Fumo

Após dois meses de América Latina, desabituei-me por completo (foi fácil!) do incómodo de sentir o fumo do cigarro alheio. Na Argentina, no Chile e no Uruguai é proibido fumar dentro dos espaços públicos fechados. Para quem não acredita e acha que esta medida é fundamentalista, a verdade é que é muito, muito cómodo ir a um restaurante, a um bar ou a uma discoteca e sair de lá com o cabelo a cheirar a champô e a roupa a cheirar a roupa – ou a suor, vá.
Segunda-feira fui ao cinema e já não me lembrava da compulsão que leva os fumadores a acender o cigarro assim que transpõem a porta da sala. Gera-se uma tremenda nuvem de fumo que, honestamente, não sei como é que as pessoas suportam. Será que é assim tão difícil esperar mais três minutos para chegar à rua e acender o cigarro? Caminhando da porta do cinema para a porta do Monumental demora-se, em passo lento, não mais de três minutos. Depois de um filme de duas horas e meia, o que são três minutos?
Não entendo toda a discussão sobre a proibição do fumo nos espaços públicos fechados. Não acredito que os restaurantes, os bares, as discotecas e os centros comerciais percam clientela por causa disso. Aliás, confirmei isso mesmo na Argentina, onde a lei entrou em vigor dia 1 de Outubro. Vi o antes e o depois e a verdade é que as pessoas continuam a frequentar os mesmos lugares. No final, até os fumadores apreciam a medida porque assim fumam só o seu cigarro, não o dos outros.

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