Obrigado!

Não ligo muito a televisão cá em casa, por isso foi com surpresa que vi, noutro dia, um anúncio que não parecia bem um anúncio mas que também não parecia ser um programa da grelha normal daquele canal. Ia um homem pela rua e as pessoas agradeciam-lhe e acenavam-lhe e ele ia sorrindo, entre o curioso e o espantado com a vida. A primeira coisa que pensei foi que ele seria bombeiro – mas estava a achar muito estranho que estivessem a fazer assim uma publicidade institucional à classe (não que não merecessem… mas não me parecia plausível.).

Finalmente…

(um parêntesis: quem lê esta descrição poderá pensar que se trata de uma longa-metragem, mas não, é curtinho. Eu é que estou a descrever em câmara lenta, que é como a minha cabeça tem andado a processar os estímulos externos. Fecha parêntesis.)

…finalmente dá-se o desenlace da narrativa com a mensagem de “peça sempre a sua factura, sem facturação o país não avança”.

Pois bem, concordo, está na altura de sensibilizar as pessoas para esta mensagem tão simples e acabar de vez (ou tentar!) com aquela pergunta idiota do “quer factura?”. Claro que quero factura!

Só me lembro de, no Chile, ser absolutamente obrigatório passar um “boleto” a todo e qualquer cliente, mesmo que a quantia em questão se resuma a meia dúzia de pesos. Têm uns livrinhos de recibos muito práticos, com uns picotados que dividem cada folha em três ou quatro recibos. As pessoas preenchem cada fracção à mão, destacam e entregam ao cliente, mesmo que só tenham comprado um pacotito de pastilhas elásticas. E se, dados os meus maus hábitos portugueses, me esquecia de trazer o dito papel e saía porta fora, vinham atrás de mim a gritar: “su boleto, su boleto!”. Quem pensava que a América Latina era só confusão…

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