Santo Antoninho, tao longe me vais ficando!

Até nem sou uma fanática das multidões e dos apertões característicos da data, mas não posso deixar de sentir alguma nostalgia quando penso na sangria má, na barulheira até de manhã, no cheiro a fritos das farturas e na sardinha com salada de tomate e pimento verde, no bailarico (nos últimos anos ao som de um sucedâneo de Ivete Sangalo) e na dor de pés ao final da noite.

Mas, agora que estou cá longe, todas estas coisas adquirem um carácter pitoresco e o saborzinho a Lisboa, a bairro e a Verão, trazem-me saudosa e suspirante.

Nitidamente as raparigas argentinas não precisam de pôr ao luar o nome dos seus pretendentes: são tão lindas de cair para o lado que o Santo António aqui não tem trabalho nenhum.

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4 comments

  1. AnaV says:

    O costume, apertões, cheiro a farturas e a sardinhas, sempre demasiada gente, não conseguir encontrar ninguém com quem tinhas combinado, mas em compensação encontrar um monte de gente que não esperavas ver… Os santos no seu melhor!

  2. Ana says:

    Pois a tua irmã, nem vê-los! Não fiques triste, nem parece que estamos nos santos, com este tempo.15 -20º em Junho, onde é que se viu!
    Ana

  3. fungaga says:

    Ai, mulher, que está a ficar uma verdadeira emigrante, cheia de saudades dos santos populares. ‘Tás aqui estás a fazer parte de um rancho folclórico minhoto, com sotaque espanhol…

  4. Ines says:

    Compreendo a saudade… eu, novamente este ano, estava fora de território luso, pelo que nada de Santos, apesar de ter diligentemente comprado (uns dias antes do dia de Santo António) um mangerico com “dizer de cultura popular feito”

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