligações daquele tempo, com um ícone de uma mãozinha com o indicador espetado e o título do outro artigo a consultar a negrito.

Hoje em dia, estas hiperligações fazem-se com apenas um clic do rato. É giro e é útil, mas só até certo ponto.

Na minha rotina blóguica tenho vindo a aperceber-me de uma certa tendência para os autores exagerarem nas hiperligações que põem nos seus artigos. São links para fotografias no flickr, para artigos em jornais e revistas, para posts seus anteriores, para os blogs dos amigos, e a lista continua, praticamente sem fim. Os artigos aparecem polvilhados de palavras de cor diferente, já que a maior parte dos blogs que leio tem as palavras com ligações numa cor diferente do texto normal, o que acaba por ser uma distracção.

Distracção também é pensar em todos os vínculos que ali estão: quando é que os vou consultar? Quando terminar de ler o texto todo? À medida que o vou lendo?

De uma maneira muito mais século XXI (“sofisticada” poderá ser a palavra adequada), parece-se vagamente com o que aconteceu quando as pessoas começaram a ter computador e o word trazia “aquelas letras todas”: de repente, tudo quanto era material impresso era feito com várias letras, algumas com efeitos de luz, cor e volume, umas em três dimensões…

Não é bem o mesmo, mas cansa da mesma maneira.

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