Fim-de-semana de Primavera-Verão, segunda-feira de Outono-Inverno

Não há dúvida de que desde que os homens chegaram à Lua e mexeram lá nas anteninhas que o tempo anda todo ao contrário.

Sexta, Sábado e Domingo foram dias de Primavera-Verão. Sol e mangas curtas eram coisas que não se viam juntas há muito tempo – e aconteceram ainda ontem! Hoje, em contrapartida, tem sido trovoada (de acordar quem dorme que nem uma pedra) e chuva, humidade e escuridão. De repente, parece que fui teletransportada para… não sei, talvez a Escandinávia outonal.

Apesar das saudades que já sinto do fim-de-semana, os três dias de bonança foram bem aproveitados: na sexta, almocei numa esplanada e fui bombardeada pelos passarinhos que, também eles na faina primaveril, andavam numa lufa-lufa a alimentar as crias e a fazer as suas necessidades fisiológicas sem ter em conta que lá em baixo se almoçava.

No Sábado, apesar da busca do restaurante certo ter saído gorada, lá conseguimos comer peixe em forma de sushi (praticamente a única maneira de comer peixe fresco aqui; a outra é o ceviche, e era isso que procurávamos e não encontrámos). Depois do almoço, caminhámos por Palermo até ao roseiral, um jardim magnífico que tem sido todo recuperado pelo governo da cidade de acordo com os planos de 1914, se não estou em erro. Nos canteiros, há roseiras, roseiras e mais roseiras. Rosas ainda não há muitas, mas já se começa a adivinhar que daqui a mais algumas semanas aquele jardim vai ser um mar de cor e cheiro.

Como quase todos os jardins de cá, também este estava cheio de gente a tomar o seu mate ou apenas a apanhar sol. Uma maravilha.

O roseiral de Palermo está dentro do parque 3 de Febrero, também conhecido por “bosques de Palermo”. Aqui juntam-se todos os aficionados do desporto: ele é gente a patinar, a jogar hóquei em patins (em linha), a correr, a jogar à bola, a andar de bicicleta… às vezes tenho pena que em Lisboa não se aproveitem assim os espaços públicos, sobretudo com a magnífica faixa à beira-rio de que a cidade dispõe.

Com um tempo tão bonito, quem é que quer estar em casa a fazer arrumações? Ficam para o próximo fds…

Viva o “Rosedal” de Palermo, talvez um dos espaços mais bonitos de toda a cidade!

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One comment

  1. Nuno Godinho says:

    Aqui em Riga aconteceu exactamente o mesmo. No sábado e no domingo andei de t-shirt a patinar no parque. Domingo à noite caiu um chuvada daquelas. E desde aí ficou cinzento.

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