Colômbia parte V: de pulseirinha posta

Três dias in-tei-ros de sol e de sesta, de banhos e de leituras à beira-mar ou perto da piscina. Ao longe, no horizonte, uma ilhota tropical cheia de palmeiras a emergir de um mar de uma cor entre o turquesa e o celeste. Enfim, pouco habitual para os nossos olhos destas zonas temperadas.

A pulseirinha posta significava que tudo estava incluído e, durante três dias, soube bem não ter de pensar onde íamos jantar ou almoçar. Já sabíamos que era algures por ali, que não íamos ter trabalho nem esperar muito pela refeição. E, já que estamos nisto, a qualidade e a variedade da oferta não era nada má.

Nos bares do hotel, o Paulo ficou fã do Malecón de los Enamorados que, para ele, se transformou em Molocotón de los Enamorados. Por falar em melocotón, de repente na Colômbia o léxico já é mais parecido com o de Espanha: frutilla já é fresa outra vez, tal como durazno volta a ser melocotón.

(A anedota, a respeito dos nomes das frutas, foi mesmo em Bogotá, alguns dias depois, quando quis pedir um batido de banana. Havia lá um batido de banano, mas uma pessoa nunca sabe ao certo até que ponto estes nomes são verdadeiros ou falsos amigos, dado que, na língua espanhola, uma palavra super comum num país pode ser uma asneira odiosa noutro. E por isso, fiz a figura de parva do ano ao perguntar ao rapaz se banano era banana… Aqui na Argentina, banana é banana, mas por exemplo batata é papa e batata doce é batata. Uma pessoa confunde-se!)

Voltando a San Andrés e ao Malecón de los Enamorados das predilecções do Paulo, nos bares do hotel até os cigarros estavam incluídos, imagine-se!!! Pela parte que me toca, fiquei-me pelos sumos naturais e olá se bebi muito sumo de maracujá, de morango, de guanabana, de lulu, de banana… (não me perguntem que frutas esquisitas são estas pois não faço ideia dos respectivos nomes em português).

Li o livro do Murakami num ápice: depois do da Almudena Grandes, com para cima de trinta mil páginas, despachei uns quantos em muito pouco tempo. Foi bom, bom não ter de parar de ler para ir trabalhar ou para outro compromisso qualquer. Foi ler, e depois ler e no intervalo dormir a sesta.

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2 comments

  1. alcinda says:

    Que ricos suminhos! Até eu fico deliciada! Não pelos sumos mas pelas fotos e descrições dos locais! Bons e «heróicos» passeios!
    beijos

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