Month: January 2007

E quem e que condena os media?

Esta notícia está no portal do sapo:

“Exibição “gratuita”

Governo português condena execução de Saddam Hussein

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, reiterou hoje a condenação de Portugal à execução do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e condenou a exibição “gratuita” daquele tipo de mensagens e de imagens.

“Portugal é um país contra a pena de morte, é gratuito aquele tipo de mensagens e de imagens, nós próprios tivemos a oportunidade de condenar a aplicação da pena de morte, naquele caso em concreto”, declarou o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, à margem de um almoço do Seminário Diplomático sobre a presidência da União Europeia.

Apesar de ter sido uma decisão do Governo iraquiano, Luís Amado afirmou que Portugal “acompanhou a posição muito firme que a União Europeia assumiu sobre essa matéria”. “

Mas a dúvida persiste: quem é que condena os media?

Uma mensagem de paz no fim do ano

As imagens da execução de Saddam Hussein foram repetidas pelo menos três vezes (contei eu, depois cansei-me) durante o telejornal do canal 1 (não esquecer que é a televisão pública) na noite de dia 30 de Dezembro.

Quem achou que esta é uma mensagem de paz e de esperança para o novo ano levante o dedo.

Ninguém?

Pois, bem me parecia. Mas então por que será que insistiram tanto na repetição daqueles poucos minutos de levar o homem pelo braço, enfiar-lhe a corda ao pescoço e, qual cereja no cimo do bolo, a imagem exageradamente ampliada e ultra violenta de uma cara conhecida a espreitar por entre as dobras de um lençol? Acham mesmo que assim se faz justiça? Ou será que pensam que sobem os índices de audiência?

O homem foi um ditador, sem dúvida, mas o tratamento que lhe foi dedicado pelos meios de comunicação roçou o nojento. Haja paciência para aturar quem nos informa assim.

Bom ano!

Já estou saudosa das festas. O Natal foi bom, bom, bom e o ano de 2007 entrou na minha vida com a tranquilidade de quem nem se lembrou de pegar em passas e champagne e gritou a contagem decrescente com seis minutos de atraso em relação à hora legal.

O fogo de artifício do João explodiu em conformidade no terraço dele e abençoou-nos com uma chuva de material queimado que decerto marcará positivamente a sorte neste novo ano.

Obrigada aos nossos fantásticos anfitriões!